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Várzea Grande(DF), Domingo, 29 de Novembro de 2020 - 17:23
08/11/2020 as 18:19:27 | Por CPB | 252
Adoração no contexto da educação
“Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome; trazei oferendas e entrai nos Seus átrios; adorai o Senhor na beleza da Sua santidade”
Fotografo: CPB
Adoração no contexto da educação

Lição 7
07 a 13 de novembro
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: At 4-6
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome; trazei oferendas e entrai nos Seus átrios; adorai o Senhor na beleza da Sua santidade” (1Cr 16:29).
 
LEITURAS DA SEMANA: Dn 3; Ap 14:6-12; Sl 78:1-17; Jo 4:7-26; 1Cr 16:1-36; Mc 7:1-13
 
A adoração faz parte da natureza humana, até mesmo da natureza humana caída. Evidentemente, fomos criados como seres que, pela liberdade que Deus nos concedeu, adoram o Senhor porque O amam e sabem que Ele é digno de adoração. Essa adoração deve ter sido bastante fácil no mundo antes da queda, em que o homem tinha acesso direto a Deus em uma criação não arruinada pelo pecado, morte e destruição – uma criação que mal podemos imaginar, visto que só conhecemos este mundo caído.
 
Embora a necessidade inata de adorar ainda exista em nós, ela foi distorcida pelo pecado, assim como tudo neste mundo, o que significa que, entre outras coisas, nós, como seres adoradores, podemos acabar adorando coisas erradas ou até mesmo não adorando a Deus como Ele deveria ser adorado (veja, por exemplo, Mc 7:1-13; Jr 7:4).
 
Portanto, visto que a adoração é tão central na experiência cristã, a educação cristã deve tratar dessa questão. Esse é o assunto que estudaremos na lição desta semana.

Domingo, 08 de novembro
Ano Bíblico: At 7-9
Todos adoramos alguma coisa
 
Há algo em nós que gera o desejo de adorar. Sem dúvida, esse anseio foi originalmente formado em nós por Deus, mas, como ocorreu com tudo o mais, esse desejo foi distorcido pelo pecado. Evidentemente, no princípio, devíamos adorar o único Ser digno de adoração, nosso Senhor e ­Criador. Mas, desde a queda, tudo isso mudou muito.
 
Todos adoramos algo, alguém, qualquer coisa. Isso explica por que, ao longo da história humana, e até hoje, o ser humano pratica a adoração. No Egito antigo, algumas pessoas adoravam o faraó; em outras ocasiões, em outros países, as pessoas adoravam estátuas de peixes, deuses de várias cabeças e outras supostas divindades. Algumas pessoas adoravam o sol, a lua, as estrelas.
 
Hoje, a maioria das pessoas é sofisticada demais para se curvar diante da estátua de uma rã (mas, aparentemente, não de uma estátua de ­Maria). Porém, isso não significa que o ser humano, mesmo o homem secular, não adore algo: dinheiro, poder, sexo, a si mesmo, estrelas do rock, atores, políticos. O que mais amamos, aquilo em que mais concentramos nossa atenção e pelo que vivemos é o que adoramos. Além disso, advertiu o autor secular David Foster Wallace, se você adorar a coisa errada, ela “o comerá vivo”.
 
1. O que a história de Daniel 3 nos ensina sobre a importância da verdadeira adoração? Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Vale a pena adorar Aquele que é digno de adoração.
B. ( ) Se houver riscos, a adoração deve ser oferecida parcialmente.
 
Os três jovens judeus levaram o segundo mandamento (Êx 20:4-6) muito a sério, conforme Deus queria que fizessem. Afinal, ele faz parte dos Dez Mandamentos, juntamente com a proibição do assassinato, furto e assim por diante. A adoração apropriada é tão importante que se torna central às questões dos últimos dias, antes da segunda vinda de Cristo. Portanto, a educação cristã precisa incluir a questão da adoração: o que ela é, como adoramos, por que ela é importante e a quem adoramos.

Segunda-feira, 09 de novembro
Ano Bíblico: At 10-12
Que os transmitissem a seus filhos
 
Os salmos do Antigo Testamento acabaram por desempenhar uma função na vida religiosa do antigo Israel. Eles eram recitados, cantados, muitas vezes com o auxílio de instrumentos musicais, durante os momentos de adoração, especialmente a adoração pública. No Antigo Testamento, isso era essencial para o modo pelo qual as pessoas adoravam em geral. Israel funcionava como uma comunidade e, por isso, o povo adorava em conjunto.
 
Os salmos são basicamente poemas, letras para músicas. A palavra hebraica para salmos, Tehillîm, significa “cânticos de louvor”. E quando cantamos louvores a Deus estamos adorando o Senhor.
 
