Fotografo: CPB
...
Antes de ser expulso do Céu, Satanás atuou ali para enganar os anjos

 
 
 
Sábado à tarde
 
Ano Bíblico: Ne 5–8
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12:9).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ap 2:13, 24; 2Co 11:13-15; Sl 146:4; Gn 1–2:3; Ap 13:1-17
 
Antes de ser expulso do Céu, Satanás atuou ali para enganar os anjos. “Deixando seu lugar na presença imediata de Deus, saiu a difundir o espírito de descontentamento entre os anjos. Operando em misterioso segredo, e escondendo durante algum tempo seu intuito real sob o disfarce de reverência a Deus, esforçou-se por suscitar o desgosto em relação às leis que governavam os seres celestiais, insinuando que elas impunham uma restrição desnecessária” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 495).
 
No Éden, ele se disfarçou de uma serpente e utilizou artifícios contra Eva. Como ele fez ao longo da história, até hoje, Satanás usará o engano mesmo após o milênio (Ap 20:8) na tentativa de alcançar seus objetivos.
 
Infelizmente, ele é muito mais inteligente, poderoso e astuto do que nós e, por isso, precisamos nos apegar a Jesus e à Sua Palavra, a fim de nos protegermos de suas artimanhas. “Porém vós que permanecestes fiéis ao Senhor, vosso Deus, todos, hoje, estais vivos” (Dt 4:4). O princípio adotado nesse verso evidentemente ainda é válido hoje.
 
Nesta semana, examinaremos alguns dos enganos mais eficazes do diabo e como podemos nos proteger deles.
 

 

 
Domingo, 27 de maio
O principal engano
Ano Bíblico: Ne 9–11
 
 
A primeira lição deste trimestre falou sobre o “conflito cósmico”, que, infelizmente, extrapolou o Céu e chegou à Terra.
 
O problema, porém, é que muitas pessoas, incluindo alguns cristãos, não acreditam nesse grande conflito porque não acreditam em Satanás. Para eles, os textos bíblicos que falam de Satanás ou do diabo são meramente expressões de uma cultura pré-científica que tenta explicar o mal e o sofrimento no mundo. Para muitas pessoas, a ideia de uma entidade literal e sobrenatural que tem propósitos malignos para com a humanidade é coisa de ficção científica, semelhante a Darth Vader, personagem da famosa série de filmes “Guerra nas Estrelas”, ou algo parecido.
 
1. Leia os seguintes textos de Apocalipse. O que eles ensinam sobre a realidade de Satanás e especialmente sobre seu papel nos eventos finais? (Ap 2:13, 24; 12:3, 7-9, 12, 17; 13:2; 20:2, 7, 10).
 
___________________________________________________________________________________________________________________
 
O Apocalipse revela o grande poder que Satanás terá sobre muitos habitantes da Terra nos últimos dias, afastando-os não apenas da salvação, mas também perseguindo aqueles que permanecerem fiéis a Jesus.
 
De todos os “desígnios” de Satanás (2Co 2:11) – uma tradução da palavra grega para “mente”, noemata – talvez seu maior engano seja fazer com que as pessoas não acreditem na sua existência. Afinal, quem buscará se proteger de um inimigo esmagador cuja existência não consideremos uma realidade? É assombroso o número de pessoas que afirmam ser cristãs e, no entanto, não levam a sério a ideia de um diabo literal. Porém, eles defendem essa posição por ignorarem ou reinterpretarem radicalmente os muitos textos da Palavra de Deus que revelam suas obras e estratagemas neste mundo, especialmente ao nos aproximarmos do fim dos tempos. O fato de que muitas pessoas rejeitam a existência literal de Satanás, mesmo diante de evidências bíblicas tão contundentes, deveria ser um lembrete poderoso de como é crucial entender o que a Bíblia realmente ensina.
 

