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Várzea Grande(MT), Sábado, 12 de Junho de 2021 - 23:32
13/03/2021 as 19:41:41 | Por CPB | 456
O Desejado de todas as nações
“As nações se encaminham para a sua luz, ó Jerusalém, e os reis são atraídos para o resplendor do seu amanhecer”
Fotografo: CPB
O Desejado de todas as nações

Lição 12
13 a 19 de março
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Js 22-24
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “As nações se encaminham para a sua luz, ó Jerusalém, e os reis são atraídos para o resplendor do seu amanhecer” (Is 60:3).
 
LEITURAS DA SEMANA: Is 59; 60:1, 2; 61
 
“Temos que aprender na escola de Cristo. Coisa nenhuma senão Sua justiça pode nos dar direito a uma única das bênçãos da aliança da graça. Por muito tempo desejamos e procuramos obter essas bênçãos, mas não as recebemos porque temos alimentado a ideia de que poderíamos fazer alguma coisa para nos tornar dignos delas. Não temos olhado para fora de nós mesmos, crendo que Jesus é um Salvador vivo. Não devemos pensar que nossa graça e méritos nos salvam; a graça de Cristo é nossa única esperança de salvação. Por meio de Seu profeta, o Senhor prometeu: “Que o ímpio abandone o seu mau caminho, e o homem mau, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). Temos que crer na clara promessa, e não aceitar os sentimentos em lugar da fé. Quando confiarmos plenamente em Deus, quando nos apoiarmos nos méritos de Jesus como Salvador que perdoa os pecados, receberemos todo o auxílio que possamos desejar” (Ellen G. White, F. e Obras, p. 36).
 
Nesta semana examinaremos mais dessa maravilhosa verdade, conforme revelada nos escritos do profeta Isaías.

Domingo, 14 de março
Ano Bíblico: Jz 1-3
Os efeitos do pecado (Is 59)
 
Em Isaías 58:3, o povo havia perguntado a Deus: “Por que jejuamos, se Tu nem notas? Por que nos humilhamos, se Tu não levas isso em conta?”. Por outro lado, Isaías 59:1 sugere outra pergunta, algo como: “Por que imploramos que a mão do Senhor nos salve, mas Ele não o faz? Por que clamamos a Ele, mas Ele não ouve?” Isaías respondeu que Deus podia salvar e ouvir (Is 59:1). Contudo, o fato de Ele não o fazer é uma questão totalmente diferente.
 
1. Qual é a mensagem de Isaías 59:2 que responde à questão de Isaías 59:1?
 
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Deus escolheu “ignorar” Seu povo, não porque esse fosse o desejo do Seu coração, mas porque as iniquidades faziam separação entre as pessoas e seu Deus (Is 59:2). Essa é uma das declarações mais fortes da Bíblia a respeito do efeito do pecado no relacionamento divino-humano. Isaías passou o restante do capítulo 59 detalhando esse argumento, que é visto em toda a história da humanidade: o pecado destrói nosso relacionamento com o Senhor e, portanto, leva à nossa eterna ruína – não porque o pecado afaste Deus de nós, mas porque ele nos afasta do Senhor.
 
2. Leia Gênesis 3:8. Como esse exemplo revela o princípio expresso no parágrafo acima? Assinale a alternativa correta: 
 
A. ( ) Depois do pecado, Adão e Eva buscaram se esconder da presença de Deus.
B. ( ) Após o pecado, Adão e Eva buscaram a ajuda de Deus.
 
O pecado é primariamente uma rejeição a Deus, um afastamento Dele. O ato pecaminoso de fato se alimenta de si mesmo no sentido de que ele não é somente um afastamento de Deus, mas seu resultado faz com que o pecador se afaste ainda mais do Senhor. O pecado nos separa de Deus, não porque o Senhor não alcance o pecador (certamente, toda a Bíblia é praticamente o relato de Deus tentando salvar os pecadores), mas porque o pecado nos leva a rejeitar Sua oferta divina. Por essa razão, é muito importante que não toleremos nenhum pecado em nossa vida.

Segunda-feira, 15 de março
Ano Bíblico: Jz 4, 5
Quem é perdoado? (Is 59:15-21)
 
Isaías 59 apresenta uma imagem alarmante do problema do pecado. Felizmente, a Bíblia também apresenta a esperança da redenção.
 
