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Várzea Grande(DF), Domingo, 29 de Novembro de 2020 - 19:31
31/12/2019 as 10:30:42 | Por G1 | 632
Número de animais resgatados de queimadas bate recorde em Mato Grosso
Só em 2019, mais de mil animais silvestres foram resgatados em zonas urbanas do estado
Fotografo: G1
Onça resgatada

No Brasil, o número de animais resgatados por causa das queimadas bateu recorde em Mato Grosso. O estado foi o que mais sofreu com o fogo em 2019.
 
Imagine estar lavando louça e encontrar uma onça parda embaixo da pia. Ela foi resgatada numa casa em Cáceres, no Sudoeste do estado. Em Cuiabá, o cachorro do agente de vendas Paulo Rodrigues da Silva foi morto por um tamanduá, que entrou no quintal.
 
“Tentei salvar, mas não teve jeito”, disse ele.
 
Só em 2019, mais de mil animais silvestres foram resgatados em zonas urbanas de Mato Grosso. É o maior número desde o 2013, quando o Batalhão Florestal da Polícia Militar começou a fazer o levantamento. Segundo o batalhão, esse crescimento acompanha o avanço das queimadas nos últimos seis anos no estado. Em 2013 foram registrados 18.498 focos pelo Inpe. Esse número subiu até 2017, teve uma queda em 2018, mas voltou a avançar, chegando a mais de 31 mil em 2019.
 
Entre os animais resgatados, aves, serpentes e felinos, a maioria filhote.
 
“Quando as pessoas invadem as áreas de preservação permanentes, as matas, os animais saem das suas casas e invadem a área urbana”, explica o subtenente da PM Juraci Vaz de Medeiros Júnior, biólogo do Batalhão Ambiental.
 
E nem sempre esse contato com homem é pacífico. Em novembro, três onças pintadas foram mortas em Cocalinho, na região do Araguaia. O abate é um crime ambiental e um suspeito foi identificado.
 
Dois filhotes de onça parda foram resgatados na margem de uma rodovia. Eles estão no local há quatro meses. A polícia acredita que a mãe morreu atropelada. Nessa situação, ainda mais com um filhote, é muito difícil reintroduzir esse animal no meio ambiente. Eles não conseguem se alimentar sozinhos ou são encontrados muito machucados.
 
Quando sobrevive, a maioria passa a viver em cativeiro ou em locais de apoio, como reservas particulares. O pesquisador de ciências naturais Romildo Gonçalves, biólogo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que a legislação ambiental brasileira é moderna, mas que precisa ser aplicada de maneira efetiva e também defende a prevenção.
 
“Nós temos que fazer projetos, a educação ambiental, a formação de profissionais, a capacitação de profissionais, de bombeiros e brigadistas, palestras, seminários, fabricação de materiais didáticos. Tem que começar em janeiro, porque não resolve o problema quando chegar no mês de julho e o fogo estiver instalado. Nós temos que fazer a prevenção, prevenção é a palavra-chave”. (G1)




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