 

 
Segunda-feira, 28 de maio
Os dois grandes erros
 
Ano Bíblico: Ne 12, 13
 
2. Leia os seguintes textos. O que eles revelam sobre o poder enganador de Satanás?
 
2Co 11:13-15
___________________________________________________________________________________________________________________
 
2Ts 2:9, 10
 
___________________________________________________________________________________________________________________
 
Ap 12:9
___________________________________________________________________________________________________________________
 
Ap 20:10
___________________________________________________________________________________________________________________
 
Como observamos em uma lição anterior, Jesus advertiu Seus seguidores quanto aos enganos do tempo do fim. Entre esses, Ele advertiu especificamente sobre o surgimento de falsos cristos e falsos profetas que enganariam a muitos (Mt 24:5).
 
Contudo, falsos cristos e falsos profetas não são os únicos enganos com os quais devemos ter cuidado no tempo do fim. Nosso inimigo no grande conflito tem muitos estratagemas para enganar o maior número possível de pessoas. Como cristãos, precisamos estar atentos a esses ardis, e só podemos fazer isso pelo conhecimento da Bíblia e por meio da obediência aos seus ensinos.
 
Ellen G. White explicou quais são os dois grandes enganos: “Mediante os dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; se estenderão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência dessa tríplice união, esse país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência” (O Grande Conflito, p. 588).
 
É incrível ver, mesmo muitos anos depois que ela escreveu essas palavras, o quanto esses “dois grandes erros” predominantes continuam no mundo cristão.
 

 

 
Terça-feira, 29 de maio
A imortalidade da alma
 
Ano Bíblico: Et 1–4
 
3. O que os seguintes textos revelam sobre o “estado dos mortos”? Como podemos nos proteger de um dos “dois grandes erros”? (Ec 9:5, 6, 10; Sl 115:17; 146:4; 1Co 15:16-18; Dn 12:2). Assinale a alternativa correta:
 
A. ( ) Os mortos estão no Céu, velando pelos que estão na Terra.
 
B. ( ) Os mortos estão “dormindo” e não têm consciência de nada.
 
Nas últimas décadas, muita atenção tem sido dada às histórias de pessoas que “morreram” – nesses relatos, o coração delas parou de bater e elas deixaram de respirar – e de maneira surpreendente reviveram e foram trazidas de volta à consciência. Em diversos casos, muitas dessas pessoas falam de experiências incríveis de uma existência consciente depois da sua suposta “morte”. Algumas falam sobre como flutuaram no ar e viram, de cima, seu corpo abaixo. Outras relatam que flutuaram fora de seus corpos e conheceram um ser maravilhoso, cheio de luz e ternura, que defendia verdades sobre bondade e amor. Outros relatam que se encontraram e conversaram com parentes mortos.
 
Esse fenômeno tornou-se tão comum que ele até tem um nome científico: Experiência de Quase-Morte (EQM). Embora as EQM permaneçam controversas, muitos cristãos as usam como evidências da imortalidade da alma e da ideia de que, na morte, a “alma” se dirige a outro domínio de existência consciente.
 
No entanto, as EQM são, naturalmente, outra manifestação de um dos “dois grandes erros”. Enquanto as pessoas acreditarem que, na morte, a alma continua vivendo de uma maneira ou de outra, elas estarão abertas aos enganos mais ocultistas ou espiritualistas; enganos que podem facilmente promover a ideia, aberta ou indiretamente, de que não precisamos de Jesus. Na verdade, a maioria das pessoas que tiveram EQM disseram que os seres espirituais com quem se encontraram, ou mesmo seus parentes mortos, falaram-lhes palavras de conforto sobre amor, paz e bondade, mas nada sobre a salvação em Cristo, nada sobre o pecado e nada sobre o juízo futuro – as mais básicas ideias bíblicas. As pessoas poderiam pensar que, quando supostamente experimentaram a “vida” cristã após a morte, também devem ter experimentado os ensinamentos cristãos mais básicos. No entanto, muitas vezes o que elas “ouvem” parece muito com a doutrina da Nova Era, o que explicaria por que muitas dessas pessoas “voltam ao seu corpo” menos inclinadas ao cristianismo do que antes de terem “morrido”.
 

