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Várzea Grande(DF), Domingo, 29 de Novembro de 2020 - 19:22
29/10/2020 as 10:54:37 | Por G1 | 2842
Vereador é alvo de operação contra venda de cirurgias no SUS
Polícia Civil faz operação contra suspeitos de vender cirurgias bariátricas feitas pelo SUS e mira vereador candidato à reeleição no Paraná
Fotografo: Divulgação/Polícia Civil
Quadrilha é suspeita de lucrar mais de R$ 10 milhões com a venda das cirurgias

Dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (29), na segunda fase de uma operação contra uma quadrilha suspeita de envolvimento na venda de cirurgias bariátricas, realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em um hospital da Região Metropolitana de Curitiba.
 
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em Carlópolis, Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, na região norte, e em Colombo, na região metropolitana. Um dos alvos de prisão é um vereador candidato à reeleição em Carlópolis, de acordo com as investigações. Não há informações sobre o alvo do outro mandado de prisão.
 
Ainda conforme as investigações, os suspeitos furavam a fila de espera pela cirurgia, com a ajuda de várias pessoas envolvidas, e lucraram mais de R$ 10 milhões com a venda dos procedimentos.
 
O vereador é suspeito de falsificar guias do SUS, segundo a Polícia Civil. Com isso, ele possibilitava encaminhamento de pacientes, principalmente de São Paulo, para fazerem cirurgias bariátricas no hospital do Paraná. Ele é suspeito de atuar juntamente com médicos que assinavam as falsas guias, ainda segundo as investigações.
 
Os suspeitos são investigados por organização criminosa, extorsão, falsidade ideológica, uso de documento falso e concussão.
 
Como funcionava o esquema
 
Conforme as investigações, o grupo criminoso entrava em contato com pessoas interessadas pela cirurgia por meio de redes sociais ou indicações. Os pacientes, muitas vezes, estavam aguardando há anos na fila para serem operados pelo SUS e acabavam aceitando pagar até R$ 3 mil pelas cirurgias, que deveriam ser gratuitas, ainda conforme a Polícia Civil.
 
As investigações apontam ainda que a quadrilha conseguiria receber em duplicidade os valores pagos pelo SUS ao hospital pelas bariátricas.




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