Fotografo: Rede Amazônica Acre
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O nível mais baixo alcançado pelo rio ocorreu durante a seca histórica de 2011

 
A seca do Rio Acre começa  a afetar as cidades do interior do estado. Com 1,24 metros, registrado nesta quinta-feira (21), o manancial, nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia, está dois centímetros abaixo da menor marca até então registrada pela Defesa Civil nos últimos 40 anos.
 
O nível mais baixo alcançado pelo rio ocorreu durante a seca histórica de 2011, quando as réguas marcaram 1,26 metros.
 
Segundo o major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, outros rios no interior também apresentam diminuição em seus níveis. Em Sena Madureira, o Rio Iaco registrou a marca de 1,07 metros. Já o Rio Tarauacá, na cidade de mesmo nome, marcou 4,46 metros na quarta-feira (20).
 
“A situação é crítica e severa. Não temos uma previsão otimista de que essas coisas melhorem. Apesar do rio em Tarauacá e Feijó não apresentarem cotas tão baixas, não são parâmetros”, explica.
 
Na capital rio desce 14 centímetros em quatro dias
 
Entre o último sábado (16) e a terça-feira (19) o volume das águas do manancial na capital sofreu queda de 14 centímetros, a situação é considerada alarmante pela Defesa Civil.
 
Já nesta quarta, embora o nível tenha continuado a cair, a queda foi de apenas dois centímetros, chegando a cota de 1,68 metros. Nesse ritmo, a Defesa Civil já acredita que o manancial pode chegar a menor marca já registrada na capital, 1,50 metros, antes de setembro, como ocorreu em 2011.
 
Seca do Rio Acre
 
O governador do Acre, Tião Viana, assinou um decreto de situação de emergência no último dia 7 deste mês por causa da seca do Rio Acre em Rio Branco. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e também dizia respeito a outras cidades acreanas, que também sofrem com a estiagem.
 
Uma das maiores preocupações é referente ao abastecimento de água na capital, realizado por meio do rio. O Departamento de Pavimentação e Saneamento (Depasa) informou que a produção de água já está 20% a menos, devido à mudança na captação, agora realizada por meio de bombas flutuantes.
 
O Depasa anunciou ainda que fiscalizações estão sendo feitas nos bairros para evitar o desperdício. Um técnico da Agência Nacional de Águas (ANA) esteve na cidade para verificar a situação e redigir uma nota técnica.