A primeira pergunta é: quantos pecaram? A Bíblia é inequívoca: todos! Portanto, a redenção não pode ser fundamentada na falta de pecado, mas no perdão (Jr 31:34). Paulo concordou: todos pecaram (Rm 3:9-20, 23); portanto, não pode haver distinção com base nisso (Rm 3:22). Os que são justificados podem ser considerados justos apenas porque recebem, pela fé, o dom da justiça de Deus mediante o sacrifício de Cristo. 
 
3. De acordo com Romanos 3:21-24, como somos salvos? Qual esperança
 
esses versos nos apresentam no juízo? Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Por meio da graça, mediante a fé em Cristo Jesus.
B. ( ) Por meio da graça, mas com o auxílio das nossas obras.
 
Muitas pessoas pensam que, no juízo, a pergunta será: quem pecou? Mas essa pergunta não precisa ser feita, pois todos pecaram. Em vez disso, a pergunta será: quem foi perdoado? Deus é justo quando justifica aquele “que tem fé em Jesus” (Rm 3:26). O fator decisivo no juízo será: quem recebeu e continua recebendo o perdão por ter fé em Jesus?
 
Ora, é bem verdade que somos julgados pelas obras, mas não no sentido de que elas nos salvam. Nesse caso, a fé seria anulada (Rm 4:14). Em vez disso, nossas obras revelam se realmente fomos salvos (Tg 2:18). 
 
4. Por que as obras não nos salvam, nem agora nem no juízo? Rm 3:20, 23
 
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É muito tarde para que as obras, ou a obediência à lei, salvem alguém. O propósito da lei no mundo pecaminoso não é salvar, mas apontar o pecado. Em vez disso, “a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6), amor derramado no coração pelo Espírito (Rm 5:5), comprova que temos uma fé viva em Jesus (Tg 2:26).
 
As obras são uma expressão exterior, uma manifestação humana de uma fé salvífica. Portanto, na verdadeira experiência cristã a fé é expressa em um compromisso com o Senhor, revelado pela obediência à lei. No juízo, Deus usará as obras como evidência para Suas criaturas, que não podem ler pensamentos de fé como Ele pode. Contudo, para a pessoa convertida, somente as obras após a conversão, em que a vida é capacitada por Cristo e pelo Espírito Santo, são relevantes no juízo. A vida de pecado antes da conversão já foi lavada pelo sangue do Cordeiro (veja Rm 6).

Terça-feira, 16 de março
Ano Bíblico: Jz 6-8
Apelo universal (Is 60:1, 2)
 
5. Qual é o tema de Isaías 60:1, 2? Qual princípio visto em toda a Bíblia está em atuação nesses versos? Que esperança ele oferecia ao povo exilado?
 
Isaías 60:1, 2 apresenta uma descrição de Deus libertando Seu povo após o exílio. Essa descrição é expressa com a imagem de Deus criando luz das trevas, indicando um cumprimento supremo na salvação por meio de Cristo. 
 
6. Em Isaías 60:3, a qual luz as nações e reis se encaminharão?
 
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Em hebraico, essa pessoa está no singular e no feminino (Is 60:1, 2). Deve ser “Sião”, personificada como mulher, mencionada em Isaías 59:20. Portanto, o povo da terra, que estava coberto de trevas, viria a Sião. Eles seriam atraídos pela glória de Deus que surgiria sobre ela (Is 60:2). “Sião foi convocada a entrar para a luz que era dela e, em seguida, observar e reagir às nações à medida que elas se reuniam à mesma luz” (J. Alec Motyer, The Prophecy of Isaiah: An Introduction and Commentary, p. 494). Observe que, embora Sião seja Jerusalém, a ênfase recai mais nas pessoas do que na localização física da cidade.
 
O restante de Isaías 60 desenvolve o tema introduzido nos versos 1-3: as pessoas do mundo seriam atraídas a Jerusalém, que era abençoada por causa da presença gloriosa de Deus.
 
7. Como essa profecia se compara à promessa da aliança de Deus com Abraão? (Gn 12:2, 3). Elas não dizem a mesma coisa?
 
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Deus tinha um propósito universal quando escolheu Abraão e seus descendentes: por meio de Abraão todas as famílias da Terra seriam abençoadas (ver Gn 12:3; 18:18; 22:18). Portanto, a aliança de Deus com Abraão pretendia, em última instância, ser uma aliança com toda a humanidade por meio de Abraão. Ele e seus descendentes seriam o canal da revelação de Deus para o mundo. 
 