 

 
Quarta-feira, 30 de maio
O sábado e a teoria da evolução
 
Ano Bíblico: Et 5–7
 
Assim como Satanás tem sido bem-sucedido em enganar o mundo quanto à imortalidade da alma, ele também tem obtido tanto sucesso, senão mais, ao usurpar o sábado bíblico e mudá-lo para o domingo (veja as Lições das semanas 6 e 8). Ele tem feito isso ao longo da maior parte da história cristã.
 
Nos últimos anos, o diabo surgiu com outro engano que diminui a influên­cia do sábado na mente das pessoas: a teoria da evolução.
 
4. Leia Gênesis 1–2:3. Como o Senhor criou o nosso mundo e quanto tempo demorou para fazê-lo?
 
Esses versos revelam dois pontos sobre o relato da criação. Primeiramente, tudo foi planejado e calculado; nada foi aleatório, arbitrário nem por acaso. As Escrituras não deixam espaço para o acaso no processo da criação.
 
Em segundo lugar, os textos revelam inequivocamente que cada criatura foi feita segundo a sua própria espécie; isto é, cada uma foi feita separada e distintamente das outras. A Bíblia não ensina nada sobre um ancestral natural comum (por exemplo, uma célula primitiva simples) para toda a vida na Terra.
 
Mesmo partindo de uma interpretação não literal de Gênesis, esses dois pontos são óbvios: nada foi aleatório na criação, e não houve um ancestral natural comum para todas as espécies.
 
Então vem a evolução darwiniana que, em suas várias formas, ensina duas coisas: aleatoriedade e um ancestral natural comum para todas as espécies.
 
Por que então muitas pessoas interpretam o Gênesis através da lente de uma teoria que, em seu nível mais básico, contradiz os fundamentos do relato bíblico? Na verdade, o erro da evolução não tem apenas arrastado milhões de pessoas secularizadas, mas muitos cristãos professos acreditam que podem harmonizá-lo com a fé cristã, apesar das contradições evidentes que acabamos de mencionar.
 
No entanto, as implicações da evolução no contexto dos eventos finais tornam ainda mais evidente o perigo desse engano. Por que levar a sério um dia, o sábado, como um memorial de uma criação que não demorou seis dias, mas cerca de 3 bilhões de anos (a última atualização de quando a vida supostamente começou na Terra)? A evolução despoja o sétimo dia de qualquer importância real, pois transforma os seis dias da criação em nada além de um mito semelhante ao que diz que Rômulo e Remo foram criados por lobos. Além disso, quem, ao acreditar que a criação exigiu bilhões de anos em vez de seis dias, realmente arriscaria ser perseguido ou morto defendendo o sábado em oposição ao domingo?
 

 

 
Quinta-feira, 31 de maio
A falsa trindade
Ano Bíblico: Et 8–10
 
O conceito da natureza triúna de Deus é encontrado em toda a Bíblia. Entretanto, no contexto dos enganos e da perseguição do tempo do fim, o livro do Apocalipse revela uma “trindade falsa”, composta pelo dragão, pela besta do mar e pela besta da terra de Apocalipse 13.
 
5. Leia Apocalipse 12:17; 13:1 e 2. Quais poderes são descritos nesses versos? O que eles fazem?
 
___________________________________________________________________________________________________________________
 
O dragão é visto nessa passagem como uma contrafação do Pai, na medida em que ele está claramente no comando. Ele também dá poder, autoridade e um trono à besta do mar, a contrafação de Cristo. Por que esse segundo poder é visto como um falso Cristo?
 
