Fotografo: Divulgação
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Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felícia (PT), prefeito de São José do Divino (PI)

O Estado do Piauí registrou a primeira morte pelo novo coronavírus. A vítima é Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felícia (PT), prefeito de São José do Divino (cidade a 234 km de Teresina, capital do estado). A Secretaria de Estado da Saúde confirmou hoje que a morte foi causada pela covid-19.
 
O laboratório público estadual realizou dois exames para confirmar a presença do vírus. "Na manhã deste sábado, 28 de março, os exames do prefeito testaram positivo para o novo coronavírus", informou o governo.
 
O prefeito de 57 anos deu entrada no Hospital Dr. José Brito Magalhães, no município de Piracuruca (PI), com febre e dificuldade de respirar, mas não resistiu. Segundo a equipe médica que o atendeu, o prefeito estava com sintomas do novo coronavírus e o quadro evoluiu rápido.
 
Ele fazia parte do grupo de risco da covid-19 por ser diabético. "Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença", completa o governo estadual.
 
O governador Wellington Dias (PT) gravou um vídeo anunciando o teste positivo do prefeito e informou que o estado tem 11 casos confirmados. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 203 casos estão sendo investigados.
 
"Foi verificado que ele provavelmente pegou o coronavírus de uma outra pessoa de Parnaíba (PI), que também deu confirmação positiva e está hospitalizada. Agora estamos trabalhando o mapa de todas as pessoas que mantiveram contato com os dois", disse o governador.
 
Após morte, quarentena na prefeitura
 
Com a morte do prefeito, toda equipe da sede da prefeitura está de quarentena. O vice-prefeito de São José do Divino, Francisco de Assis Carvalho Cerqueira (PSDB), informou que cerca de 15 funcionários estão de quarentena a partir de hoje.
 
A família do prefeito está sendo monitorada. O filho que estuda fora do estado não conseguiu se despedir do pai, pois o sepultamento ocorreu de forma rápida, conforme orientações da Anvisa.
 
*Colaborou Yala Sena, em Teresina
 
 
 
Autor: Patrik Camporez, Estadão