Fotografo: CPB
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O poder da oração intercessória

Lição 4
18 a 24 de julho
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Ec 1-4
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5:16)
 
LEITURAS DA SEMANA: Ap 12:7-9; Ef 6:12; Hb 7:25; Ef 1:15-21; Dn 10:10-14; 1Jo 5:14-16
 
Os membros da igreja do Novo Testamento sentiam a necessidade de orar. “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At 4:31). Observe que os discípulos oraram. Eles ficaram cheios do Espírito Santo e depois anunciaram a Palavra de Deus com intrepidez e confiança.
 
Havia uma relação direta entre suas orações, o derramamento do Espírito Santo em plenitude e a proclamação poderosa da Palavra de Deus. “Os discípulos [...] não suplicaram essas bênçãos somente para si. Sentiam a responsabilidade que pesava sobre eles. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo e clamavam pelo poder que Cristo havia prometido” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 37).
 
Quando buscamos a Deus e intercedemos pelos outros, Deus atua em nosso coração a fim de nos atrair para Ele e nos dá sabedoria divina para alcançá-los para Seu reino (Tg 1:5). Ele também atua poderosamente na vida dessas pessoas, de maneiras que não podemos ver nem compreender plenamente, a fim de atraí-las a Si (1Jo 5:14-17).

Domingo, 19 de julho
Ano Bíblico: Ec 5-8
Uma luta cósmica
 
1. Compare Apocalipse 12:7-9, Efésios 6:12 e 2 Coríntios 10:4. Como essas passagens influenciam nossa compreensão da oração intercessória? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) Na oração, lutamos apenas contra as tentações da carne.
B.(  ) Batalhamos em oração contra as forças espirituais do mal, os principados e as potestades. Nossa luta não é contra carne nem sangue.
 
A Bíblia levanta o véu entre o mundo visível e o invisível. Há uma luta entre o bem e o mal, entre as forças da justiça e as forças das trevas, entre Cristo e Satanás. Nesse conflito cósmico, Deus respeita a liberdade humana. Ele jamais manipulará a vontade nem coagirá a consciência. Ele envia Seu Espírito Santo para convencer homens e mulheres da verdade divina (Jo 16:7, 8). Anjos celestiais entram na batalha para influenciar as pessoas para a eternidade (Hb 1:14). Deus também organiza acontecimentos providenciais na vida dessas pessoas para levá-las até Ele.
 
Porém, o Senhor não coage a consciência. A coerção é contrária ao reino de Deus. Ela é oposta ao princípio do amor, que é o fundamento de Seu governo. Nesse aspecto, a oração é muito importante. Embora Deus esteja fazendo tudo o que pode para alcançar as pessoas antes mesmo de orarmos, nossas orações liberam o imenso poder de Deus. Ele respeita nossa liberdade de escolha de orar por outras pessoas e, à luz do conflito entre o bem e o mal, quando oramos, Ele pode fazer mais do que se não orássemos.
 
Considere esta declaração com atenção: “Faz parte do plano de Deus nos conceder, em resposta à oração da fé, o que Ele não daria se não pedíssemos assim” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 525). Na guerra entre o bem e o mal, a oração faz a diferença. Quando oramos por alguém que não conhece a Cristo, a oração abre canais de bênção divina para fluir na vida dessas pessoas. Deus honra nossa escolha de orar por elas e atua ainda mais poderosamente em favor delas.
 
Ao tratarmos do assunto da oração intercessória, devemos humildemente reconhecer que não entendemos completamente a atuação de Deus, mas isso não deve impedir que participemos continuamente das bênçãos que a oração oferece a nós e aos outros.

Segunda-feira, 20 de julho
Ano Bíblico: Ec 9-12
Jesus: o poderoso Intercessor
 
2. Leia Lucas 3:21; 5:16; 9:18. O que esses textos revelam sobre a relação entre a vida de oração de Jesus e Sua efetividade no ministério?
 
A vida de Jesus foi de constante comunhão com Seu Pai. No momento de Seu batismo, quando teve início Seu ministério messiânico, Ele rogou pelo poder divino para cumprir o propósito do Céu. O Espírito Santo Lhe concedeu poder para fazer a vontade do Pai e realizar a tarefa que estava diante Dele. Na multiplicação de alimento para os cinco mil, na cura do leproso, na libertação dos endemoninhados e em qualquer outra situação, Jesus reconhecia que, na batalha entre o bem e o mal, a oração é uma poderosa arma para derrotar as forças do inferno. A oração é um meio determinado pelo Céu para reunir nossas incapacidades e fraquezas com o poder onipotente de Deus. É um meio de nos elevarmos em direção ao Senhor, que pode tocar o coração daqueles por quem oramos.
 
3. Leia Lucas 22:31-34 e Hebreus 7:25. Que garantia Jesus deu a Pedro a fim de prepará-lo para as tentações que ele enfrentaria no futuro breve? Que certeza Ele dá a cada um de nós quando enfrentamos tentações?
 
