Fotografo: Da Assessoria
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Deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT)

Com a presença do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o deputado federal Dr. Leonardo (Solidariedade-MT) presidiu, nesta quinta-feira (05.09), a sessão da Câmara Federal convocada para dar visibilidade ao Dia Mundial de Prevençã ao Suidício (10 de Setembro). 
 
O parlamentar de Mato Grosso é autor do requerimento para realização da solenidade, incluída no mês de conscientização chamado Setembro Amarelo. O evento também contou com a presença de presentantes do Ministério da Cidadania, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
 
Segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta, o foco das ações desenvolvidas pela pasta durante o Setembro Amarelo será a necessidade de atenção especial com o bem-estar e a saúde mental de crianças e adolescentes. Ele observou que vem aumentando o número de casos de tentativas de suicídio nesse público. "Vamos focar nesta questão dos jovens, tanto na questão do suicídio quanto das tentativas, procurando alternativas de políticas públicas indutórias”, afirmou. 
 
O ministro também lembrou do aumento dos casos de suicídio nas comunidades indígenas e afirmou que o Ministério da Saúde também vem desenvolvendo políticas para atender essa população.
 
O deputado Dr. Leonardo, após a leitura do pronunciamento do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) listou alguns números que devem deixar o poder público em alerta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é responsável por 800 mil mortes anualmente, “e o impacto psicológico e social dessas mortes na família e na sociedade é imensurável”. 
 
No Brasil, a cada 100 mil pessoas, quase sete tiraram a própria vida em 2012, segundo a pesquisa mais recente da OMS. São cerca de 11 mil casos anuais, segundo o Ministério da Saúde. O país é o oitavo com mais episódios no mundo.
 
Em média, pontuou, um só suicídio afeta diretamente ao menos seis pessoas. Se o suicídio ocorrer na escola ou local de trabalho, pode impactar até centenas de pessoas. “Não seria exagero, na era da internet, dizer que milhares de pessoas são impactadas com a temática. Os dados de pesquisas, os argumentos, formas de abordagem, tratamento médico, psicológico, as ideias e reflexões colocadas aqui hoje contribuem com a verdadeira intenção do Setembro Amarelo: conscientização e prevenção”, enfatiou Dr. Leonardo.
 
A representante do CVV Leila Herédia abordou o tema empatia e lembrou que o Centro não simboliza ajuda médica, mas possui importante papel na lula contra o suicídio. “Setembro é mês de se unir a esta campanha de valorização. Tal como ocorre no Maio Rosa ou no Novembro Azul, precisamos incentivar as pessoas para que busquem informações, procurem ajuda, falem abertamente sobre as emoções. A fala auxilia no entendimento dos sentimentos, na compreensão do que se passa dentro de si. Sem julgamentos, contra si ou contra o outro”, afirmou.
 
Após o evento, Dr. Leonardo anunciou que apresentou um projeto oficializando o Dia Nacional da Prevenção ao Suicídio. A proposta estabelece que o suicídio é um mal social que deve ser combatido por meio da atuação conjunta da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal.
 
Com o projeto, o deputado pretende estimular o Poder Público a realizar campanhas com foco informativo e educativo de valorização da vida, desenvolver estratégias de comunicação e de sensibilização da sociedade de que o suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido, etc.
 
Em Mato Grosso, o parlamentar é autor da Lei Estadual 10.598/2017, que institui o Plano Estadual de Prevenção ao Suicídio.