Fotografo: CPB
...
Segredos para a unidade familiar

Lição 7
11 a 17 de maio
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Cr 5–7
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste” (Jo 17:20, 21).
 
LEITURAS DA SEMANA: Gn 33:12-14; Rt 1:16-18; Jo 17:21-26; Gl 3:28; Ef 2:11-22; 5:21–6:9
 
A vida familiar representa distintas estações da vida para diferentes pessoas. Para a mãe e o pai, o nascimento dos filhos representa uma mudança muito importante e vitalícia. Evidentemente, para os filhos, passar a existir é, de fato, o início de um novo ciclo. Em seguida, eles passam pelas várias fases da vida até saírem de casa e terem seus próprios filhos.
 
No entanto, seja como pais ou como filhos, na família, todos lutamos contra a mesma coisa, isto é, contra nossa natureza pecaminosa e caída, que pode tornar a unidade na vida familiar, no mínimo, muito desafiadora.
 
Evidentemente, no corpo de Jesus Cristo na cruz, toda a humanidade foi reconciliada com Deus e uns com os outros (Ef 2:13-16; Cl 1:21-23). Porém, de modo prático e numa frequência  diária, devemos nos apropriar da graça de Cristo, a única que pode tornar a unidade familiar uma experiência viva para todos os que a buscam em fé. Essa deve ser uma experiência cotidiana em nossa vida. Felizmente, pela graça de Cristo, ela é possível.
 

 

Domingo, 12 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 8, 9
Cristo, o centro
 
 
1. Qual ilustração Paulo usou para descrever a nova unidade em Cristo? Como Cristo fez “um” de “dois”? Ef 2:11-22; Gl 3:28. Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) O arco-íris, símbolo da unidade entre as pessoas.
 
B. (  ) O corpo humano e um edifício nos quais muitas partes formam um todo.
 
A cruz de Cristo remove as barreiras que separam as pessoas. Muros separavam os adoradores no templo judeu: homens de mulheres e judeus de gentios. Ao descrever a unidade de judeus e gentios em Cristo, Paulo usou uma linguagem que se aplica igualmente a outras divisões entre nações, grupos de pessoas, camadas sociais e sexos. “[...] Para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Ef 2:15). Essa é uma boa notícia para os casais, pois os ajuda a conhecer verdadeiramente a unidade de “uma só carne” no casamento. Além disso, pela fé em Cristo, famílias há muito tempo separadas podem ser reconciliadas.
 
2. Uma coisa é citar textos bíblicos sobre a unidade em Cristo; outra totalmente diferente é realmente vivenciá-la. Quais mudanças práticas Cristo traz à nossa vida, habilitando-nos a experimentar a unidade que nos foi prometida? Rm 6:4-7; 2Co 5:17; Ef 4:24-32
 
“Desenhem um grande círculo, de cuja periferia saiam linhas que se dirijam todas para o centro. Quanto mais próximo do centro mais próximas as linhas estão umas das outras. [...]
 
“Quanto mais perto nos achegamos de Cristo, mais perto estaremos uns dos outros” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 179).
 
“Entre pai e filho, marido e mulher [...] está Cristo, o Mediador, quer eles sejam capazes de reconhecê-Lo ou não. Não podemos estabelecer contato direto fora de nós mesmos, exceto por intermédio Dele, de Sua palavra e da nossa imitação Dele” (Dietrich Bonhoeffer, The Cost of Discipleship [O Custo do Discipulado]; Nova York: The MacMillan Publishing Co., 1979, p. 108).
 

 

Segunda-feira, 13 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 10–13
Tornando-nos um por meio de Seu amor
 
 
“O Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos” (1Ts 3:12).
 
3. Jesus orou ao Pai para que Seus seguidores fossem um (Jo 17:22). Resuma o que Ele quis dizer com isso, concentrando-se especificamente na função do amor necessário para alcançar essa unidade.
 
Nessa oração, Jesus tinha em mente a unidade entre Seus seguidores. Experimentar o amor ágape é essencial para essa unidade. “Ágape” é a palavra bíblica para designar o amor de Deus, usada nessa oração e em muitas outras partes do Novo Testamento. Esse amor é a própria natureza de Deus (1Jo 4:8) e identifica os seguidores de Jesus (Jo 13:35). O amor de Deus não é natural ao coração humano pecaminoso. Ele entra na vida quando Jesus habita no cristão por meio de Seu Espírito (Rm 5:5; 8:9, 11).
 
