Fotografo: CPB
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“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”

Lição 10
02 a 08 de março
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Dt 18–20
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12, ARC).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ap 14:6-12; Mt 24:14; Ec 12:13, 14; Êx 20:2-11; Is 21:9; 34:8-10
 
O Apocalipse mostra que o engano de Satanás no tempo do fim será tão bem-sucedido que o mundo escolherá adorar a besta e receber sua marca. Contudo, Apocalipse 14:1-5 revela que Deus terá Seu remanescente, os que se posicionarão ao lado do Senhor quando a maioria do mundo fizer o contrário.
 
No fim, as pessoas terão uma escolha a fazer. Essa escolha não será entre adorar ou não, mas a quem adorar. Os adoradores da besta receberão a marca na mão direita ou na testa, simbolizando sua decisão de servir a esse sistema apóstata com seus atos e/ou sua mente.
 
Ao mesmo tempo, o mundo testemunhará uma grande proclamação do evangelho, como não foi testemunhada desde o dia do Pentecostes. Antes que os juízos de Deus sejam derramados sobre a humanidade rebelde, Ele enviará Suas mensagens de advertência “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6). O Senhor não deseja que ninguém pereça, mas que todos sejam salvos. Por essa razão, Cristo morreu por toda a humanidade. A questão é quem aceitará ou não essa provisão. 
 

 

Domingo, 03 de março
Ano Bíblico: Dt 21–23
As três mensagens angélicas
 
 
Pouco antes do fim, Deus enviará Suas mensagens de advertência, representadas simbolicamente pela voz de três anjos que voam pelo céu. A palavra grega para anjo (angelos) significa “mensageiro”. As evidências de Apocalipse sugerem que os três anjos representam o povo de Deus, a quem é confiada a mensagem do tempo do fim para que ela seja compartilhada com o mundo.
 
1. Leia Apocalipse 14:6 e Mateus 24:14. A mensagem do primeiro anjo é referida como “evangelho eterno” (Ap 14:6). O que isso revela sobre o conteúdo e o propósito dessa mensagem? Por que ela é central para nossa fé?
 
A primeira mensagem do tempo do fim é a proclamação do evangelho no contexto do juízo de Deus que virá sobre o mundo. O evangelho são as boas-novas sobre Deus, que salva a humanidade com base na fé em Jesus Cristo e em Sua obra por ela. O evangelho é “eterno” porque Deus nunca muda. Seu plano foi instituído antes mesmo que existíssemos (2Tm 1:9; Tt 1:2). A primeira mensagem angélica inclui tanto a salvação quanto o juízo. Ela é uma boa notícia aos que dão glória a Deus e O adoram como seu Criador, mas também é uma advertência de juízo aos que rejeitam o Criador e o sinal da verdadeira adoração que Ele concedeu: o sétimo dia, o sábado.
 
Os três anjos são descritos proclamando as mensagens com “grande voz” (Ap 14:7, 9). Essas mensagens são urgentes e importantes; elas devem ser ouvidas por todos, pois dizem respeito ao destino eterno das pessoas. Portanto, elas devem ser proclamadas a cada nação, tribo, língua e povo. Essa proclamação é especialmente significativa, pois, no tempo do fim, a besta exercerá autoridade sobre “cada tribo, povo, língua e nação” 
(Ap 13:7). As ações enganosas de Satanás, de âmbito mundial, serão confrontadas pela proclamação mundial do evangelho no tempo do fim.
 
As três mensagens angélicas são proclamadas pelo povo de Deus a fim de combater Satanás e seus aliados no tempo do fim: o dragão, símbolo do paganismo/espiritismo; a besta do mar, um poder que simboliza o catolicismo romano; e a besta semelhante ao cordeiro, ou o falso profeta, representando o protestantismo apóstata (Ap 13). Satanás utilizará esses poderes do tempo do fim até o momento da sexta praga 
(Ap 16:13, 14). Portanto, o mundo receberá duas mensagens antagônicas, cada uma com o objetivo de ganhar a lealdade das pessoas na Terra.
 

