Fotografo: CPB
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Vivendo a esperança do advento

Lição 11
07 a 13 de setembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Ez 33-35
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15:58).
 
LEITURAS DA SEMANA: Lc 18:1-8; Mt 24; 25; 1Co 15:12-19; Ec 8:14; 12:13, 14; Ap 21:1-5; 22:1-5
 
Jesus anunciou o reino de Deus como uma realidade presente da qual podemos fazer parte hoje. Ele enviou Seus discípulos para fazer o mesmo anúncio e estabelecer Seu reino mediante a pregação do evangelho e serviço aos outros; isto é, dando gratuitamente como haviam recebido (veja Mt 10:5-8).
 
Mas Jesus também foi claro em dizer que Seu reino é diferente, ao dizer que ele “não é deste mundo” (Jo 18:36), e que ainda viria em plenitude. Por Sua encarnação, ministério, morte e ressurreição, o reino de Deus foi inaugurado; no entanto, Jesus também aguardava com ansiedade o tempo em que Seu reino substituiria totalmente os reinos deste mundo, e o reino de Deus seria pleno.
 
Por definição, os adventistas, que aguardam essa vinda e esse reino, são pessoas esperançosas. Mas essa esperança não trata apenas de um novo mundo futuro. Enquanto a esperança contempla o futuro, ela também transforma o presente. Com essa esperança, vivemos no presente de acordo com o que esperamos viver no futuro, e trabalhamos para fazer a diferença hoje de uma forma que se harmonize com aquilo que esperamos que o mundo seja um dia.
 

Domingo, 08 de setembro
Ano Bíblico: Ez 36-38
“Até quando, Senhor?”
 
Ao longo da história bíblica, há um repetido clamor do povo de Deus, especialmente dos que estavam vivenciando a escravidão, o exílio, a opressão, a pobreza ou outra injustiça ou tragédia, para que Ele interviesse. Os escravos no Egito, os israelitas em Babilônia e muitos outros clamaram a Deus para que Ele visse e ouvisse seu sofrimento e corrigisse esses males. E a Bíblia oferece importantes exemplos das ações de Deus para resgatar e restaurar Seu povo, às vezes até vingando-Se de seus opressores e inimigos.
 
Mas esses resgates eram geralmente efêmeros, e os diversos profetas continuaram a apontar para uma intervenção final, quando Deus colocaria um fim ao mal e ergueria os oprimidos. Ao mesmo tempo, esses profetas continuaram clamando: “Ó Senhor dos Exércitos, até quando?” Por exemplo, o anjo do Senhor perguntou sobre o exílio dos israelitas: “Ó Senhor dos Exércitos, até quando não terás compaixão”? (Zc 1:12).
 
Os salmos estão repletos de lamentos sobre a aparente prosperidade e boa sorte dos ímpios, enquanto os justos são maltratados, explorados e pobres. O salmista repetidamente pediu a Deus que interviesse, crendo que o mundo presente não é ordenado da maneira que Deus o criou, e assumindo o clamor dos profetas e oprimidos. “Até quando, Senhor?” (Veja, por exemplo, Sl 94:3-7).
 
Em certo sentido, a injustiça é mais difícil de ser suportada entre os que acreditam em um Deus justo que deseja justiça para todo o Seu povo. O povo de Deus sempre terá um senso de impaciência para com o mal no mundo – e a aparente inércia de Deus é outra fonte de inquietação. Daí, às vezes, as duras perguntas dos profetas: “Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que Tu ouças? Até quando gritarei a Ti: ‘Violência!’ sem que tragas salvação?” (Hc 1:2, NVI).
 
Um clamor semelhante é erguido no Novo Testamento, em que até mesmo a própria criação é retratada como se estivesse clamando, com gemidos, pelo resgate e recriação divinos (veja Rm 8:19-22). Em Apocalipse 6:10, esse clamor, “Ó Senhor dos Exércitos, até quando?”, é levantado em nome daqueles que foram martirizados por sua fé em Deus. Porém, é o mesmo clamor, pedindo a intervenção de Deus em favor de Seu povo oprimido e perseguido.
 
1. Leia Lucas 18:1-8. O que Jesus disse sobre a resposta de Deus aos repetidos clamores e orações de Seu povo para que Ele agisse em favor deles? Como isso está ligado à necessidade de fé?
 

