Fotografo: CPB
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Uma comunidade de servos

Lição 13
21 a 27 de setembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Am 5-9
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb 10:23, 24).
 
LEITURAS DA SEMANA: 2Co 2:14-16; Êx 32:1-14; 1Pe 2:12; Fp 2:15; Ef 2:19; Hb 10:23-25
 
Ao buscarmos cumprir a missão cristã, não devemos subestimar o potencial da igreja como uma comunidade organizada de cristãos. Já mencionamos os desafios que podemos enfrentar quando buscamos lidar com a injustiça e a pobreza. Mas ao trabalharmos com nossos irmãos na comunidade de fé, podemos ser uma bênção para os que nos rodeiam.
 
A tentação é que, quando nos reunimos como igreja, tornemo-nos distraídos com a manutenção da própria igreja, esquecendo-nos de que ela existe para servir ao mundo em que Deus a colocou. Como um corpo eclesiástico, não devemos ignorar o sofrimento nem o mal que existem ao nosso redor. Se Cristo não os ignorou, também não devemos ignorá-los. Devemos ser fiéis à ordem de pregar o evangelho e, juntamente com essa pregação, vem a obra de ajudar os oprimidos, os famintos, os nus e os desamparados.
 
Juntos, como comunidade e organização da igreja, somos o corpo de Cristo (veja 1Co 12:12-20). Sendo assim, como um povo, devemos andar como Jesus andou, alcançar as pessoas como Ele o fez, e servir como mãos, pés, voz e coração de Cristo no mundo de hoje.

Domingo, 22 de setembro
Ano Bíblico: Obadias e Jonas
Agentes da mudança
 
Nos primeiros capítulos de Atos, observamos como os primeiros cristãos fundaram uma comunidade diferente, cuidando dos necessitados entre eles e, juntos, alcançando pessoas que não pertenciam ao grupo de crentes, oferecendo-lhes a ajuda de que necessitavam e convidando-os a se unirem ao que Deus estava fazendo entre eles.
 
Somando-se às descrições feitas por Jesus sobre o sal e a luz, Paulo usou uma série de metáforas para retratar a ação da igreja no mundo. Entre outras, ele descreve o povo de Deus como um sacrifício (veja Rm 12:1), como o corpo de Cristo (veja 1Co 12:12-20), como embaixadores (veja 2Co 5:18-20) e como perfume (veja 2Co 2:14-16). Cada uma dessas imagens trata de uma função dos cristãos como representantes ou agentes do reino de Deus mesmo hoje, em meio a um mundo devastado pelo grande conflito.
 
1. Recapitule cada uma dessas descrições ”representativas” acima. Como você gostaria de representar a Deus e Sua lei de amor diante das pessoas ao seu redor? Por quê?
 
Existe uma ação associada a cada uma dessas imagens, não como um meio para que sejamos aceitáveis a Deus, mas como uma demonstração de que já fomos aceitos por Ele mediante o sacrifício de Cristo, e correspondemos ao Seu amor e graça sendo Seus agentes neste mundo ferido e agonizante.
 
Mas essas imagens também podem ser consideradas em um nível ainda mais profundo: visto que a essência do reino de Deus é Seu amor e Sua graça, quando agimos em harmonia com esses princípios, refletindo aos outros amor e graça, representamos e participamos desse reino eterno mesmo hoje.
 
No direito internacional, uma embaixada nacional é considerada parte da nação que ela representa, mesmo quando fisicamente localizada em um país estrangeiro, talvez a uma grande distância do país de origem. Semelhantemente, quando os princípios do reino de Deus são representados se oferecem vislumbres dessa realidade eterna aqui e agora e, sendo assim, é indicada e prenunciada a derrota final do mal. E ao fazermos isso, como embaixadores e agentes de Cristo, podemos experimentar a realidade de Seu amor e justiça em nossa vida, na igreja e na vida daqueles a quem buscamos servir.

Segunda-feira, 23 de setembro
Ano Bíblico: Mq 1-4
Um servo remanescente
 
A definição do remanescente identificado na profecia bíblica encontra-­se em Apocalipse 12:17: aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 14:12). Essas características marcam o povo de Deus no fim da história da Terra. Contudo, as histórias bíblicas também relatam exemplos de como esse remanescente age e serve às outras pessoas.
 
