Fotografo: Reuters
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Em Osaka, no oeste do Japão, veículos ficaram seriamente danificados após passagem do tufão Jebi

 
 
 
Os bombeiros e a Guarda Litorânea utilizaram um ferry para transportar os passageiros do terminal onde tiveram que passar a noite depois que uma enchente inundou o primeiro andar do edifício e todas as pistas de aterrissagem do aeroporto, situado em uma ilha artificial, segundo informou a companhia operadora.
 
Mais de 200 voos foram cancelados na véspera nesse aeroporto, o terceiro com maior tráfego aéreo do Japão após os de Haneda e Narita (Tóquio). O aeroporto permanecerá fechado de forma indefinida até que seja possível retirar toda a água das pistas.
 
A ressaca desencadeada pelo tufão fez com que o nível do mar se elevasse em 2,4 metros na baía de Osaka, onde se encontra a ilha artificial que abriga o aeroporto.
 
Além disso, a ponte que conecta o terminal com a costa de Osaka teve que ser fechada devido às condições meteorológicas extremas, embora hoje tenha sido reaberta parcialmente para facilitar a evacuação dos passageiros.
 
O tufão, o mais forte a tocar terra no Japão em 25 anos, atingiu com violência a metade ocidental do país asiático na terça-feira. Deixou em sua passagem chuvas torrenciais, transbordamentos de rios e ventos que superaram os 210 quilômetros por hora, segundo a Agência Meteorológica (JMA).
 
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas, segundo a imprensa local. A maioria das vítimas sofreu quedas causadas por rajadas de furacão ou foram atingidas por objetos projetados pelo vento.
 
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem que faria para Kyushu, ilha no sul do Japão, para supervisionar a resposta do governo ao tufão e garantiu em sua página do Facebook que farão “todo o possível ” para implantar os serviços de emergência e reconstruir as infraestruturas danificadas.
 
Mais de 1,6 milhão de residências sofreram cortes de eletricidade em Osaka e em regiões próximas, como a cidade de Kyoto.
 
Além disso, um grupo de 160 alunos de escolas primárias que estavam em um alojamento rural de Kyoto ficaram incomunicáveis desde o dia anterior, por conta das estradas bloqueadas com as árvores que caíram.
 
Duas dessas crianças tiveram que ser transferidas pela manhã em helicóptero após terem adoecido durante a noite, explicaram fontes do Conselho de Educação local, como divulga a agência de notícias Kyodo. Várias empresas também foram afetadas.
 
O Jebi chega após meses de fortes chuvas, deslizamentos de terra, enchentes, e temperaturas recordes que deixaram centenas de mortos no Japão. (Veja)
 
(Com EFE e Reuters)