Fotografo: CPB
...
Momentos difíceis

Lição 10
01 a 07 de junho
 
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jó 1, 2
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o Sol sobre a vossa ira” (Ef 4:26).
 
LEITURAS DA SEMANA: Mt 7:5, 12; Ef 1:7; 4:26, 27; Fp 2:4-8; Tg 1:19, 20; Cl 3:19
 
Até o melhor dos lares enfrenta momentos de luta e de conflito. Esse é apenas um dos fatos da vida em um mundo caído. Coisas simples, como quem deve recolher o lixo da casa e descartá-lo; se os filhos terminaram a lição de casa; ou se eles realizaram suas tarefas domésticas, são questões incômodas, mas relativamente menos importantes, e geralmente podem ser resolvidas com o mínimo de transtorno. Entretanto, outras questões ameaçam desestabilizar a vida familiar. A sogra cujo abuso e manipulação ameaçam destruir o casamento e a saúde de uma mulher; o pai com doença mental que abusa de seus filhos; o filho que abandona toda a sua formação religiosa para se entregar a um estilo de vida promíscuo; ou a filha que se torna dependente de drogas.
 
Repetidamente, no Novo Testamento, somos ordenados a amar uns aos outros (Jo 13:34; Rm 12:10), a viver em paz e harmonia uns com os outros (Rm 15:5; Hb 12:14), a ser pacientes, bondosos e compassivos (1Co 13:4), a considerar os outros superiores a nós mesmos (Fp 2:3), a perdoar as pessoas e a suportar os fardos uns dos outros (Ef 4:2; Gl 6:2). Evidentemente, é mais fácil dizer do que fazer tudo isso, mesmo com nossos familiares. Nesta lição, examinaremos algumas maneiras de abrandar os momentos difíceis, especialmente na família.
 

 

Domingo, 02 de junho
Ano Bíblico: Jó 3–5
Conflito
 
 
1. Leia Mateus 7:5 e Provérbios 19:11. Quais são os dois princípios importantes que ajudam a evitar conflitos com outras pessoas?
 
O escritor de Provérbios fez uma observação muito perspicaz: “Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas” (Pv 17:14). Uma vez iniciado, um conflito pode se tornar incrivelmente difícil de ser encerrado. De acordo com Romanos 14:19, podemos evitar o conflito ao seguir [ou perseguir] duas atitudes: a que leva à paz e aquela que edifica os outros. Esses princípios não são ainda mais cruciais para a harmonia na família?
 
Às vezes, admitir nossa responsabilidade em um conflito faz com que a outra pessoa se acalme. Recue e pense se vale a pena travar essa batalha. O sábio afirmou: “A sabedoria do homem lhe dá paciência; sua glória é ignorar as ofensas” (Pv 19:11, NVI). Ao mesmo tempo, considere que diferença isso fará em sua vida daqui a três dias. Melhor ainda, qual impacto terá em cinco ou dez anos? Quantos casamentos, por exemplo, tiveram momentos difíceis devido a questões que hoje parecem triviais?
 
Em vez de deixarmos o conflito se arrastar por um longo período, ao falarmos com a outra pessoa, seja ela o cônjuge, um filho, um amigo ou colega de trabalho, devemos definir claramente o problema ou o ponto da discussão e permanecer no assunto imediato. O conflito geralmente piora quando a questão que deu início a ele é perdida de vista em meio às palavras iradas; enquanto isso, problemas ou mágoas do passado são resgatados (isso pode ser mortal, especialmente para o casamento). Um modo de começar melhor e mais brandamente a discussão é reafirmar o relacionamento. Faça com que a outra pessoa saiba que você se importa profundamente com ela e com o relacionamento. Depois de ter declarado seus sentimentos positivos, passe a falar do assunto em questão; no entanto, tenha cuidado para não usar a palavra “mas”. Declarar um pensamento positivo e, em seguida, dizer “mas” é uma negação do que acabamos de afirmar. Uma vez que você compartilhar seus sentimentos, ouça a perspectiva da outra pessoa, reflita sobre o que ela disse e só então proponha uma solução que seja melhor para todos (Fp 2:4, 5).
 

 

Segunda-feira, 03 de junho
Ano Bíblico: Jó 6, 7
Alguns princípios para o casamento
 
 
Assim como o sábado, o casamento é um dom de Deus para a humanidade que remonta ao Éden. E, como adventistas do sétimo dia, sabemos o que o inimigo fez e continua fazendo tanto com o sábado quanto com o casamento. Às vezes, até os melhores casamentos sofrem devido aos conflitos.
 
A seguir estão alguns princípios que ajudam os casais a lidar com esses problemas.
 
2. De acordo com Efésios 1:7, qual princípio fundamental deve fazer parte de todo casamento? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) A redenção, que traz o perdão dos pecados e a restauração dos relacionamentos com Deus e com os outros.
 