6. Leia Apocalipse 13:2 a 5. Quais são as características da besta do mar? Complete as lacunas:
 
“A besta que vi era semelhante a ____________________, com pés como de ___________________ e boca como de __________________” (Ap 13:2).
 
Além de receber sua autoridade do dragão, relembrando o que Jesus disse sobre receber Sua autoridade do Pai (veja Mt 28:18), essa besta do mar também enfrentou, como Jesus, a morte e depois ressurgiu (veja Ap 13:3). Além disso, essa besta é descrita como exercendo sua autoridade por “quarenta e dois meses”, ou três anos e meio, uma contrafação profética do ministério literal de três anos e meio de Cristo, com base no princípio dia/ano.
 
7. De acordo com Apocalipse 13:11 a 17, como é descrita a besta da terra?
 
Essa besta da terra promove os interesses da besta do mar, assim como o Espírito Santo não glorificou a Si mesmo, mas a Jesus (Jo 16:13, 14). Além disso, assim como o Espírito Santo realizou um ato poderoso ao fazer descer “fogo” do céu (At 2:3), a besta da terra faz algo semelhante (veja Ap 13:13).
 
“No final, a besta terrestre realiza uma contrafação do Pentecostes! Para qual propósito? Para provar ao mundo que a trindade falsa é o verdadeiro Deus” (Jon Paulien, What the Bible Says About the End-Time [O que a Bíblia ensina sobre o tempo do fim]. Hagerstown, Md.: Review and Herald, 1998, p. 111).
 

 

 
Sexta-feira, 01 de junho
Estudo adicional
Ano Bíblico: Jó 1, 2
 
Reflitamos sobre as implicações da teoria da evolução no contexto dos eventos finais, especialmente no que diz respeito à função do sábado. Uma razão pela qual Charles Darwin, autor da teoria, promoveu a evolução foi que, não entendendo o grande conflito, ele teve dificuldade em conciliar o mal e o sofrimento com a ideia de um Criador amoroso. Por causa desse problema, ele buscou respostas em outra direção. Também não foi uma coincidência o fato de que, durante a segunda metade do século 19, quando Darwin estava revisando e reformulando sua teoria da evolução, Deus criou um movimento, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que rejeitou a teoria de Darwin. É interessante o fato de que a Igreja Adventista, cujos fundamentos criacionistas são revelados em seu nome, tenha começado a crescer e se expandir na mesma época em que surgiu a teoria darwiniana.
 
Se Darwin tivesse lido e acreditado nestas frases de Ellen G. White, talvez o mundo teria sido poupado de um dos maiores equívocos do pensamento desde o geocentrismo e a geração espontânea: “Se bem que a Terra estivesse maculada pela maldição, a natureza devia ainda ser o compêndio do homem. Não poderia agora representar apenas bondade, pois o mal se achava presente em toda parte, manchando a terra, o mar e o ar, com seu contato corruptor. Onde se havia encontrado escrito apenas o caráter de Deus, o conhecimento do bem, agora se achava […] escrito o caráter de Satanás, a ciência do mal. Pela natureza, que agora revelava o conhecimento do bem e do mal, o ser humano devia ser […] advertido quanto aos resultados do pecado” (Educação, p. 26).
 
Darwin desenvolveu suas especulações com base em uma falsa compreensão da natureza e do caráter de Deus e do mundo caído. Infelizmente, as implicações de sua teoria prenderão as pessoas nos enganos de Satanás, especialmente na crise final.
 
Perguntas para discussão
 
1. É perigoso rejeitar o ensino bíblico de que Satanás é um ser literal?
 