 

Segunda-feira, 04 de março
Ano Bíblico: Dt 24, 25
A primeira mensagem angélica: parte 1
 
2. Leia Apocalipse 14:7 e Eclesiastes 12:13, 14. O que significa “temer a Deus”? Como o conceito de temer a Deus está relacionado ao evangelho? O que o evangelho tem a ver com a guarda dos mandamentos de Deus? (Veja também Rm 7:7-13.) Qual é a conexão entre temer a Deus e glorificá-Lo?
 
O chamado para temer a Deus e dar-Lhe glória (Ap 14:7) é proclamado no contexto do “evangelho eterno”. A compreensão do que Cristo fez pela nossa salvação resulta em uma resposta positiva para com Ele.
 
Na Bíblia, temer a Deus e dar-Lhe glória estão intimamente associados (Sl 22:23; Ap 15:4). Juntas, essas duas ações designam um relacionamento justo com Deus (Jó 1:8) e a obediência a Ele.
 
Temer a Deus não significa ter medo Dele, mas levá-Lo a sério e permitir Sua presença em nossa vida. O povo de Deus no fim dos tempos é formado por aqueles que temem ao Senhor (veja Ap 11:18; 19:5). Deus deseja que Seu povo O ame (Dt 11:13; Mt 22:37), obedeça-Lhe (Dt 5:29; Ec 12:13) e reflita Seu caráter (Gn 22:12).
 
É importante para o povo de Deus dar-Lhe glória, pois “chegou a hora do Seu juízo” (Ap 14:7, NVI). O juízo em vista aqui é o juízo investigativo ou pré-advento, que ocorre antes da segunda vinda de Cristo. O propósito desse juízo é revelar se estamos ou não de fato servindo a Deus, uma escolha manifestada por nossas obras (veja 2Co 5:10). Na conclusão desse juízo, o destino de cada pessoa estará decidido (Ap 22:11), e Jesus virá para trazer Sua recompensa a cada um segundo as suas obras (Ap 22:12).
 
O juízo em Apocalipse 14 faz parte do evangelho. Para os que estão em um relacionamento justo com Deus, o juízo é uma boa notícia; ele significa vindicação, salvação, liberdade e vida eterna. No entanto, o juízo é uma má notícia para os desobedientes, a menos que eles se arrependam e se voltem para Deus, aceitando essa mensagem sobre a hora do juízo no tempo do fim. O Senhor não deseja que ninguém pereça, mas que todos venham a se arrepender (2Pe 3:9).
 

 

Terça-feira, 05 de março
Ano Bíblico: Dt 26–28
A primeira mensagem angélica: parte 2
 
 
O Apocalipse revela que as questões centrais na crise final da história da Terra serão a adoração e a obediência a Deus, revelada na guarda de Seus mandamentos (Ap 14:12). As pessoas acabarão pertencendo a um desses dois grupos: os que temem e adoram a Deus, e os que temem e adoram a besta.
 
3. Recapitule os quatro primeiros mandamentos do Decálogo (Êx 20:2-11). Em seguida, examine Apocalipse 13. De que maneira a exigência de adoração (Ap 13:7, 8, 15); a formação de uma imagem à besta para ser adorada (Ap 13:14, 15); a blasfêmia contra Deus e Seu nome (Ap 13:5, 6), e o recebimento da marca da besta (Ap 13:16, 17) apontam para os ataques de Satanás aos quatro primeiros mandamentos do Decálogo na crise final?
 
O conceito central dos quatro primeiros mandamentos do Decálogo é adoração. O Apocalipse indica que esses mandamentos se tornarão o padrão de lealdade a Deus na crise final. O conflito final entre Cristo e Satanás claramente girará em torno da adoração e dos quatro primeiros mandamentos.
 
A questão principal na crise final é enfatizada na segunda exortação da primeira mensagem angélica. O chamado para adorar “Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7) é quase uma citação exata do quarto mandamento do Decálogo (Êx 20:11). Esse fato mostra que o chamado para adorar a Deus, o Criador, é um chamado à observância do sábado.
 
O descanso e a adoração no sétimo dia, o sábado, é um sinal especial do nosso relacionamento com Deus (Êx 31:13; Ez 20:12). A primeira mensagem angélica é um chamado a adorar o Criador.
 
“Ao passo que a observância do falso sábado de acordo com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se opõe a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 605).
 