2. O exemplo de Moisés a esse respeito é tremendo. Leia Êxodo 32:1-14. Qual é a comparação entre Moisés nessa história e o remanescente descrito em Apocalipse 12:17?
 
Em Sua ira contra o povo de Israel, Deus ameaçou destruí-lo e transferir a Moisés e sua família as promessas dadas a Abraão (de que seus descendentes se tornariam uma grande nação; veja Êx 32:10).
 
No entanto, Moisés não desejava isso. Ele teve a ousadia de argumentar com Deus, sugerindo que, se o Senhor agisse de acordo com Sua ameaça, Ele não seria visto com bons olhos (Êx 32:11-13).
 
Moisés vinha lutando para conduzir os israelitas pelo deserto. Eles estavam reclamando e brigando desde o momento em que ele os havia libertado. Porém, Moisés disse a Deus: “Mas agora, eu Te rogo, perdoa-lhes o pecado; se não, risca-me do Teu livro que escreveste” (Êx 32:32; NVI). Moisés se propôs a desistir da eternidade a fim de salvar aqueles com quem compartilhava sua jornada.
 
Que exemplo poderoso de intercessão abnegada em favor daqueles que não a mereciam! E que símbolo poderoso de todo o plano da salvação!
 
“Intercedendo Moisés por Israel, desapareceu-lhe a timidez ante seu profundo interesse e amor por aqueles em favor dos quais havia sido, nas mãos de Deus, o meio para se fazerem tão grandes coisas. O Senhor ouviulhe as súplicas e atendeu à sua oração. Deus havia provado Seu servo, sua fidelidade e amor por aquele povo ingrato e propenso ao erro, e nobremente Moisés resistiu à prova. Seu interesse por Israel não se originara em qualquer motivo egoísta. A prosperidade do povo escolhido de Deus era mais valiosa para ele do que a honra pessoal, mais apreciada do que o privilégio de tornar-se o pai de uma poderosa nação. Deus Se agradou de sua fidelidade, simplicidade de coração e integridade e confiou-lhe, como a um fiel pastor, o grande encargo de guiar Israel à Terra Prometida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 319).

Terça-feira, 24 de setembro
Ano Bíblico: Mq 5-7
Alcançando pessoas
 
As discussões da igreja às vezes parecem ficar presas na aparente necessidade de escolher entre o trabalho social ou evangelístico, a caridade ou o testemunho, fazer justiça ou evangelizar. Mas quando entendemos melhor cada um desses conceitos e observamos o ministério de Jesus, essa diferença se desfaz, e percebemos que pregar o evangelho e ajudar os outros são assuntos intimamente ligados.
 
Em uma declaração muito conhecida, Ellen G.  White explicou: “Unica­mente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-­­se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava compaixão por eles, ministrava-lhes as necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me’. [...] Os pobres devem ser socorridos, cuidados os doentes, os aflitos e os que sofreram perdas confortados, instruídos os ignorantes e os inexperientes aconselhados. Cumpre-nos chorar com os que choram, alegrar-nos com os que se alegram” (A Ciência do Bom Viver, p. 143).
 
Essas duas ações do reino, fazer justiça e evangelizar, estavam intimamente ligadas, não apenas no ministério de Jesus, mas na primeira comissão aos discípulos: “Pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10:7, 8). Em suma, uma das melhores maneiras de alcançar os outros com nossa mensagem é ministrar às suas necessidades.
 
3. Leia 1 Pedro 2:12 e Filipenses 2:15. Qual é o poder da influência das boas obras realizadas pelo povo de Deus?
 
Compreendendo mais amplamente as boas-novas de Deus, vemos que o evangelismo não tem nenhum sentido sem paixão pelas pessoas. Passagens como 1 João 3:16-18 e Tiago 2:16 enfatizam a contradição de pregar o evangelho sem vivê-lo. Em sua melhor forma, ao trazer as boas-novas de esperança, resgate, arrependimento, transformação e o vasto amor de Deus, o evangelismo é uma expressão de justiça.
 
O evangelismo e o desejo por justiça surgem do reconhecimento do amor de Deus por pessoas perdidas, destroçadas e feridas – um amor que cresce em nosso coração sob a influência divina. Não escolhemos entre uma ação ou outra; em vez disso, trabalhamos com Deus em Sua obra pelas pessoas, usando os recursos que Deus nos confiou para atendê-las.

