Fotografo: AFP
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O tigre Amur e a cabra Timur, no zoológico de Primorski, no dia 30 de novembro de 2015

O tigre russo Amur não aguentou o temperamento e de uma só vez enviou pelos ares a cabra Timur, colocando um ponto final no romance improvável de dois meses com o animal que era pra ter sido comido no dia em que se conheceram.
 
O incidente ocorreu na última terça-feira no jardim zoológico de Primorski, perto de Vladivostok (extremo oriente da Rússia) e a culpa foi da cabra, explicou Dmitri Mezentsev, diretor do parque.
 
"O comportamento do Timur causou a disputa: estava batendo em Amur com os chifres e o seguia por todos os lugares sem dar descanso", contou Mezentsev à agência TASS.
 
"Num dado momento o tigre não aguentou mais, agarrou a crina da cabra e a lançou pelos ares, para bem longe dele", acrescentou.
 
"Timur não ficou ferido, mas sofreu um choque violento porque não estava acostumado com a reação do tigre", comentou.
 
Amur tornou-se famoso em dezembro, quando o zoo de Primorski revelou que ele não queria comer a cabra.
 
Muitos pensaram que o tigre estava mais louco do que a cabra, mas de acordo com Mezentsev, "Amur não quis comer a cabra Timur porque ela se mostrou muito valente e não sabia que tinha que ter medo de um tigre".
 
Por sua vez, a cabra encarou o tigre "como seu líder e seguia por todo lado", passando inclusive vários dias no refúgio construído para Amur sem que "nenhuma agressão tenha sido constatada" por parte do tigre, comentou Mezentsev em dezembro, quando revelou a história.
 
Amur, de três anos, caminhava sempre à frente, de maneira majestosa, durante estes passeios através da floresta e sobre a neve do local, enquanto Timur o seguia passo a passo, sob o olhar invejoso dos outros tigres que vivem em outra seção separada pelas valas.
 
Quando descansavam, o tigre e a cabra deitavam lado a lado na neve e durante muito tempo contemplavam a paisagem.
 
"É uma situação extraordinária, incrível, fenomenal...é de verdade! São amigos e são felizes juntos", dizia um entusiasmado Mezentsev, que hoje lamenta o fim da história.