Fotografo: Glaúco Araujp/G1
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Flores em homenagem às vítimas do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano

A Polícia Civil prendeu na tarde desta quarta-feira (10) o homem suspeito de vender a arma usada no massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que deixou 10 mortos em 13 de março, entre eles os dois assassinos. A Justiça de Suzano decretou a prisão temporária dele por 30 dias.
 
Segundo a polícia, o homem, que trabalha como mecânico e tem cerca de 50 anos, foi encontrado na zona rural de Suzano e será levado para prestar depoimento na delegacia. A arma foi vendida pela internet.
 
Os assassinos planejaram o crime por mais de um ano. Outras 11 pessoas ficaram feridas, todas já tiveram alta.
 
Segundo informações iniciais da investigação, rastros deixados pelos dois assassinos em redes sociais, celulares e em suas casas permitiram que a polícia pudesse chegar ao homem que comercializou a arma e foi preso nesta quarta-feira. Ele é conhecido como Cabelo.
 
Ele será levado para o Instituto de Medicina Legal e para a delegacia da cidade, onde deverá prestar depoimento sobre o caso.
 
Investigação
 
Um adolescente foi apreendido em 13 de março e é considerado pela polícia um dos mentores intelectuais do massacre. Segundo o delegado Alexandre Dias, em coletiva de imprensa informou que o jovem colaborou para a realização do ato. “Foram apresentadas provas de conteúdo cibernético que indicava a participação desse menor na criação do delito. Há provas testemunhais. As investigações apontam que ele é mentor intelectual junto com outro assassino menor de idade.”
 
Para o delegado, “ele é mentor intelectual, comprou objetos, objetos que poderiam fazer ele participar daquele delito, participação dele com um dos autores na compra de outros objetos e na idealização de outros objetos.”
 
Vítimas
 
Após um convênio com a Defensoria Pública, o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) vai fazer a partir desta quinta-feira (11) perícias para avaliação integral dos danos sofridos pelas vítimas do massacre, segundo a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania.
 
 
O convênio prevê a realização de perícias médico-legais e psiquiátricas. Os laudos serão usados nos procedimentos extrajudiciais. O governo do Estado definiu os critérios para pagamento das indenizações e publicou um decreto sobre o assunto no último sábado (6).