2. O que dizer aos que creem que a experiência de quase-morte prova que há vida após a morte?
 
3. Os que aceitam a evolução serão mais suscetíveis aos enganos finais?
 
Respostas e atividades da semana: 1. Satanás é representado como dragão em grande parte do Apocalipse. Ele é um ser real que, com seu grande poder, pelejará contra o povo de Deus nos últimos dias. Peça que os alunos destaquem as principais informações apresentadas nos textos bíblicos selecionados para esta pergunta. 2. Escolha quatro alunos para ler os textos bíblicos em voz alta. Peça que a classe identifique os principais pontos em cada passagem. 3. B. 4. Peça a opinião da classe. 5. Peça que dois alunos leiam os textos em voz alta e expliquem o significado desses símbolos: o dragão e a besta que surge do mar. 6. Leopardo – urso – leão. 7. Parece com um cordeiro, mas fala como dragão.
 
Resumo da Lição 9
Enganos do tempo do fim
Enganos do tempo do fim
 
TEXTO-CHAVE: 2 Coríntios 11:14
 
O ALUNO DEVERÁ
 
Conhecer: As advertências a respeito dos enganos mais hábeis de Satanás.
 
Sentir: Manter atentos todos os sentidos para evitar as armadilhas das falsas emoções.
 
Fazer: Proteger-se contra os enganos de Satanás.
 
ESBOÇO
 
I. Conhecer: Os enganos de Satanás
 
A. Qual é o engano mais eficaz do diabo a respeito de si mesmo?
B. Quais são as duas principais mentiras sobre a natureza humana que apoiam as falsas alegações do inimigo?
C. Como Satanás promoverá a falsa adoração?
 
II. Sentir: A armadilha emocional
 
A. Por que somos mais vulneráveis ao diabo por meio de nossos sentimentos?
B. Quais tipos de sentimentos responderiam melhor aos ataques de Satanás?
C. Como podemos controlar nossos sentimentos?
 
III. Fazer: Defesa contra Satanás
 
A. Qual é a melhor proteção contra o inimigo?
B. Quais são as melhores armas contra o diabo?
C. Como podemos superar os enganos do anjo rebelde?
 
RESUMO
 
Os enganos de Satanás a respeito de si mesmo, sobre Deus e os seres humanos são mentiras que devem ser desvendadas e denunciadas a fim de tornar possível a proteção divina eficaz.
 
Ciclo do aprendizado
 
1 Motivação
 
Focalizando as Escrituras: Apocalipse 12:9
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O maior engano de Satanás é a ilusão de que não precisamos de Deus e não dependemos Dele.  As ideias da evolução e da imortalidade da alma ilustram esse engano e podem levar à adoração da criatura em lugar do Criador.  A melhor defesa contra essas ilusões de independência é depender somente do Senhor e mantê-Lo diante de si continuamente, colocando as decisões diárias sob Seu controle absoluto e executando-as segundo Sua vontade. Então precisamos ouvir e esperar por Sua orientação e ajuda.
 
Para o professor: Nesta semana, identificaremos os enganos de Satanás para nos precavermos contra eles e nos defendermos de suas tentativas de nos controlar. Mostre como os enganos mais perigosos parecem vir de nós mesmos, promovendo ideais egocêntricos. Explique como esse egocentrismo é a origem para a filosofia evolucionista e a imortalidade da alma.
 
Discussão e atividade inicial: Como as duas falsas crenças –imortalidade da alma e evolução – afetam outros valores? Por que é importante estar ciente das estratégias “teológicas” de Satanás? Quais outras mentiras Satanás tem usado para enganar cristãos e o mundo em geral?
 
2 Compreensão
 
Para o professor: Satanás desenvolveu suas táticas de engano para empreender um ataque tríplice. Primeiramente, ele quer que você relaxe e se sinta confortável em relação à ameaça dele contra você. Tenta levá-lo a acreditar que ele é inofensivo e até que não existe. Em segundo lugar, o inimigo deseja que você se sinta grande e poderoso. Ele tenta iludir você com a ideia de que você não precisa de Deus para sobreviver e ser feliz. Em terceiro lugar, uma vez que ele cria um vazio que só pode ser preenchido por Deus, ele busca preencher esse vazio com ele mesmo.
 
