Fotografo: Reprodução/Twitter/Chelsea Manning
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Chelsea Manning

A ex-militar norte-americana Chelsea Manning, fonte de um dos vazamentos de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos ao WikiLeaks, voltou à prisão nesta quinta-feira (16) por se recusar, mais uma vez, a prestar depoimento diante de um júri.
 
De acordo com a agência Associated Press, Manning vai ficar presa até que ela resolva depor ou até expirar o prazo de 18 meses determinado pela justiça norte-americana.
 
Manning foi presa em março pelo mesmo motivo. A Justiça, no entanto, a libertou há uma semana – prazo para que mudasse de ideia e decidisse, em liberdade, prestar depoimento.
 
Entretanto, a ativista insiste que, "por princípio", não vai depor à Justiça. Ao juiz, ela disse que "prefere morrer de fome" a mudar de ideia.
 
Manning e os vazamentos
 
 
A Justiça dos Estados Unidos investiga Manning pelo vazamento dos documentos oficiais norte-americanos ao WikiLeaks, de Julian Assange. Ele está detido desde 11 de abril, quando governo do Equador suspendeu o asilo político concedido a ele e autorizou a detenção dentro da embaixada equatoriana no Reino Unido. Um tribunal de Londres o condenou a 50 anos de prisão.
 
Manning foi condenada a 35 anos de prisão em 2013, quando foi considerada culpada do maior vazamento de documentos confidencias da história dos Estados Unidos.
 
O ex-presidente Barack Obama comutou a pena de Manning, e ela foi libertada da prisão militar do Kansas, onde estava inicialmente presa.