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Várzea Grande(DF), Sexta-Feira, 26 de Fevereiro de 2021 - 09:21
30/01/2021 as 19:27:09 | Por CPB | 210
Brincando de Deus
Desde que o pecado nasceu no coração de um anjo poderoso, o orgulho não respeita os limites da realidade.
Fotografo: CPB
Brincando de Deus

Lição 6
30 de janeiro a 05 de fevereiro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Êx 37, 38
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Naquele dia, se dirá: ‘Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos’” (Is 25:9).
 
LEITURAS DA SEMANA: Is 13; 14; 24; 25; 26; 27
 
Depois que um pastor pregou um profundo sermão sobre o orgulho, uma mulher que tinha ouvido a mensagem o esperou para conversar. Ela lhe disse que estava muito angustiada e que gostaria de confessar um grande pecado. O pastor lhe perguntou qual era o pecado.
 
Ela respondeu: “O pecado do orgulho, pois sentei-me por uma hora diante do meu espelho, alguns dias atrás, admirando minha beleza”.
 
Respondeu o pastor: “Oh, isso não foi o pecado do orgulho, mas um pecado da imaginação!” (C. E. Macartney, compilado por Paul Lee Tan,
p. 1100).
 
Desde que o pecado nasceu no coração de um anjo poderoso, o orgulho não respeita os limites da realidade. Esse problema é visto da pior maneira possível nos que nutrem um orgulho espiritual, uma característica bastante lamentável em seres tão corrompidos cuja salvação pode apenas ser encontrada nas obras de outro em seu favor.
 
Nesta semana, entre outras coisas, examinaremos a origem do orgulho e da exaltação própria, os dois pecados verdadeiramente originais.

Domingo, 31 de janeiro
Ano Bíblico: Êx 39, 40
Sentença contra as nações (Is 13)
 
Em Isaías 13:1, Isaías é apresentado como autor dessa nova seção do seu livro (compare com Is 1:1; 2:1). Os capítulos 13–23 contêm oráculos de juízo contra várias nações.
 
1. Por que as profecias contra as nações têm início com Babilônia? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) Porque o povo precisava perceber um perigo menos evidente à época.
B.(  ) Porque Babilônia seria a primeira nação a ser destruída.
 
Em Isaías 10:5-34, já haviam sido anunciados juízos contra a Assíria, que representava o maior perigo nos dias de Isaías. Embora Isaías 14:24-27
reitere brevemente o plano do Senhor de destruir a Assíria, os capítulos 13–23 tratam principalmente de outras ameaças, sendo a advertência sobre Babilônia a mais importante.
 
Dotada de um rico e antigo legado cultural, religioso e político, Babilônia posteriormente emergiu como a superpotência que conquistou e exilou Judá. Mas, da perspectiva humana do tempo de Isaías, não era facilmente perceptível que Babilônia um dia ameaçaria o povo de Deus. Durante grande parte do ministério de Isaías, a Assíria dominou Babilônia. A partir de 728 a.C., quando Tiglate-Pileser III tomou Babilônia e foi proclamado seu rei sob o nome de “Pulu” (ou “Pul”; 2Rs 15:19; 1Cr 5:26), os reis assírios retomaram a Babilônia diversas vezes (710 a.C., 702 a.C., 689 a.C. e 648 a.C.). Contudo, ela acabaria se tornando a grande superpotência na região, o poder que destruiria o reino da Judeia.

Segunda-feira, 01 de fevereiro
Ano Bíblico: Lv 1-4
A decadência da grande Babilônia (Is 13:2-22)
 
Em 626 a.C. o caldeu Nabopolassar restaurou a glória babilônica ao ­tornar-se rei de Babilônia, iniciando a dinastia neobabilônica e participando (com a Média) na derrota da Assíria. Seu filho, Nabucodonosor II, foi o rei que conquistou e exilou Judá.
 
2. Como Babilônia finalmente acabou? Dn 5
 
 
Em 539 a.C., quando Ciro, o persa, conquistou Babilônia para o Império Medo-Persa (Dn 5), a cidade perdeu sua independência para sempre. Em 482 a.C., Xerxes I reprimiu brutalmente uma revolta de Babilônia contra o domínio persa. Ele removeu a estátua de Marduque, o deus principal, e parece ter danificado algumas fortificações e templos.
 
