Fotografo: Ricardo Matsukawa/VEJA.com
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Os saques começam a ser liberados nesta sexta-feira (13)

Pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), divulgada nesta quinta-feira (12), aponta que 9,7 milhões de brasileiros devem usar o saque do FGTS para quitar todas ou pelo menos parte das dívidas pendentes. 
 
A maior parte dos endividados vai pagar o cartão de crédito (42%), contas atrasadas de telefone (20%), contas de luz (18%), água (16%), empréstimos bancários (16%) e empréstimos com parentes ou amigos (16%). A soma dos percentuais é maior do que 100%, porque algumas pessoas vão pagar mais de um tipo de conta. 
 
Os saques começam a ser liberados nesta sexta-feira (13). Os trabalhadores nascidos entre janeiro e abril com conta poupança na Caixa Econômica Federal aberta até 24 de julho deste ano vão ser os primeiros a receber o dinheiro. 
 
Um terço dos brasileiros deve guardar ou investir o dinheiro, enquanto 24% vão usar o dinheiro para cobrir despesas básicas do dia a dia. Aproximadamente 17% vão realizar compras em supermercados, 13% pretendem fazer compras de produtos e serviços e 10% antecipar pagamento de compras que não estão em atraso como prestações de casa, carro, crediário e cartão de crédito.
 
Nem todos vão sacar
 
Cada contribuinte tem direito ao saque de até R$ 500 por conta, ativa ou inativas. Segundo a pesquisa, 45% dos beneficiários pretendem realizar o saque. Outros 43% não têm interesse de fazê-lo no momento, enquanto 12% ainda não decidiram.
 
Entre quem decidiu não sacar o dinheiro, 60% preferem deixar o dinheiro guardado no caso de demissão e 30% consideram o limite de R$ 500 muito baixo para o saque valer a pena.
 
Há ainda 19% de entrevistados que preferem deixar o dinheiro à espera da aposentadoria e 6% que querem evitar a burocracia e as longas filas nas agências bancárias para realizar a retirada.
 
Metodologia da pesquisa
 
A pesquisa foi feita com 800 consumidores de ambos os sexos, todas as classes sociais e acima de 18 anos em 12 capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém, que juntas somam aproximadamente 80% da população brasileira. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.