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A taxa de juros do cartão de crédito registrou queda pelo terceiro mês seguido

A taxa de juros do cartão de crédito registrou queda pelo terceiro mês seguido e chegou a 300,3% ao ano em junho. Já o cheque especial, que também teve a terceira queda mensal, custa, em média, 110,2% em juros ao ano para o consumidor.
 
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central. Esses percentuais são as médias de juros cobrados pelos bancos dos clientes que tomam dinheiro emprestado nas duas modalidades, as mais caras do mercado.
 
Cartão de crédito
 
No mês de maio, os juros do cartão de crédito registravam o valor de 305% ao ano. Em abril, tomar dinheiro emprestado no cartão custava 315,3% e, em março, 328,9% ao ano.
 
Considerando a taxa atual do cartão de crédito, uma dívida de R$ 1.000, adquirida agora, passará a custar R$ 4.003 em junho de 2021 se as condições se mantiverem. Ou seja, o valor é quatro vezes maior.
 
Cheque especial
 
No caso do cheque especial, a taxa média praticada pelos bancos, de 110,2%, também custa caro ao consumidor.
 
No mesmo exemplo anterior, uma dívida adquirida em junho de 2020, no valor de R$ 1.000, no cheque especial chega a custar R$ 2.102 daqui a um ano, valor duas vezes maior que o original.
 
Para efeito de comparação, as taxas do cheque especial foram de 116,1% ao ano em maio, 119,6% ao ano em abril e 130,6% em março.
 
Crédito consignado
 
Alternativa às linhas de crédito mais caras do mercado, o crédito consignado teve queda pelo quarto mês consecutivo e chegou ao valor de 19,6% ao ano em junho.
 
A mesma dívida hipotética de R$ 1.000 tomada em junho de 2020 custará R$ 1.196, no crédito consignado, daqui a um ano.
 
Nesta modalidade, uma das mais baratas disponíveis, o dinheiro é diretamente descontado da folha de pagamento do salário do trabalhador ou da aposentadoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*Estagiário do R7, sob supervisão de Raphael Hakime