 

Quarta-feira, 06 de março
Ano Bíblico: Dt 29–31
A segunda mensagem angélica
 
“Babilônia é a ‘mãe das prostitutas’”. Suas filhas são as igrejas “que se apegam às suas doutrinas e tradições, seguindo-lhe o exemplo em sacrificar a verdade” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 382, 383).
 
4. Leia Apocalipse 14:8, 18:2 e Isaías 21:9. A repetição da palavra “caiu” indica a progressiva apostasia de Babilônia e a certeza de seu colapso moral. Por que Babilônia foi descrita como se já tivesse caído, embora sua queda também seja apresentada como um evento futuro?
 
A Babilônia do tempo do fim é uma união de falsos sistemas religiosos que incluem o catolicismo romano e o protestantismo apóstata. Estes se colocarão a serviço de Satanás contra o povo de Deus (veja Ap 13:11-18; 16:13; 17:5). Essa união manifestará a arrogância da Babilônia antiga ao se exaltar acima de Deus e buscar tomar Seu lugar no mundo. A segunda mensagem angélica adverte o povo de Deus de que esse sistema perverso se afastará cada vez mais da verdade em consequência de sua rejeição da luz da mensagem do evangelho para o tempo do fim. Somente quando a “união da igreja com o mundo se tiver consumado em toda a cristandade”, “a queda de Babilônia se completará” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 390).
 
5. Leia Apocalipse 14:8, 17:2 e 18:3. Como Babilônia faz o mundo beber do vinho da sua prostituição? O que esse vinho simboliza?
 
A Babilônia do tempo do fim é uma prostituta que faz com que as pessoas na Terra se embriaguem com o vinho da sua imoralidade (veja Ap 17:2).
 
O vinho de Babilônia se refere aos falsos ensinos e ao falso evangelho. Hoje, à medida que muitas igrejas protestantes, em cumprimento da profecia bíblica, rapidamente apagam as diferenças que no passado as separavam da Igreja Católica Romana e abandonam a verdade bíblica, testemunhamos a influência corruptora do vinho de Babilônia em meio ao professo corpo de Cristo: a evolução teísta, que é implicitamente contrastada com a referência à Criação na primeira mensagem angélica; tradições teológicas substituindo o sola Scriptura; uma ética revisada que abandona as definições bíblicas de sexo, casamento e assim por diante.
 
Pessoas embriagadas não pensam com clareza. À medida que elas se tornam espiritualmente embriagadas com o vinho de Babilônia, são seduzidas a adorar a besta do mar e a receber sua marca, o sinal da autoridade da besta do mar imposto pela besta semelhante ao cordeiro.
 

 

Quinta-feira, 07 de março
Ano Bíblico: Dt 32–34
A terceira mensagem angélica
 
6. Como Apocalipse 14:12 representa o povo fiel de Deus? Complete as 
lacunas:
 
“Aqui está a _____________________ dos santos, os que guardam os ___________________ de Deus e a _______________ em Jesus” (Ap 14:12).
 
Em contraste com o fiel povo de Deus, Apocalipse 14:9, 10 apresenta o destino dos que enfrentarão a ira divina. No Antigo Testamento, o derramamento dessa ira é descrito simbolicamente como um cálice de vinho dado para alguém beber (Jr 25:15, 16). A severidade do juízo sobre os adoradores da besta é expressa pelo ato de tomar do vinho da ira de Deus, “preparado, sem mistura” (Ap 14:10). Os povos antigos muitas vezes diluíam o vinho em água para reduzir seu poder inebriante. O vinho sem mistura (akratou, em grego), não diluído, representa o derramamento da ira divina em seu pleno poder, sem misericórdia (veja Sl 75:8).
 
7. Leia Apocalipse 14:10, 11; 20:10-15. Como Isaías 34:8-10 e Judas 7 esclarecem a afirmação: “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos”? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Os ímpios queimarão pela eternidade.
 
