Fotografo: Polícia / Divulgação
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Marcelo "Piloto" foi preso em dezembro de 2017, no Paraguai

 
 
 
O Paraguai expulsou três membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta terça-feira, 18, por ordem do governo, um dia depois de dois homens do grupo escaparem de uma delegacia em Assunção e 18 policiais serem detidos por suposto envolvimento na fuga.
 
As autoridades migratórias entregaram ao Brasil Adrian Alex de Lima, Rafael dos Santos e Sidimar Cordeiro da Silva, todos com ordens de captura no País, segundo o Ministério do Interior paraguaio.
 
Dois dos homens que foram expulsos estavam detidos na penitenciária de Ciudad del Este, segunda maior cidade do Paraguai, e o outro em uma prisão de Concepción, no norte do país.
 
A expulsão ocorreu após a fuga no domingo de Thiago Ximenes e Reinaldo Araújo, também do PCC, que dividiam a mesma cela no Grupamento Especializado, central da Polícia Nacional onde ficam reclusos presos de alta periculosidade.
 
Após a fuga, foram detidos 18 policiais que estavam de guarda e demitidas as autoridades da central. Esta é a segunda destituição de autoridades do centro após a de novembro, em consequência do assassinato cometido em uma cela pelo traficante brasileiro Marcelo "Piloto", que matou uma jovem para evitar sua extradição.
 
O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, disse que "houve cumplicidade" na fuga e que isso demonstra que as organizações criminosas estão infiltradas nas instituições do país. / EFE