Fotografo: EFE/ Diego Azubel
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As autoridades da Tailândia ordenaram nesta quarta-feira (30) o fechamento de 437 escolas

As autoridades da Tailândia ordenaram nesta quarta-feira (30) o fechamento de 437 escolas de Bangcoc diante do agravamento da poluição atmosférica que há semanas afeta a cidade. O governador de Bangcoc, Asawin Kwanmuang, disse em entrevista coletiva que a ordem de fechamento é de efeito imediato e que durará até sexta-feira (2).
 
"Talvez não seja uma maneira efetiva 100%, mas permite diminuir os efeitos nas crianças. O melhor é fechar as escolas e assim os pais não têm que levá-los à escola de carro", afirmou o governador. Bangcoc está há dias coberta por um espesso nevoeiro tóxico e se situa hoje como a oitava cidade mais poluída do mundo com um nível médio de 171 pontos no índice de qualidade do ar (ICA), segundo a Air Visual, empresa que mede a poluição do ar no mundo todo.
 
O departamento de Controle de Poluição do governo tailandês qualificava como "insalubre" a qualidade do ar em dez estações da cidade e como "muito insalubre" em outra. Nesta última, o índice de qualidade do ar chegou ao meio-dia aos 207 pontos, em uma escala na qual a qualidade satisfatória se situa abaixo dos 50 pontos.
 
Os níveis de PM2,5 (partículas de 2,5 microns ou menos de diâmetro) subiram para 97 microgramas por metros cúbicos (µg/m3), mais do que o dobro do que o recomendável pelas autoridades tailandesas.
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) desaconselha a exposição durante mais de 24 horas concentrações superiores a 25 µg/m3 deste tipo de partículas diante do risco de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer. A estação seca (entre outubro e abril) aguça a severidade da nuvem tóxica que as autoridades atribuem ao intenso tráfego, à construção, à atividade industrial e aos incêndios provocados pelo setor agrícola.
 
As autoridades enfrentam crescentes críticas por sua gestão da poluição que tentaram combater com sistemas de duvidosa eficácia como o borrifamento do ar com canhões de água. O Ministério da Saúde Pública pediu, além disso, à população para queimar varinhas de incenso mais curtas e a evitar a queima de oferendas de papel durante a celebração do Novo Ano Chinês em 5 de fevereiro.