Fotografo: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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As organizações sem fins lucrativos brasileiras empregaram 2,3 milhões de pessoas em 2016

As organizações sem fins lucrativos brasileiras empregaram 2,3 milhões de pessoas em 2016, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
 
O levantamento considera que este foi o número de empregados nas 237 mil Fasfil (Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos) do país. Entre os locais considerados pela pesquisa estão hospitais, igrejas, universidades, fundações, entre outros. 
 
Em 2016, o país tinha 5,5 milhões de organizações ativas de todas as naturezas jurídicas cadastradas no Cempre (Cadastro Central de Empresas). Do total, 90% eram entidades empresariais, 9,5% entidades sem fins lucrativos e 0,5% órgãos de administração pública. A Fasfil é um subconjunto das instituições sem fins lucrativos. 
 
Segundo o IBGE, uma Fasfil (Fundações Privadas e Associações sem fins lucrativos) é a companhia que se encaixa em cinco critérios: ser privada, sem fins lucrativos, institucionalizadas, autoadministradas e voluntárias.
 
No Brasil, foram identificadas 526,8 mil entidades sem fins lucrativos cadastradas no Cempre. Deste total, 237 mil se enquadram nas características das Fasfil. 
 
O número de organizações caiu 16,5% de 2010 para 2016, quando havia 283,8 mil instituições no país. 
 
Perfil de emprego nas ONGs
 
A pesquisa aponta que cerca de 35,4% dos assalariados destas empresas possuem nível superior, proporção que é 2,5 vezes maior do que a observada em empresas formais brasileiras, mas inferior à registrada na administração pública (46,5%). 
 
O funcionário recebeu, em média, R$ 2.653,33, valor que equivale a dois e meio salários mínimos (R$ 998). 
 
As mulheres representam 66% do pessoal empregado nas instituições sem fins lucrativos. São a maioria dentro desses espaços e estão mais presentes em 17 dos 24 grupos analisados. Em alguns setores, como é o caso das áreas de hospitais (74,7%), educação infantil (89,9%), ensino fundamental (72,4%) e assistência social (72,7%), a participação fica acima da média. 
 
Do total, 1,3 milhão foram empregadas em instituições da região Sudeste. Este é o local com maiores participações, tanto em população (42,1%) como em Fasfil (48,3%). Em seguida, aparece a região Sul, com 14,3% e 22,2% respectivamente. 
 
A região Nordeste ocupou o terceiro lugar em número de instituições (18,8%),
embora esteja na segunda colocação em número de habitantes (27,4%). A região Centro-Oeste assumiu a quarta posição, com 6,8% das Fasfil, embora seja a regiãomenos populosa do País (7,6%). A região Norte apresentou a menor parcela de Fasfil (3,9%), mas é a quarta mais populosa, com 8,6% dos brasileiros.