Fotografo: CPB
...
Por que testemunhar?

Lição 1
27 de junho a 03 de julho
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Sl 72-77
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:3, 4).
 
LEITURAS DA SEMANA: Tg 5:19, 20; Lc 15:6; Sf 3:17; Jo 7:37, 38; 1Tm 2:3, 4; 2Co 5:14, 15
 
O grande desejo de Deus é que todas as pessoas em todos os lugares respondam ao Seu amor, aceitem Sua graça, sejam transformadas por Seu Espírito e salvas para Seu reino. Seu maior interesse é a nossa salvação. Seu amor é ilimitado. Sua misericórdia é incomensurável. Sua compaixão é infindável. Seu perdão é inesgotável. Seu poder é infinito. Diferentemente dos deuses pagãos, que exigiam sacrifícios, nosso Deus fez o sacrifício supremo. Não importa quanto desejemos ser salvos, o desejo de Deus por salvar-nos é maior. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:3, 4). O desejo do coração divino é a sua salvação e a minha.
 
Testemunhar diz respeito a Jesus. Trata-se do que Ele fez para nos salvar, de como Ele mudou nossa vida e das maravilhosas verdades de Sua palavra, que nos revela quem Ele é e a beleza de Seu caráter. Por que testemunhar? Quando entendemos quem Ele é e experimentamos as maravilhas de Sua graça e o poder de Seu amor, não conseguimos ficar calados. Por que testemunhar? Ao compartilharmos da comunhão com Ele, participamos de Sua alegria ao ver pessoas redimidas por Sua graça e transformadas por Seu amor.

Domingo, 28 de junho
Ano Bíblico: Sl 78-80
Oferecendo oportunidades de salvação
 
Deus oferece diariamente oportunidades para que as pessoas de todos os lugares O conheçam. Ele move o coração delas mediante Seu Espírito Santo. Ele Se revela na beleza e complexidade do mundo natural. A imensidão, ordem e simetria do Universo manifestam um Deus infinito, com sabedoria ilimitada e poder sobrenatural. Deus organiza circunstâncias ou providências em nossa vida a fim de nos atrair para Si. 
 
Embora Deus Se revele mediante as impressões de Seu Espírito, as glórias da natureza e os atos da Providência, a revelação mais clara de Seu amor se encontra na vida e no ministério de Jesus Cristo. Quando compartilhamos Jesus com outras pessoas, oferecemos a elas a melhor oportunidade de salvação.
 
1. Leia Lucas 19:10 e Tiago 5:19, 20. O que o evangelho de Lucas ensina sobre o propósito de Cristo ao vir à Terra? Como podemos cooperar com o Senhor em Sua obra de salvar os perdidos?
 
De acordo com Tiago, “aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg 5:20). O livro de Romanos amplia esse pensamento. Em Romanos 1 e 2, tanto os gentios que viram a revelação de Deus na natureza quanto os judeus que receberam a revelação profética de Deus nas Escrituras estão perdidos sem Cristo. Em Romanos 3–5, o apóstolo Paulo revelou que a salvação vem pela graça, unicamente por meio da fé. Em Romanos 6–8, ele descreveu como a graça, que justifica cada cristão, também santifica. Em Romanos 10, ele declarou que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13) e depois ressaltou que ninguém pode invocar se não crer; e ninguém pode crer se não ouvir, e não pode ouvir a menos que alguém lhe diga. Portanto, somos os elos de Deus no plano da salvação para alcançar os perdidos com a glória do evangelho.

Segunda-feira, 29 de junho
Ano Bíblico: Sl 81-85
O que agrada a Jesus?
 
Alguém já lhe perguntou: “Como está seu dia?”, “Está tudo bem com você?”. E se você fizesse essas perguntas a Deus? “Deus, como vai Seu dia?” Que tipo de resposta você receberia? Possivelmente seria assim: “Meu dia foi extremamente difícil. Lágrimas encheram Meus olhos nos diversos campos de refugiados repletos de crianças com frio, famintas e chorosas. Andei pelas ruas das cidades mais movimentadas do mundo e chorei com os sem-teto e os necessitados. Meu coração se entristece por mulheres abusadas e crianças assustadas vendidas como escravas sexuais. Testemunhei a destruição causada pela guerra, os efeitos devastadores de desastres naturais e a dolorosa agonia de doenças mortais e debilitantes”. E se você perguntasse ao Senhor: “Mas Deus, há algo que traga alegria ao Seu coração? Existe algo que O faça cantar?”.
 
2. Leia Lucas 15:6, 7, 9, 10 e 22-24, 32. Como essas histórias terminam e o que esses finais revelam sobre Deus? Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Com celebração e regozijo, pois Deus Se alegra com um pecador arrependido.
 