Segunda-feira, 09 de setembro
Ano Bíblico: Ez 39-41
Certo tipo de esperança
 
 
A religião tem sido muitas vezes criticada por uma tendência de tirar o foco dos cristãos da vida presente e atraí-los a uma vida melhor no além. A crítica é que a ênfase em outro domínio se torna uma forma de escapismo santificado e torna o cristão menos benéfico para o mundo e para a sociedade. Por vezes, os cristãos têm se tornado vulneráveis a essas críticas, às vezes até cultivando, pregando e praticando essas atitudes.
 
Também temos exemplos terríveis de pessoas poderosas dizendo aos pobres e oprimidos que simplesmente aceitem sua triste sorte aqui, pois, quando Jesus voltar, tudo será corrigido.
 
Evidentemente, nosso mundo é caído, arruinado e trágico, e não há nada de errado nem inapropriado em almejar o dia em que Deus colocará o mundo em ordem, em que Ele acabará com a injustiça, a dor e a tristeza e substituirá a desordem atual por Seu reino glorioso e justo. Afinal, sem essa esperança e essa promessa, realmente não teríamos nenhuma perspectiva.
 
Em Seu sermão sobre o fim do mundo (veja Mt 24 e 25), Jesus passou a primeira metade de Seu discurso detalhando a necessidade de fugir, chegando ao ponto de dizer que, se “aqueles dias” “não tivessem” “sido abreviados, ninguém seria salvo” (Mt 24:22). Contudo, essa é mais uma introdução à Sua explicação sobre o significado das promessas de Deus. No contexto da esperança cristã para o futuro, concentrar-se unicamente  no aspecto da “fuga” é não entender algumas das questões mais profundas que Jesus estava apresentando.
 
2. Leia Mateus 24 e 25. Quais são os pontos mais importantes da sua leitura desse sermão de Jesus? Como você resumiria as instruções de Cristo sobre como devemos viver enquanto esperamos Seu retorno?
 
Nossas crenças acerca do futuro têm implicações importantes sobre nossa maneira de viver hoje. Uma confiança saudável nas promessas de Deus para o futuro do nosso mundo deve ser o catalisador do envolvimento ativo, a faísca de uma vida rica e profunda e que faz a diferença para os outros.

Terça-feira, 10 de setembro
Ano Bíblico: Ez 42-44
Esperança da ressurreição
 
A esperança cristã da segunda vinda de Jesus não significa apenas aguardar ansiosamente um futuro brilhante. Para os primeiros cristãos, a ressurreição corpórea de Jesus deu à promessa de Seu retorno uma sólida realidade. Se Ele pôde ressuscitar, o que eles haviam testemunhado por si mesmos, certamente voltaria para concluir o projeto de remover o pecado e seus efeitos e renovar o mundo (veja 1Co 15:22, 23).
 
Para o apóstolo Paulo, a ressurreição era o elemento essencial da esperança do advento. Ele estava preparado para apostar a credibilidade de tudo o que pregava nesse milagre supremo na história de Jesus: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1Co 15:17). Pense nas palavras do apóstolo nesse verso e na importância da ressurreição de Cristo para todas as nossas esperanças.
 
3. Leia 1 Coríntios 15:12-19. Por que a verdade da ressurreição é tão essencial para a esperança cristã? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Porque ela tira nosso desejo de viver aqui e ajudar os outros.
 
B. (  ) Porque Cristo ressuscitou; portanto, também ressuscitaremos.
 
Presenciar o Cristo ressurreto transformou os primeiros discípulos. Como já vimos, Jesus os tinha enviado anteriormente para anunciar e expandir o reino de Deus (veja Mt 10:5-8), mas a morte de Cristo destruiu a coragem deles e esmagou suas esperanças. A comissão posterior (veja Mt 28:18-20), dada a eles pelo Cristo ressurreto e fortalecida pela vinda do Espírito Santo (veja At 2:1-4), levou-os a mudar o mundo e a viver o reino que Jesus havia estabelecido.
 
Livres do poder e do medo da morte, os primeiros cristãos compartilharam e viveram corajosamente em nome de Jesus (veja, por exemplo, 1Co 15:30, 31). O mal que trouxe a morte é o mesmo que traz sofrimento, injustiça, pobreza e opressão em todas as suas formas. No entanto, por causa de Jesus e Sua vitória sobre a morte, tudo isso terminará um dia. “O último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15:26).
 

Quarta-feira, 11 de setembro
Ano Bíblico: Ez 45-48
A esperança do juízo
 
 
 
4. Leia Eclesiastes 8:14. Qual é a dura e poderosa realidade descrita nesse verso? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) Todos somos pecadores.
 