B. (  ) O ciúme e a certeza de que a nossa opinião é melhor do que as ideias dos outros.
 
Devemos perdoar, especialmente quando nosso cônjuge não merece nosso perdão. Qualquer um é capaz de perdoar a pessoa que, de alguma forma, faz algo para merecer o perdão. Na verdade, isso não é o perdão no sentido mais pleno. O verdadeiro perdão ocorre quando perdoamos aqueles que não o merecem, como o Senhor nos perdoa mediante Cristo. Devemos fazer a mesma coisa. Caso contrário, nosso casamento, se sobreviver (o que não é provável), parecerá um “purgatório”.
 
3. Qual princípio fundamental encontramos também em Romanos 3:23? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Devemos buscar sempre os nossos interesses.
 
B. (  ) Todos somos pecadores e carecemos da glória de Deus.
 
Devemos aceitar que somos casados com um(a) pecador(a), com um ser que sofreu, em certa medida, danos emocionais, físicos e espirituais. Devemos nos acostumar com isso. Aceite as falhas do seu cônjuge. Lide com essa realidade com muita oração. Você pode ter que conviver com essas falhas, mas não precisa ficar obcecado por elas. Se fizer isso, elas o comerão vivo. Um Deus santo e perfeito, mediante Cristo, nos aceita como somos. Nós, que não somos santos nem perfeitos, devemos fazer o mesmo com nosso cônjuge.
 

 

Terça-feira, 04 de junho
Ano Bíblico: Jó 8–10
A função da ira no conflito
 
 
Quem já não ficou irado em algum momento? Quando essa ira é direcionada a um membro da família, ela se torna ainda mais difícil. Além da recusa em perdoar, a ira pode se transformar em um veneno que causa grande dor e sofrimento no lar, na família e nos relacionamentos em geral.
 
4. Leia Efésios 4:26, 27 e Eclesiastes 7:9. Como podemos equilibrar nossa compreensão da ira como uma emoção e também como um pecado? Qual é a diferença?
 
5. Segundo Tiago 1:19, 20, como devemos agir, especialmente quando lidamos com membros da família cujas ações, atitudes e palavras nos irritam? Complete as lacunas:
 
“Todo homem, pois, seja pronto para ________, tardio para _______, tardio para se irar. Porque a _______ do homem não produz a justiça de Deus” (Tg 1:19, 20).
 
Se você está irado com alguma coisa, em vez de deixar essa ira pairar como uma nuvem negra sobre sua vida, transforme-a em algo positivo. Ore por aqueles que o ferem e o maltratam, perdoe-os e se torne uma bênção para eles. Provavelmente não será fácil no início, mas quando você tomar a decisão e a mantiver, Deus cuidará do restante.
 
Às vezes, a origem da ira está no lar em que crescemos. Pessoas iradas muitas vezes vêm de famílias iradas, pois aprendem a partir de seus modelos e seguem o mesmo comportamento em sua vida, consequentemente transmitindo-o a seus filhos. Às vezes, a ira é o resultado de necessidades não satisfeitas ou de inveja, como foi o caso de Caim, o que o levou a assassinar seu irmão.
 
Você pode ter um bom motivo para ficar irado, mas não use isso como desculpa para continuar assim. Não negue a sua ira nem tente justificá-­­la. Em vez disso, peça a ajuda de Deus para lidar com ela de maneira positiva. O apóstolo Paulo deu bons conselhos: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12:21).
 

 

Quarta-feira, 05 de junho
Ano Bíblico: Jó 11–14
Conflito, abuso, poder e controle
 
 
Às vezes, o conflito e a ira não resolvidos podem se transformar em uma dinâmica muito negativa e destrutiva, fazendo com que um relacionamento se torne até mesmo abusivo. O abuso pode assumir diversas formas: física, verbal, emocional, psicológica, sexual, etc. Mas toda forma de abuso é contrária ao princípio central do reino de Deus: o amor abnegado.
 
6. Quais ensinamentos fundamentais sobre relacionamentos encontramos em 1 João 4:7, 8 e Colossenses 3:19?
 
“Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura” (Cl 3:19). No texto grego, a palavra “amargura” se refere a alguém que está irado ou que trata com amargura o parceiro, causando dor constante, hostilidade intensa e expressões de ódio contra o outro. Paulo foi muito claro ao dizer que o cônjuge não deve ser hostil nem violento. O abuso emocional, sexual e físico não é um comportamento aceitável para um marido cristão. Em vez disso, aceitável é amar o cônjuge. Paulo também deixou claro que o amor é paciente e bondoso, não é ciumento, não se vangloria, não é orgulhoso, rude, egoísta, nem se irrita facilmente; não guarda rancor, não se alegra com o mal, mas com a verdade. O amor sempre protege, confia, espera e persevera. Nenhum dos atributos do amor tolera o abuso, nem mesmo remotamente, e não o aceita de nenhuma forma e em nenhum aspecto.
 