B. ( ) Com indiferença, pois Deus Se alegra somente com as boas obras dos justos.
 
Todo o Céu se alegra quando os perdidos são encontrados. Neste mundo cheio de doenças, desastres e morte, podemos trazer alegria ao coração de Deus ao compartilharmos as boas-novas da salvação. Uma das maiores motivações para levar o amor de Cristo é saber que testemunhar traz alegria ao Senhor. Toda vez que revelamos Sua graça, o Céu entoa cânticos de louvor.
 
3. Leia Sofonias 3:17. Qual é a resposta de nosso Senhor quando aceitamos Sua graça salvadora?

Terça-feira, 30 de junho
Ano Bíblico: Sl 86-89
Crescendo por meio da doação
 
O Mar Morto marca a altitude mais baixa da Terra. A 423 metros abaixo do nível do mar, ele é considerado o mar mais baixo do mundo. O rio Jordão flui do mar da Galileia e serpenteia através do vale do Jordão até terminar no Mar Morto.
 
O clima quente e seco, com a intensa luz solar e as condições do deserto, faz com que a água evapore rapidamente. Como o teor de sal e minerais do Mar Morto é de 33,7%, pouca coisa sobrevive em suas águas. Não há peixes nem plantas; apenas alguns micróbios e bactérias na parte inferior. 
 
Na vida cristã, se a graça de Deus que atua em nossa vida não fluir para os outros, ficaremos estagnados e quase sem vida, como o Mar Morto. Não é assim que devemos viver.
 
4. Leia João 7:37, 38 e Lucas 6:38. Em contraste com a experiência do Mar Morto, quando os cristãos recebem as correntes refrescantes da água viva de Cristo, qual é o resultado natural?
 
“Deus poderia ter realizado Seu plano de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas, para desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, precisamos partilhar de Sua obra. Com o propósito de participar da alegria Dele, a alegria de ver pessoas redimidas por Seu sacrifício, devemos colaborar em Sua obra para redenção delas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 142).
 
“Os que desejam ser vencedores precisam negar a si mesmos; e a única coisa que efetuará essa grandiosa obra é interessar-se vivamente pela salvação dos outros” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 207).
 
Crescemos ao compartilharmos o que Cristo fez em nossa vida. Considerando tudo o que recebemos em Cristo, o que, senão o egoísmo mais abjeto, poderia nos impedir de compartilhar o que nos foi dado? Entretanto, se deixarmos de compartilhar nossa fé, nossa vida espiritual se tornará tão estagnada quanto o Mar Morto.

Quarta-feira, 01 de julho
Ano Bíblico: Sl 90-99
Fidelidade ao mandamento de Cristo
 
A lealdade a Cristo requer um compromisso de fazer Sua vontade. Ela exige obediência aos Seus mandamentos, resulta em um coração que pulsa com o de Cristo na salvação dos perdidos e coloca como prioridade o que Ele prioriza.
 
5. Leia 1 Timóteo 2:3, 4 e 2 Pedro 3:9. O que essas passagens revelam sobre o coração de Deus? Qual é a sua prioridade?
 
Deus é apaixonado pela salvação das pessoas. Não há nada mais importante para Ele. É Seu desejo sincero que “todos” sejam salvos e “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). A respeito dessa passagem, o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia indica que a palavra grega usada para “querer” é boulomai, que expressa “a inclinação da mente, como ‘querer’ e ‘desejar’”. O comentário faz então esta observação perspicaz sobre a pequena palavra senão: A palavra grega para “senão” é ala, usada aqui para destacar “o contraste entre a interpretação errônea da natureza de Deus, de que Ele houvesse determinado que alguns morressem, e a verdade de que Ele deseja que todos sejam salvos” (v. 7, p. 676). O mandamento de Cristo de que cada um de nós participe de Sua missão como testemunha de Seu amor, graça e verdade é fruto de Seu desejo de que toda a humanidade seja salva.
 
6. Leia Atos 13:47 e compare com Isaías 49:6. A quem essa passagem se aplicava inicialmente? Como o apóstolo Paulo a usou?
 
Há ocasiões em que uma profecia do Antigo Testamento tem mais de uma aplicação. Aqui o apóstolo Paulo tomou uma profecia que se referia primeiramente a Israel e profeticamente ao Messias (veja Is 41:8; Is 49:6; Lc 2:32) e a aplicou à igreja do Novo Testamento. Se a igreja negligenciar ou minimizar o mandamento de Cristo, ela falha no propósito de sua existência e perde seu chamado profético ao mundo.

Quinta-feira, 02 de julho
Ano Bíblico: Sl 100-105
Motivados pelo amor
 
Nesta semana, nosso foco foi responder à seguinte pergunta: “Por que testemunhar?”. Descobrimos que, ao compartilhar nossa fé, temos a alegria de cooperar com Deus em Sua missão ao mundo. Nosso testemunho de Seu amor oferece às pessoas maiores oportunidades de salvação, uma vez que elas podem ver mais claramente Sua graça e Sua verdade.
 