Comentário bíblico
 
I. A mais traiçoeira armadilha do diabo
 
(Recapitule com a classe Ap 12:9; 20:10.)
 
Em nossa cultura secular, muitas pessoas rejeitam a existência de Satanás, associando-o a contos de fadas, ou simplesmente, e de modo mais eficaz, fazendo piadas sobre sua existência. O poeta francês Baudelaire usava humor cético para falar da questão da existência do diabo: “Sua majestade, o diabo, disse a Baudelaire que apenas uma vez temeu perder seu poder no dia em que ouviu um pregador, um pouco mais perspicaz que outros, pregar: ‘Queridos irmãos, ao ouvirem do progresso deste século das luzes, jamais se esqueçam de que a armadilha mais traiçoeira do diabo é iludi-los com a crença de que ele não existe” (Charles Baudelaire, Le Spleen de Paris, oeuvres completes, Bibliothèque de la Pléiade, Paris, 1961, p. 101).
 
No Apocalipse, João expôs de forma clara e precisa a malignidade de Satanás e sua existência. Ele abertamente identificou “a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap 12:9). Para João, Satanás não era uma figura mítica inofensiva e engraçada, com chifres e rabo. Ele é real e mau, e mestre do disfarce. O inimigo gosta de camuflar a maldade com a bondade e converter verdades em erros. Ele usou essa estratégia com Eva quando apresentou a desobediência como virtude (Gn 3:5). No Apocalipse, Satanás é uma pessoa real e perigosa.
 
Pense nisto: Identifique algumas concepções equivocadas apresentadas como verdades (por exemplo, comer carne lhe dará força; vinho faz bem ao coração; fumar é legal, etc.). Por que conceitos populares são tão propagados e misturados com a mentira?
 
II. Evolução e imortalidade
 
(Recapitule com a classe Ec 9:5; Hb 11:1).
 
Desde o início da Bíblia, nos relatos da criação em Gênesis 1 e 2, são apresentadas verdades sobre nossa origem e a natureza humana que servem como advertências contra os dois grandes erros que enganam muitas pessoas: evolução e imortalidade da alma.
 
Contrário à filosofia da evolução, o texto bíblico diz que Deus criou o Universo e formou os primeiros humanos à Sua imagem. Além disso, abençoou o sábado e o deu aos seres humanos como sinal para que se recordassem do que havia feito para eles quando ainda não existiam (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11). A ideia da evolução é muito antiga, e tentou os antigos egípcios pagãos a observar que o besouro parecia ter emergido do esterco sozinho e, portanto, havia a crença de que a vida surgiu sozinha. Assim, o besouro foi chamado de kheper, que significa “evoluir”, e se tornou o nome do deus criador Khepri, que expressa o conceito evolucionista. Khepri significa “aquele que vem à existência por si mesmo, que se autoevolui”. O salmista nos advertiu contra esse autoengano quando disse: “Foi Ele que nos fez, e não nós a nós mesmos” (Sl 100:3, Almeida Corrigida e Revisada Fiel).
 
Contrário à filosofia da imortalidade, Deus demonstrou aos primeiros humanos que eles não são imortais por natureza. A vida deles dependia do Criador e, caso se desligassem Dele e Lhe desobedecessem, certamente morreriam (Gn 2:17). Desde então, Satanás tem feito de tudo para persuadir os seres humanos de que eles são imortais: “A serpente disse à mulher: é certo que não morrereis” (Gn 3:4). Os antigos egípcios imaginavam que o espírito podia sobreviver ao corpo e ir para o Céu, onde se tornariam deuses. Posteriormente, o filósofo grego Platão discorreu sobre a filosofia da imortalidade da alma, que, para ele, existia separada do corpo. Esse falso conceito tem influenciado o judaísmo e o cristianismo tradicional. Atualmente, até pessoas não religiosas acreditam na filosofia da imortalidade da alma e promovem todo tipo de teorias “espirituais” e os chamados experimentos para apoiarem seu idealismo.
 