2. Qual é a mensagem essencial do Salmo 78:1-17? Como ela se encaixa em toda a questão da educação e da adoração?
 
Há certa determinação no que diz respeito à mensagem do Salmo 78. No verso 2, Asafe mencionou que seriam publicados os “enigmas dos tempos antigos”. A palavra “enigmas” não significa coisas “sinistras”, mas coisas obscuras ou apagadas, como a História pode se tornar, quando seus eventos cruciais ficam cada vez mais distantes no passado. Em outras traduções, a palavra “enigmas” é apresentada como “segredos” (NTLH) ou “doces e antigas verdades” (A Mensagem). A questão nesse texto é que a educação de Israel incluía ensinar aos filhos as histórias sobre o trato do Senhor para com a nação eleita.
 
3. Examine o Salmo 78:6-17. Quais lições específicas os pais deviam ensinar aos filhos? Qual era o objetivo final dessa educação?

Terça-feira, 10 de novembro
Ano Bíblico: At 13-15
Em espírito e em verdade
 
Um dos relatos mais maravilhosos do Novo Testamento sobre como Cristo ministrou a pessoas arruinadas é o encontro de Jesus com a mulher no poço.
 
4. Leia João 4:7-26. O que Jesus disse à mulher acerca da adoração? Como eles entraram nesse assunto?
 
Embora a mulher tivesse tentado mudar de assunto ao falar sobre adoração, Jesus usou a estratégia dela para apresentar algumas verdades profundas sobre adoração e o que esta envolve. Talvez, o mais importante para nossos propósitos imediatos seja o que Ele disse em João 4:24: “Deus é espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade”.
 
A verdadeira adoração ao Senhor deve ser “em espírito”, isto é, deve vir do amor a Deus, da experiência de conhecê-Lo pessoalmente. “A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Para O servirmos devidamente, é necessário nascermos do Espírito divino. Isso purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Também nos comunicará obediência voluntária a todas as Suas ordens. Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da atuação do Espírito Santo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 189).
 
Ao mesmo tempo, a adoração deve ser “em verdade”. Precisamos ter um conhecimento correto de Deus, de quem Ele é e o que Ele exige de nós. Em outras palavras, a doutrina também está envolvida. (É muito significativo, por exemplo, saber que adoramos um Deus que não deixa as pessoas queimando no inferno por toda a eternidade.)
 
Portanto, vemos aqui dois elementos na adoração: a experiência advinda do conhecimento de Deus e obediência a Ele e as verdades objetivas que nos são reveladas sobre Ele. O espírito sem a verdade pode levar a um sentimentalismo superficial que se baseia mais em emoções inconstantes do que em qualquer outra coisa. Por outro lado, a verdade sem o espírito pode levar a um formalismo morto. Por isso, precisamos de ambos.

Quarta-feira, 11 de novembro
Ano Bíblico: At 16-18
A beleza da santidade
 
5. Leia 1 Crônicas 16:1-36. Tente imaginar a cena descrita. Você a imagina solene e temível ou festiva e alegre? De que maneira ela pode ser uma combinação de ambos? O que aprendemos com essa cena sobre adoração e como devemos ensinar e vivenciar a adoração?
 
O local de adoração era o tabernáculo, onde Deus havia habitado com o antigo Israel e onde o plano da salvação lhes havia sido revelado. Portanto, Jesus e o plano da salvação, prefigurados no serviço do tabernáculo, deviam ser centrais à adoração e à educação. Tudo o mais que Deus fez por nós e que merece louvor e adoração não significa nada sem a esperança de vida eterna oferecida a nós por Sua morte sacrifical e substitutiva na cruz.
 
Observe também o enfoque “evangelístico” da passagem: todo o mundo deveria conhecer o Deus de Israel.
 
6. Observe 1 Crônicas 16:29: “Tributai ao Senhor a glória devida ao Seu nome; trazei oferendas e entrai nos Seus átrios; adorai o Senhor na beleza da Sua santidade”. O que significa a “beleza da Sua santidade”? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) Apenas que Deus tem uma aparência bela e majestosa.
B.( ) Significa que a santidade de Deus e adoração proposta por Ele são belas.
 
Para começar, pense em como o pecado é feio, prejudicial e degradante. Além disso, é difícil para nós hoje imaginarmos como as práticas de adoração das nações vizinhas de Israel eram más, terríveis e degradantes – práticas que incluíam sacrifícios de crianças. Evidentemente, essas coisas refletiam como eram as pessoas que as praticavam.
 
Em contraste com isso, o antigo Israel deveria ser uma nação santa, separada dos maus costumes ao seu redor. Eles deveriam ser santos em seu coração e em sua mente; isso conferia significado e beleza à sua adoração diante de Deus. Repetidas vezes, os profetas do Antigo Testamento protestaram contra pessoas que adoravam o Senhor enquanto estavam envolvidas em corrupção e, em seu coração, estavam longe Dele.

 

Quinta-feira, 12 de novembro
Ano Bíblico: At 19-21
Idolatria na educação
 
O Israel antigo estava cercado por povos muito religiosos, pessoas tão dedicadas a adorar e aplacar seus deuses que sacrificavam até seus próprios filhos! Eram muito dedicados, mas totalmente equivocados.
 