B. (  ) Às vezes, os ímpios recebem o que os justos merecem, e os justos recebem o que os ímpios merecem.
 
Embora o sofrimento, a opressão e a tragédia sejam suficientemente difíceis de suportar, a injúria ou insulto são ainda mais difíceis se parecem sem sentido ou se passam despercebidos. A possível falta de significado da aflição é mais pesada que seu fardo inicial. Um mundo sem um livro de registro nem justiça final é um absurdo cruel em nível máximo. Não é de admirar que os escritores ateus do século 20 lamentassem o que acreditavam ser o “absurdo” da condição humana. Sem esperança de justiça, de juízo, de que as coisas fossem corrigidas, nosso mundo seria de fato absurdo.
 
Mas o clamor de Eclesiastes 8:14 não é o fim da História. No fim de seus protestos, Salomão fez uma reviravolta repentina. Em meio aos seus lamentos sobre falta de sentido, ele disse, essencialmente: Espere um minuto, Deus julgará a fim de que todas as coisas não sejam sem sentido; na verdade, tudo e todos têm significado.
 
5. Leia Eclesiastes 12:13, 14. Por que tudo que fazemos na Terra é muito importante?
 
A esperança do juízo resume-se à nossa crença sobre a essência da natureza de Deus, da vida e do mundo em que vivemos. Como vimos, a Bíblia insiste em declarar que vivemos em um mundo criado e amado por Deus, mas que foi arruinado pelo pecado, um mundo em que Deus está executando Seu plano de recriação mediante a vida e a morte de Jesus. O juízo divino é uma parte fundamental de Sua correção do nosso planeta. Para os que são alvos de muitas injustiças na Terra, os que são marginalizados, tratados brutalmente, oprimidos e explorados, a promessa do juízo é certamente uma boa notícia.

Quinta-feira, 12 de setembro
Ano Bíblico: Dn 1-3
Não mais lágrimas nem dor
 
 
6. Leia Apocalipse 21:1-5; 22:1-5 e tente imaginar como será a vida descrita nesses versos. Por que é difícil imaginar a vida sem pecado, morte, dor e lágrimas?
 
As descrições bíblicas da vida após o pecado são indiscutivelmente maravilhosas e gloriosas e, sem dúvida, representam somente em parte o que nos espera. Mesmo nesses versículos, as descrições tratam quase tanto do que não haverá ali quanto do que haverá. Visto que esse mundo é tudo o que conhecemos, é difícil imaginar a vida sem dor, sofrimento, morte, medo, injustiça nem pobreza.
 
Ali, não apenas não haverá mais essas coisas, mas a descrição do Apocalipse acrescenta um toque pessoal: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 21:4). No contexto dos salvos, a compaixão de Deus pelos que sofreram ao longo da história humana atinge um clímax nessa sentença. O Senhor não apenas acabará com o sofrimento deles, mas também enxugará suas lágrimas.
 
Feridos e marcados por uma vida de pecado e um mundo de injustiças e tragédias, podemos ver no livro do Apocalipse um processo de cura para todos os que foram vítimas do pecado de diversas maneiras. Descrevendo a árvore da vida, João explicou que “as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Ap 22:2). Mais uma vez, Deus mostrará Sua compaixão pelo ser humano, que sente, experimenta, testemunha e sofre o mal neste mundo. Seu plano de recriar a Terra inclui restaurar e curar cada um de nós.
 
Até esse tempo, busquemos ser tudo o que podemos em Cristo, fazendo nossa parte, por mais que ela seja pequena, a fim de ministrar àqueles que precisam do que temos para oferecer. Seja o que for – palavras gentis, uma refeição quente, ajuda médica, atendimento odontológico, roupas ou aconselhamento – devemos fazê-lo com o amor abnegado que Jesus manifestou quando esteve aqui.
 
Evidentemente, o mundo ainda vai piorar cada vez mais, apesar dos nossos melhores esforços. Jesus sabia disso; no entanto, essa verdade não O impediu de ministrar aos outros, e isso também não deve nos impedir.

Sexta-feira, 13 de setembro
Ano Bíblico: Dn 4-6
Estudo adicional
 
 
Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 309-322 (“Chamado a Mais Elevada Norma”); O Grande Conflito, p. 653-661 (“Será Desolada a Terra”).
 
“Quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro de Seu povo, há um terrível despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida. Enquanto perdurou o tempo da graça, estiveram cegos pelos enganos de Satanás e desculpavam sua conduta de pecado. Os ricos se orgulhavam de sua superioridade sobre aqueles que eram menos favorecidos; mas obtiveram suas riquezas transgredindo a lei de Deus. Negligenciaram alimentar o faminto, vestir o nu, tratar com justiça e amar a misericórdia. [...] Venderam-se em troca das riquezas e gozos terrestres e não procuraram enriquecer para com Deus. O resultado é que sua vida foi um fracasso; seus prazeres se transformaram em amargura, seus tesouros em corrupção” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 654).
 
“O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (O Grande Conflito, p. 678).
 
Perguntas para discussão
 
1. Precisamos nos preocupar com esta vida e com este mundo se tudo vai ser destruído e reconstruído por Deus? Como evitar o uso da promessa da nova vida para negligenciar os necessitados ou para explorar outras pessoas?
 
2. Como adventistas, compreendemos que o mal, as dificuldades e o sofrimento aumentarão à medida que nos aproximarmos do retorno de Jesus. Quando essas coisas ocorrem, muitas vezes nos referimos a Mateus 24. Como devemos ver essas tragédias à luz de Mateus 25?
 
Resumo: Deus não permitirá que o mal perdure para sempre. A grande esperança bíblica é a vinda de Jesus, para acabar com o mal, curar a injustiça e criar um novo mundo (como ele foi planejado para ser). Com base na ressurreição de Jesus, essa esperança transforma o presente e encoraja nosso serviço a Deus e aos outros, enquanto aguardamos Sua vinda.
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. Embora o juízo de Deus pareça demorado, ele certamente ocorrerá. É preciso ter fé e esperança para aguardar esse dia.
 
2.Mateus 24 fala sobre a realidade do tempo do fim, e Mateus 25 apresenta as oportunidades para o povo de Deus nesse tempo.
 
3. B.
 
4. F; V.
 
5.  Deus trará juízo sobre todas as coisas, inclusive as ocultas.
 
6. Porque nossa condição humana pecadora jamais vivenciou esse tipo de experiência.
 
Resumo da Lição 11
Vivendo a esperança do advento
O crescimento do cristianismo nos primeiros três séculos foi algo sem precedentes. Ao considerar esse fenômeno, o historiador Rodney Stark concluiu: “O poder do cristianismo não se encontra em sua promessa de recompensas celestiais pelo sofrimento nesta vida, como tantas vezes tem sido proposto. Não. A mudança crucial que ocorreu no terceiro século foi a rápida disseminação da consciência de uma fé que oferecia potentes antídotos para as misérias da vida aqui e agora! O aspecto verdadeiramente revolucionário do cristianismo se encontra em imperativos morais como "Ame o próximo como a si mesmo" (Mt 22:39, NVI); "Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles" (Lc 6:31, NVI); "Mais bem-aventurado é dar que receber" (At 20:35) e "sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes" (Mt 25:40; Rodney Stark, Cities of God: The Real Story of How Christianity Became an Urban Movement and Conquered Rome [Cidades de Deus: A Verdadeira História de Como o Cristianismo se Tornou um Movimento Urbano e Conquistou Roma], Nova York, NY: HarperCollins, 2006, p. 30).
 
No estudo da lição desta semana, “Vivendo a esperança do advento”, seremos desafiados a viver cada dia com uma ardente esperança pelo reino de Deus que se aproxima, ao mesmo tempo em que aplicamos esses valores do reino em nossa vida e na vida daqueles a quem servimos. Identificamo-nos com o clamor profético pelo breve retorno de Cristo em Seu reino. Enquanto esperamos o reino da glória, somos lembrados das oportunidades para o ministério agora mesmo, ao permitir que Cristo viva a Sua vida em nós.
 
Objetivos do professor
 
Peça aos membros da classe que reflitam e discutam sobre as seguintes perguntas: O que motiva você e sua igreja neste mundo injusto enquanto aguardam a segunda vinda de Jesus?
 
Como você está usando seu tempo enquanto a volta de Cristo se aproxima a cada dia?
 
 
 
Escritura
 
Leia, junto com a classe, Tito 2:11-14. Essa passagem descreve dois reinos: o reino da graça e o reino da glória. Primeiro, peça à classe que faça o seguinte:
 
1. Explique o que significa "reino".
 
Resposta: Um governo ou território que tem um rei como seu líder; contém um trono, cidadãos, leis, etc.
 
