Fotografo: Divulgação
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Duque está preso desde março de 2015 em Curitiba

Rio - A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou nesta segunda-feira pela sexta vez o ex-diretor de Engenharia da Petrobras Renato Duque. Ele foi acusado agora de evasão de divisas e de realizar depósitos não declarados em contas bancárias no luxuoso Principado de Mônaco, na Europa. Os procuradores da Lava Jato querem que Duque devolva R$ 80 milhões à Petrobras. Os recursos já estão bloqueados nas contas do réu.
 
Segundo o Ministério Público Federal, Duque, apontado como homem de confiança do PT na estatal, movimentou a conta no exterior entre 2009 e 2014 e “auferiu valores milionários com a prática de crimes contra a estatal brasileira”, conforme texto assinado pelos procuradores federais.
 
De acordocom o MPF, as autoridades financeiras de Mônaco enviaram comprovantes de que Duque transferiu US$ 3,8 milhões da Suíça para Mônaco depois de iniciada a operação Lava Jato. As transferências ocorreram de maio a setembro de 2014.
 
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Duque está preso desde março de 2015 em Curitiba. Seu advogado, Roberto Brzenzinski Neto, informou que só irá se pronunciar após ler o texto da denúncia. Em um dos processos a que responde, Renato Duque já foi condenado a 20 anos de prisão, pena mais alta aplicada na Lava Jato.
 
UNIVERSITÁRIO
 
Preso pela Operação Lava Jato desde abril de 2015, o ex- deputado Luiz Argolo foi aprovado no Sisu, Sistema de Seleção Unificada que abre as portas das universidades públicas para quem fez o Enem. Argolo pretende cursar faculdade de Matemática na Universidade do Estado da Bahia, campus de Alagoinhas, cidade onde o ex-parlamentar concentra seu eleitorado.