Fotografo: Saul Loeb/AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala na Casa Branca, em Washington, na segunda-feira (5)

 
O governo dos Estados Unidos irá anunciar na terça-feira (5) sanções econômicas totais contra o governo da Venezuela, congelando todos os bens do regime de Nicolás Maduro e proibindo transações com ele, a menos que estejam especificamente isentas.
 
A medida foi tomada através de uma ordem executiva assinada na noite desta segunda pelo presidente Donald Trump.
 
É a primeira vez que o governo americano toma esse tipo de ação contra um governo ocidental em mais de 30 anos, de acordo com o “Wall Street Journal”. A medida coloca a Venezuela ao lado de Cuba, Coreia do Norte, Irã e Síria, os outros únicos países a sofrerem restrições semelhantes por parte dos EUA na atualidade.
 
"Todas as propriedades e interesses em propriedade do Governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos ... estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados", diz a ordem executiva, segundo a agência Reuters.
 
O "Wall Street Journal" diz que as sanções incluídas na ordem executiva concedem 21 isenções a organizações internacionais e não-governamentais para serviços como bens humanitários, correspondência, alimentos, remédios e internet.
 
Outras sanções
 
Anteriormente, os EUA já haviam sancionado mais de 100 entidades e pessoas ligadas ao regime de Nicolás Maduro - dez deles no último dia 25, incluindo enteados do presidente. No começo de 2019, os Estados Unidos reconheceram Juan Guaidó como presidente do país e desde então tem pressionado para que Maduro deixe o poder.
 
Mais de 50 países seguiram o exemplo, incluindo o Brasil, e também reconheceram Guaidó, mas Maduro conta com o apoio de nações como a Rússia, China e Turquia para se manter no poder.