Evolucionismo e imortalidade são as duas concepções mais populares e predominantes nas culturas ao redor do mundo. Na verdade, elas se fundamentam no mesmo engano de que os humanos são deuses que se criaram por meio do processo da evolução, atingindo o estágio da divindade. O fundamento desses dois conceitos é a mentira do próprio Satanás, proferida no Éden: “sereis como Deus” (Gn 3:5, ARC).
 
Pense nisto: Por que essas teorias ? evolução e imortalidade da alma ? são tão importantes no grande conflito? Quais textos bíblicos negam o conceito de imortalidade da alma? Por que a observância do sábado indica fé na criação histórica em seis dias?
 
III. A falsa trindade
 
(Recapitule com a classe Ap 12:17–13:18).
 
Quase que de forma satírica, o livro do Apocalipse apresenta Satanás como uma caricatura de Deus. Tentando imitar Deus, Satanás se apresenta como uma trindade: o dragão, a besta do mar e a besta da terra. Essas feras são descritas em relação uma com a outra e em relação ao dragão. A besta que emerge do mar é muito semelhante ao dragão. Assim como este último, a besta tem sete cabeças e dez chifres (Ap 13:1). Ela recebeu poder do dragão (Ap 13:4) e representa um poder religioso (veja a próxima lição). Da mesma forma, a besta que emerge da terra, que aparece em seguida, promove a adoração à besta do mar (Ap 13:12-14) e apoia o dragão (Ap 13:4). A besta da terra, que se alia à do mar, representa um poder político (veja a próxima lição).
 
Esses três animais estão do mesmo lado e estão comprometidos com o mesmo projeto. Além disso, essas três criaturas monstruosas contrastam com as três criaturas bem definidas que representam a Divindade: o Cordeiro, o Leão e o Homem. Essa distorção de Deus deve nos servir de alerta. Quando Satanás imita Deus, o resultado não é apenas enganoso e desfigurador, mas é perigoso e conduz ao abismo.
 
Perguntas para discussão
 
Por que Satanás escolhe imitar? Qual é o significado dessas três representações simbólicas: o dragão, a besta do mar e a besta da terra? Como o dragão imita Deus, o Pai? Como a besta do mar imita Jesus? Como a besta da terra imita o Espírito Santo? Qual elemento cósmico cada uma dessas criaturas evoca? Como suas respectivas representações expressam a função de cada uma?
 
3 Aplicação
 
Para o professor: De acordo com o testemunho do historiador grego Heródoto, quando os antigos egípcios se assentavam para um banquete, havia o costume de ter alguém circulando com uma estatueta que imitava um morto mumificado a fim de relembrá-los da morte e encorajar as pessoas a repensar o valor da vida. Embora esse costume fosse mórbido, o que podemos aprender com ele?
 
Perguntas para reflexão
 
Muitas vezes a perda de um ente querido é uma boa oportunidade para testemunhar de nossa fé. Comente sobre Eclesiastes 7:1-4.
 
1. Por que a perspectiva da morte pode trazer sabedoria?
 
2. Como denunciar o engano da imortalidade da alma e ainda assim trazer conforto aos enlutados?
 
4 Criatividade
 
Para o professor: Identifique o ponto comum destes três enganos: evolução, imortalidade da alma e a falsa trindade satânica. De que maneira eles afetam a natureza divina, a natureza humana e o destino do mundo? Por que Satanás se identifica com três seres? Identifique os paralelos entre os três animais monstruosos e a Trindade divina. Qual é a evidência bíblica da Trindade no Antigo Testamento?
 
Atividade
 
Se possível, leve para a classe uma representação (desenhos ou estatuetas) das três bestas satânicas e compare-as com as três representações de Deus. Quais lições aprendemos sobre a natureza divina a partir dessa comparação?
 
Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?