Alexandre, o Grande, tomou, sem esforço, Babilônia dos persas em 331 a.C. Apesar de seu efêmero sonho de fazer de Babilônia sua capital oriental, a cidade declinou ao longo de vários séculos. Em 198 d.C., o romano Sétimo Severo encontrou Babilônia completamente deserta. Portanto, a grande cidade terminou abandonada. Hoje, alguns moradores iraquianos moram em partes do antigo local, mas não reconstruíram a cidade.
 
A destruição de Babilônia, descrita em Isaías 13, libertaria os descendentes de Jacó, que foram oprimidos por essa cidade (Is 14:1-3). Isso foi cumprido quando Ciro conquistou Babilônia em 539 a.C. Embora ele não a tivesse destruído, aquele foi o início de seu fim, e ela nunca mais ameaçou o povo de Deus.
 
Isaías 13 dramatiza a queda de Babilônia como um juízo divino. Os guerreiros que tomariam a cidade seriam agentes de Deus (Is 13:2-5). O tempo do juízo é chamado de “o Dia do SENHOR” (Is 13:6, 9), e a ira de Deus é tão poderosa que afeta as estrelas, o Sol, a Lua, os céus e a Terra (Is 13:10, 13).
 
Compare com Juízes 5, em que o cântico de Débora e Baraque descreve o Senhor saindo com tremores da Terra e com chuva do Céu (Jz 5:4). Juízes 5:20, 21 retrata os elementos da natureza, inclusive as estrelas, lutando contra o opressor estrangeiro.

Terça-feira, 02 de fevereiro
Ano Bíblico: Lv 5-7
A queda do rei do monte (Is 14)
 
Em resposta à queda de Babilônia (Is 13), que libertaria o povo de Deus (Is 14:1-3), Isaías 14:4-23 proferiu um insulto simbólico contra o rei de Babilônia (Mq 2:4; Hc 2:6). Esse insulto é poético, e não devia ser lido literalmente, pois retrata reis mortos cumprimentando seu novo colega no reino da morte, em que larvas e vermes eram sua cama e sua coberta (Is 14:9-11). Essa era uma forma dramática de dizer ao altivo rei que ele seria derrubado, assim como outros orgulhosos reis antes dele. Não é uma explicação sobre a condição dos mortos.
 
3. Como Isaías 14:12-14 poderia ser aplicado a um rei de Babilônia?
 
Os reis babilônicos não sofriam de falta de autoestima (Dn 4; 5). Mas ter a aspiração de ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14) ultrapassava até mesmo o ego mais inflado. Embora os reis alegassem ter fortes relações com os deuses, eles eram subservientes a eles. Isso era dramaticamente demonstrado todos os anos no quinto dia do Festival do Ano Novo de Babilônia, no qual o rei era obrigado a remover suas insígnias reais antes de se aproximar da estátua de Marduque, a fim de que sua monarquia pudesse ser reafirmada. A ideia de tomar o lugar mesmo de um deus menor teria sido vista como louca e suicida.
 
Assim como em Isaías 14, Ezequiel 28 identifica a audaciosa arrogância com o governante de uma cidade. A descrição nesse texto também ultrapassa a de um monarca terrestre, e a mira de Deus fica mais nítida: o orgulhoso soberano estava no Jardim do Éden; era um querubim ungido, cobridor, guardião; estava no monte santo de Deus; foi perfeito desde o dia em que havia sido criado até que se achou pecado nele; foi expulso por Deus e acabará sendo destruído pelo fogo (Ez 28:12-18). Aplicados a qualquer ser humano, os termos específicos dessa retórica são tão simbólicos que não têm sentido. Mas Apocalipse 12:7-9 fala de um ser poderoso que foi expulso do Céu com seus anjos: “Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap 12:9), que enganou Eva no Éden (Gn 3).
 
Satanás tem uma imaginação orgulhosa. “Você diz: ‘Sou um deus; sentome no trono de um deus no coração dos mares’. Mas você é um homem, e não um deus” (Ez 28:2; NVI). A morte de Satanás provará que ele não é um deus. Ele perecerá no lago de fogo (Ap 20:10) para nunca mais assombrar o Universo.

