Fotografo: Jorge Salgado/Reuters
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Frequentadores do shopping saem com as mãos ao alto depois de um tiroteio em El Paso, no Texas, neste sábado (3).

O número de mortos em ataques nos Estados Unidos aumentou para 31 nesta segunda-feira (5) depois que duas mortes foram anunciadas em El Paso, no Texas. Agora, são 22 vítimas fatais do ataque de sábado (3) em um supermercado na cidade.
 
No domingo (4), menos de 24 horas depois do primeiro ataque, outro criminoso abriu fogo em um bar em Dayton, no estado de Ohio. Nove pessoas morreram.
 
Nesta segunda (5), o prefeito de El Paso, no Texas, anunciou que o presidente americano, Donald Trump, irá à cidade na quarta-feira (7).
 
Imagens divulgadas pela polícia mostram o momento em que policiais atiram no assassino.
 
Além dos mortos, há 24 feridos em El Paso. Em Dayton, o balanço é de 32 feridos –14 deles, por arma de fogo. Dessas vítimas, 11 ainda estão hospitalizadas.
 
Atirador do Texas está preso
O homem que abriu fogo no Texas foi detido. A promotoria de El Paso afirma que vai pedir que ele seja condenado com pena de morte.
 
Segundo a polícia, o suspeito se entregou ao ser visto pelos agentes.
 
Ele é investigado por mensagens racistas postadas nas redes sociais antes do ataque.
 
O promotor federal John Bash disse no domingo (4) que trabalha com as autoridades locais e que o suspeito pode ser acusado de crime de ódio.
 
Assassino de Ohio foi morto antes de entrar em bar
A polícia de Dayton conseguiu impedir o assassino de entrar em um bar.
 
"Se ele tivesse entrado no bar com aquele tipo de arma, teríamos uma catástrofe", disse o chefe de polícia de Dayton, Richard Biehl.
 
A irmã do criminoso está entre as nove vítimas, de acordo com Biehl.
 
Trump atacou supremacismo branco
O presidente Donald Trump pediu nesta segunda-feira (5) para que os congressistas dos Estados Unidos aprovem leis que exijam que haja uma checagem de antecedentes para a compra de armas, e disse que os EUA precisam derrotar o supremacismo branco.
 
 
Além disso, pediu que as autoridades investiguem mais os "cantos escuros" da internet. "Precisamos reconhecer que a internet deu espaço para a radicalização."
 
O presidente dos EUA também disse que pediu ao Departamento de Justiça para que escreva um projeto de lei para que autores de assassinatos em massa sejam condenados à pena de morte.