Fotografo: Divulgação/ Polícia Civil
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Programador de software montou estufa com sistema automático de irrigação e para controlar iluminação

 
Um programador de software de 24 anos foi preso no domingo (28) suspeito de plantar uma espécie conhecida como “supermaconha” em uma casa no Conjunto Santa Fé, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Polícia Civil, ele mantinha uma estufa em casa e vendia a droga para usuário de classe média e alta de Goiânia.
 
Em depoimento, Marcos Alexandre de Almeida Gouveia confessou o plantio e disse que começou o cultivo para conseguir pagar o aluguel. Segundo a Polícia Civil, o jovem ainda não apresentou um advogado. O G1 não teve acesso ao preso.
 
A casa onde a droga era plantada foi alugada e modificada para que fosse montada uma estufa e acelerar o crescimento da maconha. De acordo com o delegado Carlos Levergger, Marcos Alexandre de Almeida Gouveia já tinha trabalhado em empresas que cultivavam alimentos orgânicos e usou os conhecimentos para começar o tráfico.
 
“Ele montou uma estufa, com programação de irrigação e equipamentos para controlar a luz e temperatura. Além disso, ele usava insumos como hormônios e adubos para acelerar o crescimento da planta”, disse o delegado.
 
 
O delegado explicou que essa espécie de maconha tem um impacto muito maior no usuário, pois o efeito psicoativo chega a ser 100% maior do que o da maconha comum. Devido a essa característica, ela é bem mais cara. As porções eram vendidas para pessoas de classe média e alta de Goiânia.
 
 
Na casa, além dos insumos, foram apreendidas 500 porções de maconha prontas para serem vendidas e diversos pés.
 
“Essa é a quarta vez que ele é preso por tráfico. Ele alegou que montou toda a estrutura para plantar tomate, mas, como não estava dando certo, começou a plantar a maconha para ter dinheiro para pagar o aluguel”, disse o delegado.
 
 
Segundo a polícia, ele agia desde 2014, mas estava cultivando no imóvel há cerca de um ano. “Ele não morava na mesma casa onde plantava a droga. O laboratório era praticamente autônomo, ele ia lá esporadicamente só para fazer algum ajuste”, contou o delegado.
 
O jovem foi preso preventivamente e encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia. Ele vai responder por tráfico e plantio de drogas.