Fotografo: Eraldo de Freitas
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Velório simbólico realizado pelos servidores da educação que protestam em busca de direitos

Eraldo de Freitas

Parte dos servidores municipais, do setor da educação municipal de Várzea Grande (MT), continua na mesma pendenga com a gestora Lucimar Campos, ela que está endurecida para não atender as reivindicações da categoria.

Se a prefeita está endurecida, os educadores mantém a “queda de braço” contra o executivo, eles lutam para conquistar o verdadeiro e fiel cumprimento da lei aprovada pelos vereadores da Câmara Municipal em 2015.

Na manhã desta terça-feira (28), mais de cem funcionários da educação, fizeram o “Velório” simbólico da prefeita Lucimar Campos, em reverência "póstuma", direito a velas, vestimentas, óculos pretos, um caixão de cor preto, tudo a rigor, permaneceu por todo período matutino em frente ao pátio de entrada da prefeitura. Cantaram até a música religiosa que usam para celebrar a eventualidade.

Conforme os servidores, a manifestação de luto teve como objetivo fazer com que a gestora Lucimar Campos, atenda as reinvindicações da categoria.

Os servidores da educação se endureceram com a gestora e estão bastante revoltados pelo fato da mesma, ter autorizado a recomposição salarial aos servidores da Guarda Municipal, do Departamento de Água e Esgoto e professores, excluindo os demais servidores da educação. “Isso para nós é uma falta de respeito total, a educação depende de todos nós coesos e unificados para funcionar e levar o ensino a mais de 20 mil crianças”, criticou um servidor que pediu para não ter seu nome revelado, para evitar retaliação por arte da gestora Lucimar Campos.

Segundo a presidente do Sintep, a “Cida Cortez” disse que, “a greve dos servidores será mantida até que a prefeita Lucimar Campos atenda as reivindicações da classe, que a recomposição salarial seja apresentada para todos de firma igualitária, respeitando a Lei aprovada pela Câmara Municipal. A Lucimar Campos se tornou a madrasta má da educação de nosso município, nem parece que ela é dona de uma escola particular, o ensino é prioridade numa cidade, numa gestão”, finalizou.

O vereador Fábio Saad (PTC), sempre tem se posicionado do lado dos educadores, ele tem cobrado severamente da prefeita o fiel cumprimento da lei que não vem sendo observada como deveria pela gestora. Tem questionado a recomposição salarial da educação por atender apenas os professores, e que, a atitude da prefeita esta comprometendo a união da categoria, uma vez que é impossível o sistema educacional funcionar satisfatoriamente, somente com os professores e sem os demais servidores do setor ganhando razoavelmente melhhor.

“São esses profissionais que desenvolvem as atividades necessárias, para dar o suporte e as condições necessárias, para que o professor possa desenvolver a sua função com qualidade, e se isso não acontecer, quem paga o preço são as mais de 20 mil crianças de nosso município que depende de todos os profissionais coesos”, informou Saad que disse que, vai permanecer cobrando da prefeita Lucimar Campos.

Lembrou o vereador Fábio Saad que, “...no ano de 2.015 nós aprovamos a Lei Complementar nº 4093/2015, que autorizou o Executivo a dar a Recomposição Salarial de 13,66% para a toda a categoria dos profissionais da educação, inclusive as merendeiras, sem distinção de funções”, explicou

Vale salientar que, a vontade da gestora é continuar como prefeita a partir de 2017, infelizmente, a mesma tem andado na contra-mão com vários segmentos da sociedade, inclusive, tem deixado a desejar em todos os sentidos. Lucimar Campos hoje é acusada em várias denúncias no Ministério Público local, Ministério Público Federal, Ministério Público de Contas do Estado, esta sendo investigada pela Polícia Federal por Dispensa de Licitação fraudulenta na ordem de R$ 2.1 milhões de reais dentre outros crimes. Para quem quer gerenciar uma cidade não pode estar envolvida com tantas denúncias assim, já ouvimos dizer "aonde tem fumaça: existe fogo", diante desta tese, Lucimar Campos não corresponde os anseios e a confiança da população. Sem dizer que a sua adminsitração vai de mal a pior. Está deixando a população carente morrer a míngua. Parou 15 gigantescas obras PSFs construídos na gestão passada supostamente, por egoísmo puramente político, mesmo contrariando 70% da população que depenedem de saúde pública.