2. O que é o reino de Deus ou o reino dos Céus?
 
Resposta: É o domínio sobre o qual se estende a soberania de Deus ou de Cristo, seja no Céu ou na Terra, como foi demonstrado pelas palavras da oração que Jesus ensinou: "Venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu" (Mt 6:10). É também o compassivo governo de Cristo, o Rei em nosso coração e em nossa vida.
 
3. O que é o reino da graça?
 
Resposta: O reino da graça é uma fase do governo de Deus em que Seu favor (Sua graça) estendido a nós capacita-nos a ser Seus filhos e cidadãos do reino. Nosso acesso a esse reino é possível mediante a fé em Jesus como Salvador, Senhor e Rei. O reino da graça existia antes da “fundação do mundo” (1Pe 1:20). Esse reino está presente agora e leva ao reino da glória.
 
4. O que é o reino da glória?
 
Resposta: “Quando vier o Filho do Homem na Sua majestade e todos os anjos com Ele, então, Se assentará no trono da Sua glória” (Mt 25:31, 32, ênfase acrescentada). O reino da glória será estabelecido na segunda vinda de Jesus e no juízo final – podemos chamá-lo de ainda não.
 
5. Leia Mateus 3:1-12 e Mateus 11:2-6. O que João Batista estava esperando durante a primeira vinda de Jesus? Por que ele estava confuso diante da abordagem de Jesus e de Sua missão?
 
Resposta: “Como os discípulos do Salvador, João Batista não compreendia a natureza do reino de Cristo. Esperava que Jesus tomasse o trono de Davi; e, ao passar o tempo, e o Salvador não reclamar nenhuma autoridade real, João ficou perplexo e perturbado. [...] Como o profeta Elias, em cujo espírito e poder ele próprio viera a Israel, esperava que o Senhor Se revelasse como um Deus que responde por fogo. [...] E agora, de sua prisão, aguardava que o Leão da tribo de Judá abatesse o orgulho do opressor, e libertasse o pobre e o que clamava. Mas Jesus parecia contentar-Se em reunir discípulos em volta de Si, curar e ensinar o povo. Comia à mesa dos publicanos, ao passo que dia a dia o jugo romano sobre Israel se tornava mais pesado, enquanto o rei Herodes e a vil amante faziam sua vontade, e o clamor do pobre e sofredor subia ao Céu” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 215). Portanto, João estava confuso.
 
6. Que reino Jesus veio estabelecer durante Sua primeira vinda?
 
Resposta: O reino da graça, com a restauração integral da humanidade. O juízo estava reservado para a Sua segunda vinda – o início de Seu reino da glória. Leia e discuta exemplos de passagens sobre o reino da graça em Marcos 5:21-42, Lucas 19:1-10, entre outras. Leia também, de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 346-348, para informações contextuais.
 
7. A igreja de Cristo deve se posicionar para promover o Céu na Terra. Por que a igreja deve fazer isso agora, enquanto aguardamos a Sua vinda?
 
Resposta: Em Sua oração, Jesus disse: "venha o Teu reino; faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu" (Mt 6:10). Leia novamente Mateus 25:31-46.
 
8. Como a ação social é “uma testemunha viva de nosso Senhor, que em breve voltará?”
 
Resposta: “Quando nos posicionamos do lado da justiça, compaixão e cura, demonstramos os valores do futuro Reino de Deus" (General Conference Sabbath School & Personal Ministries Department, Keys to Adventist Community Services [Departamento de Escola Sabatina e Ministério Pessoal da Associação Geral, Segredos para os Serviços Comunitários Adventistas], 2008, p. 6).
 
Ilustração
 
Duas ilustrações do “Reino”:
 
1. Patrícia, na África do Sul, demonstra os valores do futuro reino da glória e do reino da graça agora, ao cuidar amorosamente, em sua própria casa, de quase vinte crianças que contraíram o vírus da AIDS ou perderam seus pais devido a esse vírus. Quando lhe perguntaram por que ela fazia isso, Patrícia respondeu: "Quero que eles vivam um pouco da segunda vinda de Jesus agora." Como esse exemplo do reino da graça demonstra de maneira bela como será o reino da glória?
 
2. A seguinte declaração foi escrita como propaganda nas laterais de uma van de serviços de encanamento na África do Sul: "Não há lugar tão profundo, tão escuro ou tão sujo onde não possamos trabalhar” (<http://www.centerchristianchurch.org/single-post/2017/09/27/No-Life-is-Too-Messy-for-Jesus-to-Handle). Como esse slogan expressa adequadamente o ambiente e a obra do reino da graça?
 
