Fotografo: NOAA
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Imagem do furacão Dorian mostra um 'olho' bem definido, um sinal de sua intensidade

O furacão Dorian chegou às Bahamas neste domingo e causou uma terrível destruição, deixando casas debaixo d'água, carros virados e linhas de energia derrubadas.
 
O furacão – o mais intenso deste ano – atingiu o pico da escala Saffir-Simpson (que chega a 5) neste domingo, pouco antes de atingir as Ilhas Ábaco, no nordeste do arquipélago.
 
Apesar de ter tocado o chão, a intensidade do furacão continuou a subir. A força dos ventos às 21h GMT no domingo atingiu 297 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês).
 
O furacão Dorian deixou muitas pessoas desabrigadas nas ilhas Ábaco e, nesta segunda-feira (2/9), rumava a oeste. Com a aproximação do furacão dos Estados Unidos, Carolina do Sul e Geórgia determinaram a evacuação obrigatória de centenas de milhares de residentes ao longo de suas costas.
 
O deslocamento de Dorian se desloca lentamente , a apenas 7 km/h, o que implica em um dano potencial maior, já que os ventos fortes permanecem sobre a região por mais tempo.
 
Segundo o NHC, isso pode levar a uma "destruição extrema".
 
Meteorologistas dizem que algumas das características do furacão Dorian já o deixam entre os "mais intensos e potencialmente catastróficos" já registrados.
 
Não há consenso entre os cientistas sobre que fatores medir para determinar quais são os piores furacões: velocidade do vento, tamanho, quantidade de chuva, pressão barométrica, danos materiais ou humanos, Mas o fato é que Dorian já superou, em termos técnicos, alguns furacões de outras estações.