Quarta-feira, 03 de fevereiro
Ano Bíblico: Lv 8-10
A porta dos Céus (Is 13; 14)
 
Em Isaías 14, há uma combinação de um insulto contra Satanás, a caída “estrela da manhã”, o “filho da alva” (Is 14:12), e um insulto contra o rei de Babilônia. Por quê? Compare com Apocalipse 12:1-9, em que um dragão identificado como Satanás (Ap 12:9) tenta destruir uma criança assim que ela nasce. Em Apocalipse 12:5, a criança é Cristo. Mas foi o rei Herodes que tentou matar Jesus quando Ele era bebê (Mt 2). Portanto, o dragão é Satanás e também o poder romano representado por Herodes, pois Satanás usa agentes humanos. Satanás tamnbém era o poder por trás do rei de Babilônia e do príncipe de Tiro.
 
4. Por que “Babilônia” se refere posteriormente a Roma (1Pe 5:13) e a um poder maligno no livro do Apocalipse (Ap 14:8; 16:19; 17:5; 18:2, 10, 21)?
 
Assim como a Babilônia literal, Roma e a “Babilônia” de Apocalipse são poderes orgulhosos e cruéis que oprimem os fiéis. Em Apocalipse 17:6, a Babilônia espiritual está “embriagada com o sangue dos santos”. Esses poderes se rebelam contra Deus, uma ideia implícita no próprio nome “Babilônia”. Na língua babilônica, o nome é bab ili, que significa: “a porta dos deus(es)”, referindo-se ao local de acesso ao reino divino. Compare com Gênesis 11, em que as pessoas construíram a torre de Babel (Babilônia) para que, por seu próprio poder, subissem ao nível divino de imunidade, sem terem que prestar contas a Deus.
 
Ao acordar do sonho em que viu a escada que ligava a Terra e o Céu, Jacó disse: “Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos Céus” (Gn 28:17, ARC). A “Casa de Deus” é “a porta dos Céus”; isto é, o caminho de acesso ao reino divino. Jacó chamou aquele lugar de “Betel”, que significa “Casa de Deus”.
 
A “porta dos Céus” em Betel e a “porta dos deus(es)” em Babilônia eram maneiras opostas de alcançar o reino divino. A escada de Jacó se originava no Céu, e foi revelada de cima por Deus. Mas Babilônia, com suas torres e templos zigurates, foi construída por homens a partir da Terra. Essas maneiras opostas representam caminhos contrastantes para a salvação: graça iniciada por Deus em contraste com obras humanas. Toda religião verdadeira tem por base o humilde modelo de Betel: “Pela graça vocês são salvos, mediante a fé” (Ef 2:8, 9). Toda “religião” falsa, incluindo o legalismo e o humanismo “secular”, está apoiada no orgulhoso modelo de Babilônia. Para contrastar as duas abordagens, veja a parábola de Jesus acerca do fariseu e do publicano (Lc 18:9-14).

Quinta-feira, 04 de fevereiro
Ano Bíblico: Lv 11, 12
Vitória final de Sião (Is 24–27)
 
Após os oráculos contra nações específicas em Isaías 13–23, Isaías 24–27 descreve em escala mundial a derrota culminante dos inimigos de Deus e a libertação de Seu povo.
 
5. Por que a descrição da desolação da Terra (Is 24) se parece com a descrição dos eventos ligados aos mil anos após a segunda vinda de Cristo (Ap 20)?
 
Como em Isaías 13–14, aspectos da Babilônia literal se aplicam a poderes posteriores, e o “rei da Babilônia” representa a fusão de governantes humanos com a inteligência dominante por trás deles, o próprio Satanás. Portanto, uma mensagem de que Babilônia caiu (Is 21:9) poderá ser repetida posteriormente (Ap 14:8; 18:2), e Satanás será finalmente destruído após a segunda vinda de Cristo (Ap 20:10). Embora a destruição da Babilônia literal tenha sido um juízo do “Dia do SENHOR” (Is 13:6, 9), outro “grande e terrível Dia do Senhor” se aproxima (Jl 2:31; Ml 4:5, compare com Sf 1:7).
 
