Fotografo: MAURICIO BARBANT / ALMT
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Ao presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), relataram as dificuldades que vivem com a falta de segurança jurídica

Representados pela Associação Vale do Juinão, pequenos produtores rurais estiveram na Assembleia Legislativa, na última semana, para tratar sobre a ocupação da área de 2,2 mil hectares onde estão instaladas 133 famílias, em Juína. Juntos, unem forças para conseguir resolver o impasse de posse da terra que se arrasta por 13 anos, entre governo e proprietário.
 
Ao presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), relataram as dificuldades que vivem com a falta de segurança jurídica, onde muitos investiram e, hoje, o assentamento é produtivo e abastece o mercado interno. Pediram que o presidente interceda junto ao governo para que seja cumprido o decreto de desapropriação e posterior regularização, tranquilizando as famílias que temem ação de despejo.
 
Em atendimento a essas famílias, o presidente Botelho explicou que envidará esforços para resolver o impasse.“Vamos sugerir ao governo uma carta dizendo que assim que sair do estado de calamidade financeira seja possível fazer algum depósito e abrir uma negociação em cima disso. Essa é a nossa proposta. A regularização fundiária é um grande problema em Mato Grosso, principalmente nesses casos mais complicados porque entraram numa área particular e, agora, alguém tem que pagar por essa área. O estado tem que ter dinheiro para pagar e regularizar a situação”, esclareceu o presidente Botelho.
 
De acordo com o presidente da Associação Vale do Juinão, Sidney de Paula, a produção é pujante e a única forma de sustento das 133 famílias que produzem, dentre outros produtos, leite, frutas, verduras, frangos e café. “São chácaras, a área é muito importante às famílias que dependem dessa terra para sobreviver. Não têm pra onde ir, tudo que tinham antes investiram na terra. Se houver reintegração de posse, não terão pra onde ir”, alertou Sidney.
 
O vereador Geraldo Antônio Ferreira, o Geraldino, disse que o apoio dos deputados reascende as esperanças dos assentados.
 
“Pedimos ao presidente Botelho para que converse com o governador Mauro Mendes e peça pra olhar com carinho a situação das famílias desse assentamento e nos ajude a resolver essa questão efetuando o pagamento do decreto de desapropriação, para anexarmos ao processo judicial, que está em fase final. Essa é a nossa preocupação caso haja a reintegração de posse”, disse o vereador.