Fundada aos 14 de abril de 2006 pelo Jornalista Eraldo de Freitas - E-mails: redacao@sbcbrasil.com.br

Cidadão Repórter

(65)9966-5664
Várzea Grande(DF), Sábado, 06 de Março de 2021 - 07:48
21/02/2021 as 09:16:25 | Por Márcia Delgado, Metrópoles | 420
“Vamos meter o dedo na energia elétrica”, garante Bolsonaro
Presidente sinalizou, no sábado (20/2), que pretende mexer na área, após anunciar mudança no comando da Petrobras
Fotografo: Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Após anunciar a troca do comando da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou, no sábado (20/2), que vai fazer mudanças na área de energia elétrica.
 
“Vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também”, disse a apoiadores, ao chegar ao Palácio do Alvorada na noite de sábado, após retornar de uma agenda em Campinas (SP).
 
O chefe do Executivo nacional surpreendeu o mercado, na noite de sexta-feira (19/2), ao anunciar a troca no comando da Petrobras, sacando o economista Roberto Castello Branco e indicando o general Joaquim Silva e Luna. Se confirmado pelo conselho da estatal, Luna será o primeiro militar a chefiar a empresa desde 1989.
 
Um dia depois, Bolsonaro disse que não tem “medo de mudar” e reafirmou que fará trocas em cargos importantes na próxima semana. O presidente, contudo, não revelou quais gestores estão na lista.
 
“Mas mudança comigo não é de bagrinho não, é de tubarão“, disse o mandatário do país, em vídeo registrado pelo canal no YouTube Foco do Brasil. A declaração foi dada em Campinas.
 
O titular do Palácio do Planalto falou ainda sobre seu compromisso com o liberalismo econômico, que tem limites. “Nós queremos privatizar, mas não é tudo também. Privatizar a Casa da Moeda? Negativo. Privatizar Embrapa? Pra quê? Privatizar, como queriam, a Ceagesp? Não vai ser privatizado”, disse Bolsonaro, em referência à Central de Abastecimento de São Paulo, onde nomeou um militar aliado.
 
“Quando eu coloquei o coronel [da PM] Mello Araújo lá, a Ceagesp era um caso de polícia, e ele tinha acabado de comandar a Rota em SP, era a pessoa certa. E ele mostrou, ao longo desses últimos meses, que, além de moralizar aquilo, gerencia bem a Ceagesp”, discursou o presidente, antes de comparar o caso com a troca na Petrobras.
 
“O general Silva e Luna, que está indo agora pra Petrobras, vai mostrar tudo isso pra nós. Não tínhamos previsibilidade, e é um corporativismo enorme que existe nas estatais. A gente vai fazendo, vai mudando, vai melhorando”, afirmou Bolsonaro.




Notícias Relacionadas





Entrar na Rede SBC Brasil