Fotografo: Newscom
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“Existem famílias que vêm na educação familiar uma oportunidade de amparar melhor a educação de seus filhos”

A CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa) discutiu nesta terça-feira (15) o projeto de lei que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e regulamenta o ensino domiciliar no Brasil.
 
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), relatora da proposta, afirmou que o receio frente à modalidade de ensino é natural, mas garantiu que os avanços do homeschooling, prática legalizada em mais de 60 países, não podem ser descartados.
 
“Existem famílias que vêm na educação familiar uma oportunidade de amparar melhor a educação de seus filhos”, disse Soraya, que completou: “Tudo o que é novo precisa ser debatido, mas não podemos frear as mudanças por medo de possíveis consequências ruins sem levar em conta o que pode ser favorecido quando se decide pelo novo.”
 
Também presente na discussão, a representante do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Ângela Martins, disse que o homeschooling devolve aos pais o controle sobre a educação dos filhos.
 
“Nós vemos infelizmente uma omissão, uma delegação para a escola de o que seria, em primeiro lugar, uma tarefa familiar. Se lava as mãos e a escola educa. O que nós queremos é essa reflexão da prioridade dos pais na educação dos filhos”, afirmou Ângela.