Fotografo: Da Assessoria
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O médico Dr José Carlos (do MT Consultas) em Várzea Grande

 
 
 
Quanto mais a Polícia Federal, a Justiça juntamente com o Ministério Público, trabalham, intensificam operações arrojadas no combate aos criminosos, mais notamos que os órgãos de controle precisam trabalhar para que o setor público, em especial o da saúde pública possa ser moralizada.
 
Conversando com o médico Dr José Carlos (do MT Consultas) em Várzea Grande, por ter trazido para a cidade um novo modelo de como fazer medicina popular, que de certo ponto, tem atraído às atenções da população da cidade, ele disse que, “Atualmente temos acompanhado pela mídia grandes e pequenas operações policiais que tentam desmontar quadrilhas,  que cada vez mais se especializam na pratica de atos criminosos e corruptos, a ponto de esvaziam os cofres até da saúde pública e consequentemente provocando o triste estado de falência da saúde no estado, em quanto a população precisa de recursos em dobro para o poder público salvar vidas, criminosos desviam recursos”, disse o jovem e polêmico médico.
 
“São inúmeros os escândalos noticiados pela imprensa todos os dias no país, os valores sempre são astronômicos que deveriam ser usados para salvar vidas nos corredores dos hospitais, das policlínicas, dos postos de saúdes, e na verdade são usados para o luxo de gestores públicos e de maus empresários”, critica.
 
“É triste ver as nossas Unidades de Saúde sem médicos, com falta de medicamentos essenciais, a espera de meses para se realizar uma simples ultrassonografia e pacientes que, às vezes vão a óbito pela falta de diagnóstico e o retardamento do início do tratamento.  Situação não diferente, daqueles vividas por nós profissionais área de medicina, pela simples falta de condições técnicas é física para exercermos a nossa profissão com dignidade, com responsabilidade e até mesmo com mais resultado, pois os recursos somem misteriosamente”, explica.
 
A corrupção provoca na verdade o caos na saúde pública não tendo como não questionar a falta de leitos. O Brasil tem 2,3 leitos por mil habitantes enquanto o recomendado pela OMS - Organização Mundial da Saúde é de 3 a 5 leitos. Já o déficit em UTI neonatal é 3,3 mil. 
 
 
“É triste ver as nossas Unidades 
de Saúde sem médicos, com falta 
de medicamentos essenciais".
Disse o doutor José Carlos
 
 
A média de leitos no Brasil é de 2,9 enquanto o recomendado é de 4 leitos e no Sistema Único de Saúde não tem passado de 1,5 leitos. 
 
O dinheiro não é pouco
 
“Enquanto o Ministério da Saúde consome bilhões do orçamento federal na mesma escala milionária, parecem estar os desvios na área. 
 
São inúmeros os casos detectados de malversação de dinheiro público, as fraudes mais corriqueiras ganham destaque, e os superfaturamentos de medicamentos e equipamentos médicos, nas licitações direcionadas para beneficiar interessados diversos, maquiagem na prestação de contas e cobranças de serviços indevidos e que na maioria das vezes se quer foram prestados. 
 
É preciso que a Polícia Federal criem um departamento especializado para monitorar a saúde pública”, critica e sugere.
 
As parcerias entre gestores e agentes públicos e as Oscips, empresas públicos e empresários acabam se tornado verdadeiras organizações criminosas especializadas em fraudar e desviar recursos que na verdade deveriam estar sendo aplicados para salvar vidas.
 
Licitação
 
A licitação é sem dúvida a menina dos olhos dessas organizações criminosas que, de com acordo com gestores e agentes públicos corruptos direcionam e superfaturam valores com o intuito de levarem vantagens financeiras.
 
“É preciso que, a Polícia Federal, a Justiça e o Ministério Público Federal intensifiquem com ‘mão-de-ferro’ outras operações de investigações destes gestores ligados a saúde pública, desta forma podemos ter um melhor espelho da realidade para onde estão indo os recursos da nossa saúde pública”, concluiu o médico doutor José Carlos.