Semelhantemente, em Isaías 24, a visão do profeta vai além das condições com as quais ele estava familiarizado até o tempo em que “a Lua ficará corada de vergonha e o Sol se envergonhará quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém” (Is 24:23). Isaías evidentemente pensou que a visão se aplicasse à Jerusalém que ele conhecia, mas o livro do Apocalipse explica que ela será, na verdade, cumprida na Nova Jerusalém (Ap 21:2). “A cidade não precisa do Sol nem da Lua para lhe dar claridade, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21:23).
 
6. Deus realmente destrói os maus?
 
Examine Isaías 28:21, em que a obra de destruição é chamada de “obra estranha”. Ela é estranha porque Ele não deseja realizá-la, mas essa tarefa é uma ação ou um ato. De fato, o pecado carrega as sementes da autodestruição (Tg 1:15). Mas, visto que Deus tem o poder supremo sobre a vida e a morte, e que Ele determina o tempo, o lugar e o modo da destruição final (Ap 20), não tem sentido argumentar que Ele por fim acabará com a maldição do pecado de maneira passiva, simplesmente permitindo que causa e efeito sigam seu curso natural.

Sexta-feira, 05 de fevereiro
Ano Bíblico: Lv 13, 14
Estudo adicional
 
“Será levantada a questão: recebemos a salvação de maneira condicional? Jamais chegamos até Cristo por condição. E se formos a Cristo, qual é a condição? É que, pela fé viva, nos apeguemos total e inteiramente aos méritos do sangue de um Salvador crucificado e ressurreto. Quando fazemos isso, realizamos as obras da justiça. Mas quando Deus chama o pecador em nosso mundo e o convida, não há condição; ele vai pelo convite de Cristo; a lógica não é que você tenha que responder para ir a Deus. O pecador vai, e ao ir e ver o Cristo levantado na cruz do Calvário, cuja impressão Deus coloca em sua mente, há um amor que ultrapassa qualquer coisa imaginável” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 6, p. 32).
 
Perguntas para consideração
 
1. Examine a citação de Ellen G. White acima, no contexto do estudo de quarta-feira. O que ela nos revela nessa citação? Observe, em sua declaração, os dois elementos da caminhada cristã: a fé e depois as obras. Como ela distinguiu uma da outra?
 
2. Por que o orgulho e a arrogância são pecados tão perigosos? Por que eles são tão difíceis de ser abandonados? Poderia ser porque, por sua própria natureza, eles cegam as pessoas para a necessidade de abandoná-los? De que maneira a reflexão sobre a cruz e o que ela representa (o único meio de salvação) pode ser uma cura poderosa para nosso orgulho e arrogância?
 
3. Isaías via esperança para pessoas de outras nações? (Veja, por exemplo, Is 25:3, 6; 26:9 e compare com Ap 19:9).
 
Resumo: Isaías viu que, após a Assíria, Babilônia conquistaria Judá. Mas ele também viu que, apesar das forças sobrenaturais dominadoras “deste mundo tenebroso” (Ef 6:12) operando mediante inimigos humanos de Deus e brincando de Deus, o Senhor prevaleceria decisivamente e traria paz eterna ao nosso planeta conturbado.
 
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. O Império Neobabilônico foi derrotado por Ciro, o persa. A cidade se tornou ruínas. 3. O texto pode ser aplicado ao orgulho do rei de Babilônia, mas em alguns aspectos ultrapassa a ostentação de qualquer monarca terrestre, pois descreve traços de caráter e ações do próprio Lúcifer. 4. Porque esse poder cruel e orgulhoso descrito por Isaías é o mesmo do chifre pequeno da profecia de Daniel, aquele que subiria contra o Altíssimo. A história nos prova que quem realizou esse plano foi o poder papal da Igreja Romana, que alega ter poder para perdoar pecados e assentar no trono do Deus. 5. Porque a descrição tinha dupla aplicação: ela servia tanto aos dias de Isaías quanto ao fim dos tempos. 6. Sim. Deus é a antítese do pecado. Ambos não poderão coexistir para sempre. Ele, portanto, será o responsável por destruir o pecado.




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