Ilustração
 
Alguns acham que qualquer preocupação com a ecologia e com as necessidades sociais é uma perda de tempo, porque, afinal de contas, este mundo será destruído no fim dos tempos.
 
Alguns cristãos de hoje consideram este mundo um navio que está afundando. Eles não veem utilidade em traçar um rumo para uma embarcação condenada ao desastre, e também pensam que não tem sentido tirar a água e tapar os vazamentos a fim de tornar o navio navegável novamente. Em vez disso, gastam seu tempo em barcos salva-vidas, a uma distância segura, avisando os passageiros do navio que a embarcação logo afundará. Esses pessimistas encaram qualquer tentativa de consertar o navio (ou seja, melhorar as condições sociais no mundo) como inútil, porque Cristo destruirá a presente ordem mundial em Sua vinda.
 
Comente sobre o “escapismo santificado” ilustrado acima. Tal perspectiva filosófica é biblicamente defensável? Por quê?
 
Escritura
 
Miah Arnold escreveu um artigo em The Michigan Quarterly Review [Revista Trimestral de Michigan] (50, nº 1 [inverno de 2011]), intitulado "You Owe Me" [Você me Deve]. O artigo descreve a injustiça totalmente absurda do sofrimento de crianças inocentes e moribundas no Anderson Cancer Center [Centro de Tratamento de Câncer Anderson], no Texas. Arnold escreve: "Eu estava, como todo mundo, tentando entender o que é absurdo" (Citado por Clifford Goldstein em “It Does No Sense” [Não Faz Sentido], Adventist Review, 18 de abril de 2013, p. 16).
 
Discuta o significado desta declaração de Clifford Goldstein sobre as tragédias do mundo – o absurdo do mal: "Por pior que sejam essas tragédias, seria pior se elas fizessem sentido" (Ibid.). Pergunte à classe: Por que isso é assim?
 
Leia e comente com a classe esta declaração do livro O Grande Conflito: “É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência. [...] O pecado é um intruso, para cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 492, 493).
 
Leia e discuta 1 Coríntios 4:5; 2 Tessalonicenses 1:5-10; Apocalipse 21:4 e outras passagens que indiquem que, em Seu tempo determinado, Deus certamente trará justiça e eliminará o pecado.
 
Atualmente, este mundo pecaminoso está cheio de opressão, sofrimento e tristeza. Enquanto esperamos pelo tempo determinado para a segunda vinda de Jesus, continuemos o processo de desfazer a obra do diabo, seguindo o exemplo de Jesus (1Jo 3:8). A Igreja, o corpo de Cristo, foi enviada ao mundo “para pregar boas-novas aos quebrantados”. Ela foi enviada “a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados. [...]” A igreja edificará “os lugares antigamente assolados, [restaurará] os de antes destruídos e [renovará] as cidades arruinadas, destruídas de geração em geração. [...]” Seguindo o exemplo de Cristo, os membros do Seu corpo serão “chamados sacerdotes do SENHOR, e [...] ministros de nosso Deus" (Is 61:1-4, 6).
 
Aplicação para a vida
 
Ser um cristão adventista que vive diariamente na luz da esperança do advento significa evitar dois extremos: (1) comoção exagerada diante da nossa expectativa da segunda vinda de Cristo, que despreza o mundo atual como condenado, e, por isso, luta contra qualquer esforço para trabalhar pelo bem da sociedade em que vivemos; e (2) indiferença em relação ao advento de Cristo que faz do mundo atual o foco principal da vida e do trabalho. Para esses indiferentes, o mundo atual não é uma sala de espera para o mundo vindouro, mas uma sala de estar que deve ser ocupada de maneira confortável e sossegada.
 
Convide os membros da classe para discutir a seguinte pergunta: Em qual “sala” você se encontra? Enquanto você ativamente espera o “reino da glória”, como sua igreja está progredindo na criação de um “reino da graça” na “sala de espera” (dentro e fora da igreja) que aponte para o “reino da glória”?
 
No “reino da glória”, haverá uma “árvore da vida” com folhas para “a cura das nações” (Ap 22:2; Ez 47:12). Por que as nações precisarão ser curadas se o mal terá sido completamente eliminado? Como o rio da cura de Ezequiel 47:9, a água da vida leva a cura onde quer que vá – mesmo no Céu! Peça aos membros da classe que compartilhem histórias de como a sua igreja ou outras igrejas são um “lugar de cura” para os de dentro e para os de fora.