Isaías buscou trazer seu povo de volta ao seu destino antigo e universal. Como representantes de Deus, eles eram responsáveis por si mesmos e pelo mundo. Deveriam receber bem os estrangeiros que buscavam a Deus (Is 56:3-8), pois Seu templo seria chamado “Casa de Oração para todos os povos” (Is 56:7).

Quarta-feira, 17 de março
Ano Bíblico: Jz 9, 10
O ano aceitável do Senhor (Is 61:2)
 
8. Quem fala em Isaías 61:1? Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Isaías.
B. ( ) O Messias.
 
O Espírito de Deus estava sobre esse Ungido, o que significa que Ele era um messias ou o Messias. Ele devia “pregar boas-novas aos quebrantados”, “curar os quebrantados de coração”, “proclamar libertação aos cativos” e “pôr em liberdade os algemados” (Is 61:1). A quem isso parece se referir? Compare com Isaías 42:1-7, em que o Servo de Deus é descrito em termos muito semelhantes.
 
Isaías 61:2 fala sobre o “ano aceitável do Senhor”. O Messias, ungido como Libertador e rei da descendência de Davi, apregoaria um ano especial do favor divino quando apregoasse a liberdade. Compare com Levítico 25:10, em que Deus ordenou que os israelitas proclamassem liberdade no santo quinquagésimo ano: “Esse será um ano de jubileu para vocês, e cada um de vocês voltará à sua propriedade, cada um de vocês voltará à sua família”. Isso significava que as pessoas que haviam sido forçadas a vender as terras de seus ancestrais ou a se tornar escravas para sobreviver em tempos difíceis (Lv 25:25-55) recuperariam suas terras e sua liberdade. Visto que o ano do jubileu começava com o toque de uma trombeta no Dia da Expiação (Lv 25:9), mencionamos essa passagem antes, em conexão com Isaías 58. 
 
Embora “o ano aceitável do Senhor” em Isaías 61:2 fosse uma espécie de ano do jubileu, ele não era simplesmente uma observância de Levítico 25. Esse ano seria anunciado pelo Messias, o Rei, quando Ele Se revelasse por meio de um ministério de libertação e restauração. Isso se assemelhava a alguns reis antigos da Mesopotâmia, que promoviam a bondade social quando proclamavam a desobrigação de dívidas durante os primeiros anos de seu reinado. O ministério do Messias vai muito além do alcance da lei de Levítico 25. Ele não apenas proclamaria “libertação aos cativos”, mas também curaria os quebrantados de coração, consolaria todos os enlutados e promoveria sua restauração (Is 61:1-11). Ademais, além do “ano aceitável do Senhor”, Ele apregoaria “o dia da vingança do nosso Deus” (Is 61:2).
 
9. Quando a profecia de Isaías foi cumprida? (Lc 4:16-21). Como o ministério de Jesus a cumpriu? Evidentemente, não somos Jesus. Mas devemos representá-Lo ao mundo. Quais coisas o Messias fez, conforme expressas em Isaías 61:1-3, que nós, com nossas capacidades limitadas, devemos fazer também? Como podemos fazer essas coisas de maneira prática?

Quinta-feira, 18 de março
Ano Bíblico: Jz 11, 12
O dia da vingança do nosso Deus (Is 61:2)
 
10. Em meio a todas as boas-novas, por que o Messias, conforme retratado em Isaías 61, proclama a vingança de Deus? Quando essa profecia será cumprida?
 
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Quando estava em Nazaré, Jesus, o Messias, leu Isaías 61 até o trecho que diz “apregoar o ano aceitável do Senhor” (Is 61:2; Lc 4:19). Então, Ele parou e disse: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabam de ouvir” (Lc 4:21). Portanto, de modo deliberado e específico, Ele evitou ler as seguintes palavras do verso: “o dia da vingança do nosso Deus” (Is 61:2). Embora Seu ministério de boas-novas, libertação e consolação estivesse começando a libertar cativos da tirania de Satanás, o dia da vingança ainda não havia chegado. Em Mateus 24 (Mc 13; Lc 21), Ele profetizou que os juízos divinos viriam no futuro.
 
Em Isaías 61, o dia da vingança é o “grande e terrível Dia do Senhor” (leia Jl 2:31; Ml 4:5), a ser cumprido no regresso de Cristo para libertar a Terra da injustiça ao derrotar Seus inimigos e libertar o oprimido remanescente de Seu povo (Ap 19; Dn 2:44, 45). Portanto, embora Cristo tivesse anunciado o início do “ano aceitável do Senhor”, a culminação desse ano está em Sua segunda vinda. 
 