B. (  ) Não haverá um fogo eterno literal, mas consequências eternas.
 
A declaração sobre o tormento com fogo e enxofre se refere à completa destruição. O fogo e o enxofre são um meio de fazer juízo (Gn 19:24; Is 34:8-10). A fumaça que sobe em decorrência da destruição é uma imagem bem conhecida na Bíblia. Isaías profetizou a futura destruição de Edom por fogo e enxofre: a cidade se tornaria piche ardente; “nem de noite nem de dia se” apagaria; subiria “para sempre a sua fumaça” (Is 34:10). Judas descreveu o destino de Sodoma e Gomorra como cidades que sofreram o castigo do “fogo eterno” (Jd 7). Esses textos não falam sobre um incêndio eterno, pois nenhuma dessas cidades está queimando hoje. As consequências são eternas, não a queima em si. No Apocalipse, o “fogo eterno” se refere à aniquilação; o fogo durará o tempo suficiente para consumir completamente até que não haja mais nada para queimar.
 

 

Sexta-feira, 08 de março
Ano Bíblico: Js 1–4
Estudo adicional
 
 
Leia o capítulo “O Último Convite Divino”, do livro O Grande Conflito, de Ellen G. White, p. 603-612.
 
O Apocalipse revela que, no tempo do fim, o povo de Deus será incumbido de proclamar ao mundo o evangelho. A obra diante de nós parece assustadora, quase impossível. No entanto, temos a promessa de que teremos o Seu poder.
 
“A grande obra do evangelho não deverá se encerrar com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou seu início […]
 
“A mensagem há de ser levada não tanto por argumentos como pela convicção profunda do Espírito de Deus. Os argumentos foram apresentados. A semente foi semeada e agora brotará e frutificará” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 611, 612).
 
A conclusão da proclamação da mensagem de Deus resultará em uma grande separação que dividirá as pessoas em dois grupos: os que amam e obedecem a Deus e os que seguem e obedecem à besta. Essa separação foi retratada em termos de duas colheitas: o ajuntamento do trigo nos armazéns (Ap 14:14-16) e as uvas a serem pisadas no lagar (Ap 14:17-20). Essa separação final é o assunto de Apocalipse 17 e 18.
 
Perguntas para discussão
 
1. Outros têm pregado as três mensagens angélicas além dos adventistas do sétimo dia? O que esse fato revela sobre a importância da nossa obra? Estamos levando a sério essa obra?
 
2. Por que o juízo é um conceito impopular entre os cristãos? Qual é a relevância do conceito do juízo investigativo? Como você pode ajudar outros cristãos a entender melhor o verdadeiro significado do juízo investigativo?
 
3. Pense na questão do sábado no contexto dos eventos finais: A quem iremos adorar, o Criador do céus e da Terra (Ap 14:7), ou o poder da besta? A Bíblia ensina que o sábado é o mais antigo (Gn 2: 2, 3), o mais fundamental sinal da criação divina dos céus e da Terra. Por que o sábado, um dos mandamentos de Deus (Ap 14:12), desempenha um papel tão importante na crise final?
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. A primeira mensagem angélica apresenta ao mundo o evangelho eterno. Seu propósito é fazer com que todas as pessoas conheçam o evangelho de Jesus Cristo e o aceitem. Toda a fé cristã tem por base o evangelho. Incentive os alunos a considerar qual é o nosso diferencial na apresentação do evangelho eterno ao mundo. Outras denominações proclamam essa primeira mensagem angélica?
 
2. Temer a Deus não significa ter medo Dele, mas honrá-Lo e respeitá-Lo. Quando somos alcançados com a boa notícia de que Deus nos resgatou, passamos a honrá-Lo. Apenas mediante os mandamentos reconhecemos o que é pecado e valorizamos a salvação.
 
3. Essas características da besta e suas ações em Apocalipse 13 estão relacionadas, direta e respectivamente, aos quatro primeiros mandamentos do Decálogo: 1. Não terás outros deuses diante de Mim (Ap 13:15); 2. Não farás para ti imagem de escultura (Ap 13:14, 15); Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão (Ap 13:5, 6); Lembra-te do dia de sábado para o santificar (Ap 13:16, 17).
 
4. Porque assim como o primeiro Império Babilônico caiu, também cairá a Babilônia do fim dos tempos.
 
5. Comente com a classe.
 
6. Perseverança – mandamentos – fé.
 
7. B.