“Amem-se uns aos outros como Eu os amei’” (Jo 15:12, NVI). O discípulo João, que escreveu essas palavras, não era amável, mas orgulhoso, sedento de poder, crítico e irascível (Mc 3:17; Lc 9:54, 55; veja também O Desejado de Todas as Nações, p. 295). Posteriormente em sua vida, ele se lembrou de como Jesus continuou a amá-lo apesar dessas características. O amor de Jesus gradualmente transformou João, habilitando-o a amar os outros em unidade cristã. Ele escreveu: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”, e “se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1Jo 4:19, 11).
 
4. Leia 1 Coríntios 13:4-8. Coloque seu nome onde aparece a palavra “amor”. Você se ajusta bem na descrição? Peça a Jesus que traga essas qualidades do amor à sua vida por meio do Seu Espírito. Quais mudanças o Espírito precisa levá-lo a fazer para alcançar esse ideal cristão?
 

 

Terça-feira, 14 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 14–16
Egoísmo: o destruidor da família
 
 
“Se o orgulho e o egoísmo fossem postos de lado, cinco minutos bastariam para remover a maioria das dificuldades” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 119).
 
Como seres humanos, nossa natureza foi corrompida pelo pecado. E, talvez, o maior exemplo dessa corrupção seja a maldição do egoísmo. Nascemos egoístas; podemos ver essa realidade em criancinhas, cuja natureza essencial é desejar tudo para si. “Eu, eu, eu”. Quando chegamos à idade adulta, esse traço pode se manifestar de maneiras terríveis, especialmente no lar.
 
Evidentemente, Jesus veio para mudar isso (Ef 4:24). Sua Palavra nos promete que, por meio Dele, podemos vencer esse destrutivo traço de caráter. Sua vida é um exemplo perfeito do que significa viver sem egoísmo; à medida que imitamos Sua vida (1Jo 2:6), vencemos a tendência de viver somente para nós mesmos.
 
5. O que os seguintes textos revelam sobre uma vida de abnegação? 
 
Fp 2:3-5: 
 
1Jo 3:16-18: 
 
Como vimos no texto de Ellen G. White citado anteriormente, se o orgulho e o egoísmo fossem postos de lado, muitos problemas poderiam ser resolvidos rapidamente, antes que a situação se agravasse, se deteriorasse, e se tornasse algo sórdido. Ao pé da cruz, todos os membros da família, especialmente os pais, devem ser purificados desse pecado (Pv 16:6). Afinal, a cruz é o maior exemplo de abnegação em todo o Universo. Diante dela podemos alcançar a vitória, mesmo que isso signifique constantemente retornar à cruz e ajoelhar-se em oração, fé, lágrimas e submissão.
 

 

Quarta-feira, 15 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 17–20
Submissão
 
 
6. Qual conselho Paulo deu em relação à humildade e serviço nos relacionamentos? (Ef 5:21). Como essa atitude contribui para a unidade na igreja? Por que ela é tão importante no lar? (Ef 5:22–6:9).
 
Sujeitar-se (Ef 5:21) significa colocar-se humildemente diante de outra pessoa com base em uma escolha voluntária. Esse princípio singular começou com Cristo (Mt 20:26-28; Jo 13:4, 5; Fp 2:5-8) e caracteriza todos os que são cheios do Seu Espírito (Ef 5:18). A “reverência por Cristo” é o que motiva as pessoas a se submeterem dessa maneira (Ef 5:21). A reciprocidade no sacrifício pessoal foi, e ainda é, um ensinamento cristão revolucionário a respeito das relações sociais. Ela traz à consciência a realidade espiritual de que todos são um em Cristo; não há exceções.
 
Um princípio do lar. A prova da submissão cristã está no lar. Se esse princípio for eficaz ali, fará uma grande diferença na igreja. Da introdução do princípio da submissão, Paulo passou imediatamente a discutir sua aplicação na família.
 
Três grupos de relacionamentos são abordados em Efésios 5:22–6:9: os relacionamentos mais comuns e, no entanto, mais desiguais da sociedade. A intenção não é reforçar uma ordem social existente, mas mostrar como a cultura da fé em Cristo atua quando há uma submissão voluntária e radicalmente diferente dos cristãos entre si.
 
7. Por que Paulo falou consistentemente, em primeiro lugar, com os mais fracos socialmente em sua cultura – esposas, filhos e escravos? Quais expressões qualificadoras estão vinculadas à submissão nos seguintes textos? 
Ef 5:22; 6:1; 6:5. Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) De acordo com o seu desejo; na sua sabedoria; como a cultura orienta.
 
B. (  ) Como ao Senhor; no Senhor; como a Cristo.
 
Aqueles que têm maior poder social (maridos, pais e senhores), são sempre abordados em segundo lugar. Cada um recebe uma ordem bastante incomum para a cultura. Essas instruções devem ter surpreendido os cristãos do primeiro século. Elas nivelaram as relações em torno da cruz e abriram o caminho para que a verdadeira unidade fosse vivenciada nos relacionamentos.
 

