Fotografo: Da Assessoria
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Vereador Ivan dos Santos (Solidariedade)

ERALDO DE FREITAS
 
Mesmo a legislação norteando o poder executivo, em detrimento a contratação de dívidas no final de mandato, a atual gestora Lucimar Campos (atual prefeita de Várzea Grande), enviou um projeto para a Câmara Municipal, pedindo autorização para contrair financiamento na ordem de R$ 50,0 milhões de reais, junto a Caixa Econômica; Com experiência de dois mandatos, o vereador e relator Ivan dos Santos (Solidariedade), agiu rápido, trabalhou de forma técnica, eficiente e conseguiu impedir a gastança, porem, respeitando as conformidades  legais da lei vigente.
 
A discussão foi longa, bastante tensa, muito bem avaliada; o texto foi analisado pelo relator, Ivan dos Santos (Solidariedade), que constatou que, o projeto estava eivado de vícios, não lhe restando alternativas (ciente de que poderia contar somente com mais um voto, do colega Dr Carlos Garcìa), para derrubar o projeto via plenário, então, sobremaneira, Ivan usou e contou com as suas prerrogativas como defensor do povo e dos princípios das leis vigentes, para evitar assim, que a população não viesse ter que pagar um preço altíssimo a curto prazo, após o executivo contrair tamanho o financiamento junto ao órgão bancário - enquanto dezenas de vidas vem sendo ceifadas pelo Covid 19.
 
APROVAÇÃO
 
O projeto foi a plenário, votado e aprovado pela maioria.
Mesmo aprovado o Projeto de Lei que autorizava o poder executivo contrair a empréstimo junto na Caixa, na ordem de R$ 50,0 milhões de reais, (que tinha em seu boje como objeto, investimentos em pavimentação asfáltica e arguia também o tratamento de água, mais precisamente a construção de uma ETA), Ivan conseguiu dentro das leis vigentes, levar o mesmo à expirar o prazo nos finalmente.
 
Para Ivan dos Santos e o doutor Carlos Garcia, em plena pandemia, em final de mandato de gestao e ano vigente eleitoral, segundo ele, “não nos restava alternativa a não ser, buscar o amparo legal das leis, agora, uma dívida a menos para a população pagar, menos um endividamento ou problema a menos para o novo prefeito eleito administrar a partir de 2021”, disse.
 
"...Como o vereador Ivan dos Santos e o seu colega Dr Carlos Garcia, consientes de que, sozinhos para derrubar este projeto argiloso, em Plenário era impossível, conseguiram via prerrogativas das leis vigentes, que, lhes dariam cobertura nas conformidades legais, graças a Deus eles conseguiram uma enorme vitória ao impedir que a atual gestora conseguisse 'botar' as mãos neste milionário empréstimo, pois, final de mandato, pleno período eleitoral, quem garante que parte deste dinheiro não iria parar no bolso de alguns políticos ambiciosos via construtoras, o Ivan fez certo", elogiou um professor da rede pública municipal que pediu para ter sua identidade resguardada para êvitar possíveis retaliaçoes polítcas.
 
Ouvido pela Reportagem do SBC do Brasil, o relator Ivan dos Santos (Solidariedade) disse que, "Primeiro o projeto não veio e nem se tratava de caráter de urgência, trabalhamos diuturnamente para analisá-lo com bastante critério, obedecendo os prazos regimentais, constatamos que o projeto feria os princípios de constitucionalidade e da legalidade, ele tinha 90 dias para ser avaliado, porém, ultrapassou o prazo do segundo quadrimestre, mais do que isso, hoje o nosso foco é SALVAR VIDAS, combater pesado a proliferação da nova Pandemia (Covid-19), que vem matando de forma letal a nossa gente, não é o momento para fazer tamanho endividamento, comprometendo o FPM, pois o município de Várzea Grande, vem se rastejando numa verdadeira crise econômica nos últimos 25 anos, POPULAÇÃO ¨SEM TRABALHO, muita gente já passando FOME, hoje o município já possui uma dívida contraída de mais de 200 milhões de reais, esbarrados no FPM, o saldo de tudo isso, não resta duvidas de que, ficará uma monstruosa divida para o novo prefeito administrar", irritado, explicou relator. 
 
"Em Várzea Grande estes financiamentos viraram cultura em fins de mandatos, gestores contraem dívidas milionárias para serem pagas pelo futuro gestor, tem deles que, quando assumem a prefeitura, ela não pode 'cercar um padeiro', por que terminam sem Certidões Negativas, sem crédito e sem nenhuma capacidade de endividamento para 'comprar sonrizal' para a saúde pública, devido a este modelo de projetos sorrateiros, que agente nem sabe se realmente vão aplicar estes recursos milionários, no verdadeiro objeto descrito no bojo do projeto, isso é CASO DE POLÍCIA e precisa acabar, deixo bem claro que, em quanto eu tiver representando o povo aqui na Câmara Municipal, este tipo de projeto sorrateiro vou combater a unhas e dentes, se eu não conseguir peço ajuda da Polícia Federal, do Ministério Público, da nossa população e do Tribunal de Contas", disse o vereador Ivan dos Santos.
 
“Entendemos que a construção de novas ETAs, mais pavimentação asfáltica, são de extrema necessidade para o município e nossos munícipes, mais neste momento de pandemia, onde a população está morrendo de forma letal, muitos já passando fome, e ainda finalização de mandato, contrair dividas neste volume é brincar com a cara da população, só vai deixa Várzea Grande mais endividada para os futuros gestores ficarem de três a quatro anos sem poder fazer eminentemente nada, somente administrando cobradores na porta da prefeitura”, alerta e explica o relator.