Portanto, a verdadeira adoração ao Deus verdadeiro era uma parte importante da proteção aos hebreus diante do perigo de serem apanhados na idolatria e na adoração falsa que os cercava. No entanto, apesar de todas as advertências, eles ainda caíram nas práticas idólatras contra as quais haviam sido especificamente advertidos.
 
E nós hoje? Por que a adoração ao Deus verdadeiro, relatando tudo o que Ele fez por nós, é também tão importante – especialmente diante dos perigos da idolatria moderna?
 
7. Leia Marcos 7:1-13. Qual princípio encontrado nos versos 7-9 poderia ser aplicado hoje no contexto da educação cristã e do perigo dos falsos ensinos tirados do mundo e que poderiam impactar negativamente a prática da nossa fé?
 
Muitas ideias importantes e intelectuais do mundo de hoje estão fundamentadas em uma visão naturalista da realidade. Muitas disciplinas na escola são estudadas hoje a partir dessa perspectiva, o que geralmente significa que o que é ensinado será contraditório às Escrituras. Podemos ficar tentados a adorar ideias postuladas, teorizadas e colocadas em prática. Também podemos idolatrar as mentes brilhantes dos filósofos, cientistas e matemáticos que registraram essas ideias. O problema é que muitas vezes essas ideias podem entrar em conflito com as Escrituras; no entanto, como atualmente são ensinadas e consideradas verdadeiras, as pessoas tentam incorporá-las à educação cristã. Contudo, a única maneira de fazer isso é transigir com a fé, o que geralmente significa distorcer as Escrituras, a fim de tentar ajustá-las às ideias atuais.

Sexta-feira, 13 de novembro
Ano Bíblico: At 22, 23
Estudo adicional
 
“‘Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto’ (Jr 17:9). Os professores de religião* não estão dispostos a se examinarem intimamente para ver se estão na fé, e é um fato temeroso que muitos estejam se apoiando em uma falsa esperança. Alguns se apoiam em uma experiência antiga que tiveram anos atrás; mas quando são levados a esse momento de examinar o coração, quando todos deveriam ter uma experiência diária, não têm nada a relatar. Eles pensam que uma profissão da verdade os salvará. Quando os pecados que Deus detesta forem subjugados, Jesus entrará e ceará com vocês e vocês com Ele. Portanto, vocês se fortalecerão com a força divina de Jesus e crescerão Nele, e poderão, com santo triunfo, dizer: Bendito seja Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Seria mais agradável ao Senhor se professores de religião* mornos nunca tivessem mencionado Seu nome. Eles são um peso contínuo àqueles que seriam fiéis seguidores de Jesus. São uma pedra de tropeço para os incrédulos, e anjos maus exultam a seu respeito e insultam os anjos de Deus com seu procedimento tortuoso. Eles são uma maldição para a causa. Aproximam-se de Deus com os lábios, enquanto seu coração está longe Dele” (Ellen G. White, Spiritual Gifts ["Dons Espirituais"], v. 2, p. 227). *As palavras dessa citação podem ser aplicadas aos professores de todas as disciplinas.
 
Perguntas para consideração
 
1. Em Marcos 7:1-13, a causa da adoração falsa está no coração. Deus não aceita a adoração se ela não brotar do coração. Por que a cruz abre o coração para que amemos a Deus?
 
2. Adorar “em espírito e em verdade”. É possível que a adoração envolva um aspecto e não o outro, ou a verdadeira adoração exige ambos? Por quê?
 
3. Nosso coração precisa estar justificado para adorar a Deus. O que isso significa? Precisamos esperar até que estejamos com a vida em perfeita ordem, antes de poder adorar? Por outro lado, como a verdadeira
adoração nos justifica diante de Deus?
 
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Os feitos de Deus e um apelo à geração futura para que ela adorasse e servisse fielmente ao Senhor. A geração atual deveria ensinar a verdade aos filhos e descendentes. 3. A obediência a Deus; lembrar que Deus os havia tirado do Egito, abrindo o Mar Vermelho, e os tinha levado a uma terra que manava leite e mel. O propósito dessa educação era fazer com que os filhos temessem ao Senhor. 4. Disse que os verdadeiros adoradores O adorarão em espírito e em verdade. O assunto veio à tona depois que ela percebeu que Cristo era Profeta, ao falar sobre os ex-maridos dela. 5. É uma cena alegre, de adoração e celebração ao Senhor; porém, também de respeito profundo e solenidade. A verdadeira adoração deve ser uma combinação dos dois aspectos e assim também devemos ensinar aos outros. 6. B. 7. O princípio de colocar as tradições e ensinos humanos acima da verdade bíblica. Isso inclui as supostas “descobertas científicas”, as teorias da seleção natural, do big bang, etc.
 




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