Ao mesmo tempo, testemunhar é também um dos meios de Deus para nos fazer crescer espiritualmente. Não compartilhar o que Cristo fez por nós e não ministrar aos outros sufoca a verdadeira vida espiritual.
 
Testemunhar nos coloca em contato com o coração Daquele que deseja que toda a humanidade seja salva. É uma resposta de obediência ao Seu mandamento. Na lição de hoje, estudaremos a maior motivação de todas para testemunhar.
 
7. Leia 2 Coríntios 5:14, 15, 18-20. O que motivou Paulo a experimentar provações, tribulações e dificuldades por causa do evangelho? Essa mesma motivação nos inspira a servir a Cristo? Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) O desejo de se tornar um famoso fariseu. Devemos buscar fama e sucesso.
 
B. ( ) O amor deve ser o motivo principal de nosso serviço a Cristo e aos outros.
 
O apóstolo Paulo foi motivado pelo amor. Por amor, somos capazes de fazer certas coisas que não faríamos por nenhuma outra razão. Quando ele declarou que “o amor de Cristo nos constrange”, apresentou uma verdade eterna. O verbo “constranger” significa “instar, impulsionar, controlar ou motivar grandemente”. O amor de Cristo controlava as ações de Paulo e motivava seu testemunho. Com um destemido propósito e singeleza de espírito, ele compartilhou o plano da salvação em todo o mundo mediterrâneo.
 
“O amor deve residir no coração. O cristão verdadeiro age pelo profundo amor ao Mestre. Do amor a Cristo brota o interesse abnegado por seus irmãos” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 425).
 
Quando reconhecemos verdadeiramente o imenso sacrifício que Cristo fez por nós, somos dominados por Seu amor e compelidos a compartilhar o que Ele fez por nós.
 
O Criador de tudo (galáxias, estrelas, anjos, planetas e o Universo) também morreu na cruz por nós. É impossível que essa verdade não gere em nós o amor a Deus e o consequente desejo de compartilhar esse amor.

Sexta-feira, 03 de julho
Ano Bíblico: Sl 106-110
Estudo adicional
 
Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 9-16 (“O propósito de Deus para Sua igreja”); O Desejado de Todas as Nações, p. 822-828 (“A grande comissão”).
 
A igreja do Novo Testamento enfrentou o perigo de não entender o propósito de sua existência. Ellen G. White descreveu essa situação: “A perseguição que sobreveio à igreja de Jerusalém resultou em grande impulso para a pregação do evangelho. O êxito havia acompanhado o ministério da Palavra nesse lugar, e havia o perigo de que os discípulos se demorassem ali por muito tempo, despreocupados com relação à tarefa que haviam recebido do Salvador: ir a todo o mundo. Esquecendo-se de que a melhor maneira de se obter força para resistir ao mal é o trabalho árduo, começaram a pensar que o mais importante seria proteger a igreja de Jerusalém dos ataques do inimigo. Em vez de instruir os novos conversos para levar o evangelho aos que ainda não o conheciam, corriam o risco de tomar um caminho que os levaria a se sentirem satisfeitos com o que já havia sido alcançado” (Atos dos Apóstolos, p. 105).
 
Perguntas para consideração
 
1. Observe atentamente a citação de Ellen G. White acima, especialmente a última frase. Por que essa atitude seria tão terrível e tragicamente equivocada?
 
2. Por que todos os evangelhos terminam com uma ordem semelhante? (Mt 28:18-20; Mc 16:15, 16; Lc 24:46-49; Jo 20:21). O que isso significou para aqueles cristãos do primeiro século e o que deve significar para nós?
 
3. O testemunho e o serviço podem se tornar um substituto da espiritualidade genuína? Como podemos tomar cuidado com essa armadilha?
 
4. O testemunho e o serviço influenciam seu crescimento espiritual? Você pode ajudar os outros com suas experiências? Como poderia ajudá-los a evitar os erros que você cometeu?
 
5. Deus ama cada um de nós. Você entende o que isso significa? Talvez essa seja a verdade mais importante do Universo. De que modo ela impacta sua maneira de viver?
 
Respostas e atividades da semana: 1. Cristo veio à Terra para salvar o perdido e, se cooperarmos com Ele nessa obra de salvação, cobriremos uma multidão de pecados. 2. A. 3. Ele Se regozija conosco. 4. Sua vida transborda de bênçãos; eles jorram rios de água viva. 5. Deus é longânimo e deseja que todos cheguem ao arrependimento e sejam salvos. Essa é Sua prioridade. 6. A passagem se aplicava inicialmente ao antigo Israel, que deveria ser luz para os gentios. Profeticamente ela foi aplicada a Jesus, o Messias; o apóstolo Paulo posteriormente a usou em referência à igreja. 7. B.