11. Como conciliar a noção de um Deus amoroso com um Deus que promete vingança? Essas ideias são incompatíveis? A vingança pode ser uma manifestação desse amor?
 
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Embora Jesus nos tenha mandado oferecer a outra face (Mt 5:39), em outra parte das Escrituras Ele deixou claro que a justiça e o castigo serão aplicados (Mt 8:12). Embora Paulo tenha nos ordenado a não retribuir o “mal por mal” (1Ts 5:15), ele também disse que quando o Senhor Se manifestar no Céu, em chama de fogo, Ele tomará “vingança contra os que não conhecem a Deus e [...] não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts 1:8). 
 
Certamente, a diferença é que somente o Senhor, em Sua infinita sabedoria e misericórdia, pode trazer justiça e vingança de maneira completamente justa. A justiça e a vingança humanas vêm com todas as falhas, fragilidades e incoerências da humanidade. É evidente que a justiça de Deus não terá nenhuma dessas limitações.
 
 
Você teria o desejo de vingança contra uma pessoa que praticasse o mal contra algum desconhecido? E se uma pessoa prejudicasse alguém que você ama? Isso nos ajuda a entender melhor a ligação entre o amor de Deus por nós e as advertências de vingança?

Sexta-feira, 19 de março
Ano Bíblico: Jz 13-16
Estudo adicional
 
Textos de Ellen G. White: Patriarcas e Profetas, p. 376-378; O Desejado de Todas as Na..es, p. 236-243.
 
“Jesus estava diante do povo como vivo Expositor das profecias sobre Si mesmo. Explicando as palavras que tinha lido, falou sobre o Messias como Libertador dos oprimidos e dos cativos, médico dos aflitos, restaurador de vista aos cegos e revelador da luz da verdade ao mundo. Sua impressionante postura e o maravilhoso significado de Suas palavras emocionaram os ouvintes com um poder nunca antes experimentado por eles. A influência divina derrubou todas as barreiras; como Moisés, viram o Invisível. Sendo seu coração movido pelo Espírito Santo, respondiam com fervorosos améns e louvores ao Senhor” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Na..es, p. 237).
 
“Aproxima-se o dia da vingança de Deus – o dia do furor de Sua ira. Quem suportará o dia de Sua vinda? Os seres humanos têm endurecido o coração contra o Espírito de Deus, mas as flechas de Sua ira penetrarão onde as flechas da convicção não puderam entrar. Não demorará muito para que Deus Se levante a fim de entender-Se com o pecador. Irá o falso pastor proteger o transgressor naquele dia? Haverá alguma desculpa para aquele que acompanhou a multidão no caminho da desobediência? A popularidade ou o número farão com que alguém se torne inocente? Os descuidados e indiferentes devem considerar essas questões e resolvê-las por si mesmos” (Ellen G. White, F. e Obras, p. 33).
 
Pergunta para consideração
 
Um pastor adventista declarou que seu principal problema no ministério era a exclusividade dos membros da igreja, que não desejavam que outras pessoas se juntassem a eles. Como os “cristãos” podem levar amor, esperança e boas-novas a todo o mundo (Mt 24:14) quando eles nem sequer querem aceitar pessoas que se esforçam para ir à sua igreja?
 
Resumo: Deus purificaria uma sociedade injusta, removendo os rebeldes e restaurando o remanescente que se afastasse dos pecados que o separavam Dele. Devido às bênçãos da presença divina, outros povos seriam atraídos ao Senhor e a Seu povo, para que também pudessem aproveitar o tempo do favor de Deus, proclamado e concretizado pelo Messias.
 
Respostas e atividades da semana: 1. Os pecados causavam separação entre o povo e Deus. 2. A. 3. A. 4. Porque as obras não têm a função de nos salvar. Somos pecadores, e só a graça salva. 5. A libertação do povo de Deus do exílio, que também reflete o princípio da libertação do pecado. 6. A luz de Sião. 7. Deus prometeu que todas as nações seriam abençoadas por meio de Abraão. 8. B. 9. Jesus aplicou a Si as palavras de Isaías 61:1-3. Assim como Jesus, o Messias, devemos trabalhar pela libertação das pessoas do jugo do pecado, consolar corações e promover restauração. 10. Porque faz parte de Sua obra de libertação e restauração do pecado. Essa profecia será cumprida na volta de Jesus. 11. A vingança de Deus é obra de justiça e amor.
 




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