Os que ganham pecadores para Cristo são pessoas de oração. Jesus orou nominalmente por Pedro. Ele assegurou ao apóstolo que, no momento de sua maior tentação, Ele estaria orando por ele. Satanás conhecia o potencial de Pedro para o avanço do reino de Deus. Planejava fazer todo o possível para destruir a influência positiva desse discípulo de Jesus na igreja cristã. Mas em todas as suas tentações, Jesus estava orando por Pedro, e as orações do Mestre foram respondidas. Que realidade emocionante reconhecer que o Salvador também ora por nós. Ele nos convida a nos juntar a Ele nessa obra de oração intercessória e apresentar outros nominalmente diante de Seu trono.
 
Nossa persistência em orar certifica que reconhecemos nossa total e absoluta dependência de Deus para alcançar a pessoa por quem estamos orando.

 

Terça-feira, 21 de julho
Ano Bíblico: Ct 1-4
As orações intercessórias de Paulo
 
A oração intercessória é bíblica. Durante todo o seu ministério, Paulo orou pelos novos conversos nas igrejas que ele estabeleceu por meio de seu ministério evangelístico. Ele acreditava que algo acontecia quando ele orava, algo que não aconteceria se ele não orasse. Embora estivesse separado daqueles a quem amava, o apóstolo reconhecia que eles podiam estar unidos de coração quando orassem uns pelos outros.
 
4. Leia Efésios 1:15-21. Nas linhas a seguir, liste os diferentes pedidos que Paulo fez a Deus em favor dos efésios:
 
A oração de Paulo pelos cristãos efésios é notável. Ele orou para que Deus lhes desse sabedoria e discernimento espiritual, que iluminasse a mente deles com a verdade e lhes desse a esperança da vida eterna. Ele também orou para que experimentassem a poderosa atuação do poder de Deus. O Senhor é tão poderoso, tão forte, que ressuscitou Jesus dentre os mortos, um evento que estabeleceu o fundamento de sua esperança de vida eterna Nele. A oração de Paulo termina lembrando os efésios das riquezas da glória de Cristo e Sua herança. Os efésios devem ter ficado muito animados, sabendo que Paulo estava orando por eles e conhecendo os pontos sobre os quais ele estava orando.
 
5. Leia Filipenses 1:3-11 e observe o tom da oração de Paulo. Se você fosse membro da igreja de Filipos e recebesse uma carta como essa, compartilhando não apenas o fato de que Paulo estava orando por você, mas também o conteúdo de sua oração, como você se sentiria e por quê? Quais promessas e advertências encontramos em suas palavras?
 
Essas palavras são algumas das mais inspiradoras e encorajadoras da Bíblia. Elas estão repletas de promessas, bem como de apelos para que sejamos preenchidos com o amor, o conhecimento e o discernimento que vêm do conhecimento de Jesus, a fim de que possamos ser tudo o que Deus deseja que sejamos Nele.

Quarta-feira, 22 de julho
Ano Bíblico: Ct 5-8
Poderes invisíveis em atuação
 
A oração intercessória é uma arma poderosa na batalha entre o bem e o mal, chamada de “grande conflito”. Uma das revelações mais claras dessa luta está em Daniel 10.
 
Você deve se lembrar de que o profeta Jeremias havia predito que os judeus ficariam em cativeiro babilônico por 70 anos. Ao fim da vida de Daniel, esse período estava terminando. Em 539 a.C., Babilônia foi conquistada pelos medos e persas. Então, uma parte do povo retornou para Jerusalém.
 
No entanto, o profeta estava preocupado com a oposição severa que os judeus estavam sofrendo em relação à reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém. Daniel jejuou e orou por três semanas. Ele intercedeu fervorosamente por seu povo. No final desse período, um glorioso ser angelical apareceu a ele.
 
6. Leia Daniel 10:10-14. Quando as orações de Daniel foram ouvidas e o que temporariamente retardou a resposta divina? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) Depois de vinte e um dias. O príncipe da Pérsia atrasou a intervenção do anjo.
B.(  ) Depois de três meses. A resposta foi retardada por causa do príncipe grego.
 
Quem era o príncipe do reino da Pérsia? Certamente não era Ciro, o rei do Império Persa. É mais provável que a expressão “o príncipe do reino da Pérsia” represente Satanás. Jesus o chamou de “príncipe do mundo” (Jo 12:31; 14:30). Paulo o chamou de “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2:2). Se o príncipe da Pérsia representa Satanás, quem é Miguel? O termo Miguel é usado cinco vezes na Bíblia (Ap 12:7; Jd 9; Dn 10:13, 21; 12:1). Um estudo dessas passagens revela que Miguel (que significa “Quem é como Deus”) é outro termo para descrever Jesus como o Comandante de todos os anjos em combate direto contra Satanás. Cristo é o eterno Filho de Deus, preexistente, onipotente e divino. Uma de Suas funções como Comandante dos anjos é derrotar e finalmente destruir Satanás.
 
Daniel 10 revela essa luta entre o bem e o mal. Enquanto Daniel orava, Miguel, o Todo-Poderoso Jesus, desceu do Céu para derrotar as forças do inferno. Embora às vezes não vejamos, Cristo atua para responder também às nossas orações de intercessão. Ele é um Salvador poderoso. Nenhuma de nossas orações passa despercebida.