Quarta-feira, 25 de setembro
Ano Bíblico: Naum
Graça dentro da igreja
 
No início do livro de Jó, Deus indica que a fidelidade de Jó para com Ele é uma demonstração da excelência de Seus caminhos e de Seu relacionamento com a humanidade caída (veja Jó 1:8). É impressionante que Deus permita que Sua reputação dependa da maneira pela qual Seu povo vive na Terra. Mas Paulo estendeu essa fé que Deus tem em alguns de seus “santos” e incluiu nela a comunidade da igreja: “A intenção dessa graça era que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais” (Ef 3:10, NVI).
 
4. Leia Efésios 2:19. O que está incluído na descrição da igreja como a “família” de Deus? Como essa ideia deve influenciar o funcionamento da igreja?
 
Em toda comunidade ou organização, a maneira como essa entidade trata seus membros reflete os valores fundamentais do grupo. Como família de Deus, corpo de Cristo e comunidade do Espírito, a igreja tem o chamado mais elevado para viver de maneira fiel, seguindo o exemplo divino, “Porque Deus não é de confusão, e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos” (1Co 14:33).
 
Os valores da justiça, graça e amor devem governar tudo o que acontece na igreja. Esses princípios devem guiar os líderes em sua maneira de liderar, de tomar decisões e de cuidar do “menor destes pequeninos irmãos” da comunidade. Eles também devem nos orientar na resolução das contendas que surgem entre os membros. Se não tratamos com justiça e dignidade os nossos irmãos, como faremos isso com os outros?
 
Nos lugares em que a organização da igreja emprega pessoas, ela deve fazer isso com generosidade, valorizando-as e trabalhando contra a injustiça. As igrejas devem ser lugares seguros, com todos os cristãos fazendo o que podem para proteger os vulneráveis. E, como vemos na igreja primitiva, os cristãos devem estar especialmente preparados para dar apoio aos necessitados e sofredores da “família” da igreja.
 
Jesus apresentou isso como um mandamento, afirmando que tal atitude não apenas transformaria a comunidade de fé, como também demonstraria a realidade de sua fé aos que estivessem observando: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:34, 35).

Quinta-feira, 26 de setembro
Ano Bíblico: Habacuque
Estimulemos uns aos outros às boas obras
 
Ainda que tenhamos as melhores motivações e intenções, trabalhar para o Senhor pode ser difícil e desanimador. A tristeza e a dor do nosso mundo são reais. Essa é uma razão pela qual precisamos da igreja. Jesus deu o exemplo desse tipo de comunidade de apoio com Seus discípulos. Ele raramente enviava as pessoas sozinhas, e mesmo quando isso acontecia, elas logo se juntavam novamente para compartilhar suas histórias e renovar sua energia e coragem.
 
5. Leia Hebreus 10:23-25. Como os versos 23 e 24 nos ajudam a entender o verso 25, a parte mais conhecida dessa passagem? Como podemos nos incentivar uns aos outros “ao amor e às boas obras”? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Por meio de cobranças e exigências.
 
B. (  ) Mediante o cuidado e a comunhão de uns com os outros.
 
Em quase todas as tarefas, causas ou projetos, um grupo que trabalha unido pode alcançar mais do que seria realizado se todas as pessoas atuassem individualmente. Isso nos lembra novamente da imagem da igreja como o corpo de Cristo (veja Rm 12:3-6), no qual todos temos funções diferentes, mas complementares. Quando cada um faz o seu melhor no papel que lhe foi designado, mas de uma forma que permita que sua influência trabalhe em conjunto com os demais, é certo que sua vida e seu trabalho farão a diferença para a eternidade.
 
Embora os resultados sejam importantes quando buscamos fazer o que é certo, precisamos confiar em Deus. Às vezes, quando trabalhamos para reduzir a pobreza, proteger os vulneráveis, libertar os oprimidos e defender os que não têm voz, vemos pouco progresso. Mas temos a esperança de que estamos trabalhando em uma causa muito maior e inevitavelmente vitoriosa: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6:9, 10, veja também Hb 13:16).
 
Somos chamados a nos encorajarmos mutuamente. Viver fielmente é ao mesmo tempo uma experiência alegre e difícil. Nosso Deus justo e nossa comunidade são os nossos maiores amparos. Por essa razão, convidamos os outros a se unirem a nós.