 

Quinta-feira, 16 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 21–23
Vivendo o amor que prometemos
 
 
Em última análise, a coesão e a unidade familiar dependem do compromisso dos membros da família, começando com a responsabilidade dos cônjuges de cuidar um do outro. Infelizmente, a história bíblica está repleta de exemplos de promessas não cumpridas, confiança quebrada e falta de comprometimento onde ele deveria estar presente. As Escrituras também têm exemplos inspiradores de pessoas comuns que, com a ajuda de Deus, comprometeram-se com amigos e familiares e cumpriram suas promessas.
 
8. Examine as seguintes famílias e seu nível de comprometimento. Como o compromisso poderia ter sido fortalecido em algumas famílias? O que incentivou a dedicação demonstrada nas outras?
 
Compromisso entre pais e filhos (Gn 33:12-14; Êx 2:1-10): 
Compromisso entre irmãos (Gn 37:17-28): 
 
Compromisso familiar (Rt 1:16-18; 2:11, 12, 20; 3:9-13; 4:10, 13):
 
Compromisso conjugal (Os 1:2, 3, 6, 8; 3:1-3):
 
Quando nos comprometemos com outra pessoa, como no casamento ou na decisão de ter ou adotar um filho, deve haver uma renúncia voluntária da nossa parte para fazermos uma escolha diferente no futuro, uma entrega do controle sobre uma parte importante da nossa vida. As leis podem restringir o comportamento negativo, mas o casamento e o relacionamento familiar precisam de amor para que possam florescer.
 

 

Sexta-feira, 17 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 24, 25
Estudo adicional
 
 
Leia o capítulo “Círculo Sagrado”, p. 177-180, em O Lar Adventista; e Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 236-238, de Ellen G. White.
 
Unidade – a primeira obra. “A primeira obra dos cristãos é serem unidos na família. [...]
 
“Quanto mais intimamente os membros da família são unidos em sua obra no lar, tanto mais edificante e útil será a influência que pais, mães, filhos e filhas exercerão fora dele” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 37).
 
O segredo da união familiar. “A causa da divisão e discórdia na família e na igreja é a separação de Cristo. Aproximar-se de Cristo é aproximarem-­­se uns dos outros. O segredo da verdadeira união na igreja e na família não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre-humano esforço para vencer dificuldades, embora haja muito disso a ser feito, mas a união com Cristo” (ibid., p. 179).
 
Perguntas para discussão
 
1. Comente sobre as forças na sociedade que atuam contra a unidade familiar. Quais soluções práticas você pode oferecer a uma família que luta contra essas influências?
 
2. Existe uma família em sua igreja que se separou recentemente? Como você pode ajudar cada membro nesse momento de crise?
 
3. Discuta a questão da submissão. Como ela deve ser entendida em um contexto cristão? De que maneiras esse princípio tem sido mal utilizado?
 
4. Quais princípios de unidade familiar podem ser aplicados à ideia de unidade na igreja?
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. B.
 
2. No batismo, morremos para o eu e andamos em novidade de vida. Portanto, podemos experimentar a unidade Nele.
 
3. Jesus nos chamou a ser unidos em um só propósito: alcançar as pessoas para Seu reino. Não é possível ter essa unidade sem amor.
 
4. Comente com a classe.
 
5. Filipenses 2:3-5: não devemos fazer nada por partidarismo, mas devemos ser humildes, pensando sempre nos outros. 1 João 3:16-18: Cristo deu a vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
 
6. Paulo nos aconselhou a nos sujeitarmos uns aos outros no temor de Cristo. Ao fazermos isso, grande parte dos conflitos na igreja desaparecerão, o que promoverá a unidade. Para que haja uma harmonia no lar, a submissão deve fazer parte dos relacionamentos entre marido e mulher e entre pais e filhos.
 
7. F; V.
 
8. a) A submissão de Jacó ao ritmo de caminhada de seus filhos e seus animais. A vida de seu filho motivou Joquebede a fazer um cesto para preservar a vida do menino Moisés. b) A inveja motivou os irmãos de José a venderem-no a uma caravana de ismaelitas; c) A fidelidade de Rute à sua sogra Noemi a motivou a acompanhá-la aonde quer que sua sogra fosse. d) Se Gômer tivesse se comprometido a ser fiel a Oseias assim como ele havia sido a ela, essa família teria sido muito feliz. Apesar da infidelidade de Gômer, Oseias manteve seu compromisso de fidelidade a ela.