Quinta-feira, 23 de julho
Ano Bíblico: Is 1-4
O foco da oração
 
Em toda a Bíblia, há uma ênfase na especificidade da oração, que não é um vago desejo do coração. Apresentamos a Deus pedidos específicos. Jesus orou especificamente por Seus discípulos. O apóstolo Paulo orou especificamente pelos cristãos efésios, filipenses e colossenses e por seus jovens colegas, como Timóteo, Tito e João Marcos.
 
7. Leia 1 Samuel 12:22-24 e Jó 16:21. O que essas duas passagens têm em comum? O que elas revelam sobre a oração intercessória? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) A grande necessidade da oração intercessória e súplica em favor do homem.
B.(  ) A oração intercessória é dispensável.
 
Tanto Samuel quanto Jó enfatizaram a necessidade de intercessão fervorosa, sincera e específica. As palavras de Samuel são bastante fortes: “Quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o Senhor, deixando de orar por vós” (1Sm 12:23). Quase ouvimos o eco da oração de Samuel nas palavras de Jó: “Se alguém pudesse contender com Deus pelo homem, como o filho do homem pelo seu amigo!” (Jó 16:21, ARC). Suplicar a Deus por homens e mulheres que não conhecem a Cristo é a nossa obra.
 
8. Leia 1 João 5:14-16. O que acontece quando intercedemos pelos outros? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) Deus salva a vida das pessoas por quem oramos.
B. (  ) Deus força o coração das pessoas por quem oramos.
 
Quando oramos pelos outros, tornamo-nos um canal da bênção de Deus para eles. Ele derrama o rio da água da vida do trono do Céu através de nós para essas pessoas. O exército de Satanás treme ao som de uma fervorosa intercessão. Ellen G. White descreveu o poder da oração com estas palavras: “Satanás não suporta que se apele para seu poderoso Rival, pois teme e treme diante de Sua força e majestade. Ao som da fervorosa oração todo o exército de Satanás treme” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 346). A oração nos conecta com a Fonte do poder divino na luta por homens e mulheres perdidos.

 Sexta-feira, 24 de julho
Ano Bíblico: Is 5-7
Estudo adicional
 
Textos de Ellen G. White: Caminho a Cristo, p. 93-104 (“O Privilégio de Falar com Deus”); Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 18-24 (“Trabalho Para os Membros da Igreja”).
 
Quando oramos pelos outros, Deus honra nosso compromisso com Ele e nossa dependência de Seu poder, empregando todos os recursos do Céu para transformar a vida de pessoas. À medida que nossas orações sobem ao Seu trono, seres angelicais entram em ação sob Seu comando. “Anjos ministradores aguardam ao pé do trono para obedecer instantaneamente ao mando de Jesus Cristo no responder a toda oração feita em sinceridade, com fé viva” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 377). Nenhuma oração é perdida nem esquecida por Deus. Cada prece é guardada no Céu para ser respondida no momento e no lugar que Ele sabe serem os melhores. “A oração da fé nunca se perde; mas dizer que será sempre atendida do modo exato e de acordo com aquilo que esperamos especificamente é presunção” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 231). Que incentivo isso nos dá ao interceder pelo nosso cônjuge que não conhece a Cristo ou por nossos filhos e filhas, parentes, amigos e colegas de trabalho! Nenhuma oração sincera é perdida. Nem sempre vemos respostas nas pessoas pelas quais oramos, mas Deus move o coração delas de maneiras que saberemos somente na eternidade.
 
Perguntas para consideração
 
1. Leia Filipenses 1:19; Colossenses 4:2, 3; e 2 Tessalonicenses 3:1, 2. Durante sua prisão, que certeza Paulo teve por causa das orações dos filipenses? Pelo que ele pediu aos colossenses e tessalonicenses que orassem em seu favor? Qual é a relação entre essas solicitações por oração intercessória e a conquista de pessoas para Cristo?
 
2. O grande conflito forma a grande narrativa por trás do mundo em que vivemos. Seu conhecimento sobre esse conflito o ajuda a perceber a importância da oração? Jesus venceu a guerra, e Seu lado vencerá no fim. Mas, enquanto isso, por que é importante orar e fazer o que podemos para permanecer fiéis e trabalhar pela salvação de pessoas?
 
3. Quais são alguns obstáculos para uma vida mais eficaz de oração intercessória? Quais desculpas você usa para deixar de orar mais por outras pessoas que precisam?
 
Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. Jesus orava muito e, nessa relação de dependência do Pai mediante a oração, conseguiu ter um ministério bem-sucedido. A oração era Sua comunicação direta com o Todo-Poderoso.
3. Jesus garantiu a Pedro que intercederia para que a fé dele não desfalecesse. Ele intercederá por nós. 4. Paulo pediu que Deus concedesse aos efésios espírito de sabedoria e de revelação de Seu pleno conhecimento; rogou que os olhos do coração deles fossem iluminados a fim de que eles soubessem qual era a esperança de seu chamado, a riqueza da glória da sua herança nos santos e a grandeza do poder de Deus. 5. Comente com a classe. 6. A. 7. A. 8. V; F.