Um relacionamento saudável é aquele em que ambos os cônjuges se sentem protegidos e seguros, em que a ira é controlada de maneira saudável e em que a norma é servir um ao outro. Muitas vezes, as vítimas de abuso se sentem culpadas, como se fossem responsáveis por provocar aquele que abusa, ou sentem que, de alguma forma, merecem o abuso que recebem. O abusador pode ser bastante controlador e, muitas vezes, habilidoso em fazer com que suas vítimas se sintam responsáveis. A verdade é que ninguém merece ser abusado, e o abusador é responsável por suas próprias escolhas e ações. A boa notícia é que a Bíblia oferece conforto às vítimas e não as culpa. Nas situações em que o problema se torna incontrolável não devemos ter medo de procurar ajuda externa.
 

 

Quinta-feira, 06 de junho
Ano Bíblico: Jó 15–17
Perdão e paz
 
 
7. “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”(Mt 7:12). Pense na necessidade de aplicar esse princípio e, nas linhas abaixo, escreva em quais situações da sua vida essa aplicação é necessária.
 
O escritor de Hebreus aconselhou: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14). Mesmo quando tomamos todas as medidas necessárias, algumas pessoas que nos feriram não ouvirão nem mudarão. Talvez algumas apresentem um pedido de desculpas, mas outras não. De qualquer maneira, a jornada do perdão mencionada anteriormente, especialmente quando se trata de um membro da família, é para o nosso bem.
 
Na verdade, o perdão é essencial na resolução de conflitos, especialmente na família. Quando alguém peca contra nós, o inimigo de Deus gosta de erguer um muro entre nós e essa pessoa, um obstáculo que nos impede de amá-la como Cristo nos amou. O perdão é uma escolha que fazemos para contornar esse obstáculo.
 
“Não somos perdoados porque perdoamos, porém, como perdoamos. A base de todo perdão acha-se no imerecido amor de Deus; mas, por nossa atitude para com os outros denotamos se nos apropriamos desse amor. Por isso Cristo diz: ‘Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós’” (Mt 7:2; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 251).
 
Ao mesmo tempo, quando somos os culpados, precisamos tentar restaurar o relacionamento rompido, o que envolve ir até a outra pessoa, dizer a ela que nos arrependemos do que fizemos e pedir o seu perdão. Isso é o que Jesus disse: “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt 5:23, 24). É bom quando alguém que nos machucou nos pede perdão. Da mesma forma, é bom dispensar aos outros o mesmo tratamento.
 

 

Sexta-feira, 07 de junho
Ano Bíblico: Jó 18, 19
Estudo adicional
 
 
“Muitas vezes os pais não estão unidos no governo da família. O pai, que está com os filhos apenas pouco tempo e ignora suas peculiaridades de disposição e temperamento, é ríspido e severo. Não controla o temperamento, mas corrige com ira. A criança sabe disso, e em vez de submeter-se, o castigo enche-a de ira. A mãe permite que a falta passe uma vez sem repreensão quando de outra vez puniu duramente. As crianças nunca sabem o que esperar e são tentadas a ver até onde podem transgredir impunemente. Assim semeiam-se sementes do mal que germinarão e darão fruto” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 314 e 315).
 
“O lar deve ser o centro do amor mais puro e da mais elevada afeição. Paz, harmonia, afeição e felicidade devem ser perseverantemente acalentadas cada dia, até que essas preciosas virtudes habitem no coração dos que compõem a família. A planta do amor deve ser cuidadosamente alimentada; caso contrário morrerá. Todo bom princípio deve ser cultivado se quisermos que ele floresça no coração. O que Satanás planta no coração, ruins suspeitas, inveja, ciúmes, maledicência, impaciência, preconceito, egoísmo e cobiça, deve ser desarraigado. Se for permitido que essas más qualidades permaneçam no coração, produzirão frutos pelos quais muitos serão corrompidos. Oh, quantos cultivam as venenosas plantas que matam os preciosos frutos do amor e pervertem o caráter!” (p. 195, 196).
 
Perguntas para discussão
 
1. Leia esta citação de um artigo sobre casamento. “Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4:15). Assim como Cristo Se colocou em nosso lugar, a fim de Se identificar melhor conosco, devemos fazer o mesmo com nosso cônjuge. Visualize toda situação ou crise não apenas da sua perspectiva, mas do ponto de vista dele. Veja como ele enxerga a situação e por que ele se sente assim. Esse princípio ameniza dificuldades. Como aplicar esse princípio a todas as áreas de potencial conflito com outras pessoas?
 
2. Pergunte à classe: “A ira é sempre um pecado?” Ouça a opinião dos alunos.
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. Devemos primeiramente olhar para os nossos erros, depois para o erro dos outros. Devemos também ter paciência.
 
2. V; F.
 
3. B.
 
4. A ira é uma emoção humana e não é pecado. Ela se torna pecado quando agimos de acordo com nossa ira e destruímos as pessoas e os relacionamentos.
 
5. Ouvir – a falar – ira.
 
6. Quem não ama não conhece a Deus; o marido deve amar sua esposa e tratá-la bem. 7. Peça que os alunos contem experiências em que não foram tratados de acordo com esse princípio e ocasiões em que deixaram de praticar essa regra. Desafie a classe a tomar uma decisão em relação a esse ponto.