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Várzea Grande(DF), Terça-Feira, 01 de Dezembro de 2020 - 17:19
23/10/2020 as 12:09:20 | Por Tácio Lorran, Victor Fuzeira | 304
Ibama determina que brigadas de combate a incêndio retornem às atividades
O instituto informou que a medida foi determinada por "exaustão de recursos" e alegou dificuldades financeiras
Fotografo: Mayke Toscano/Secom-MT
Bombeiro tenta conter fogo na região do Pantanal, no estado de Mato Grosso

Após o Tesouro Nacional liberar recursos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou, nesta sexta-feira (23/10), o retorno às atividades das brigadas de incêndios florestais.
 
A decisão consta em ofício circular assinado pelo chefe do Centro Especializado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), Ricardo Vianna Barreto. Veja o documento:
 
 
As atividades foram suspensas nessa quinta-feira (22/10). O Ibama informou que a medida foi determinada por “exaustão de recursos” e relata estar com “dificuldades” financeiras desde setembro.
 
Após o anúncio, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que o governo vai desbloquear os recursos necessários para a retomada das atividades das brigadas de incêndios florestais em todo o país.
 
A Secretaria do Tesouro Nacional negou, porém, ter promovido qualquer contingenciamento de gastos ou bloqueio de valores que impossibilitasse o Ibama de manter em atividade as brigadas que atuam no combate a incêndios florestais.
 
Apesar de o recurso ter sido liberado e o Ibama ter autorizado o retorno às atividades das brigadas, o episódio escancarou intriga entres os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo.
 
Salles chamou, em rede social, o ministro-general da Segov de “maria fofoca”. Ramos não se manifestou, mas Mourão saiu em defesa do colega de farda e disse ter sido “péssima” a atitude do ministro do Meio Ambiente.
 
A disputa entre a ala militar e Ricardo Salles, que tem apoio de deputados bolsonaristas, ocorre em meio a recordes de queimadas na Amazônia e no Pantanal, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
 
Nos 30 dias de setembro, o Pantanal acumulou 8.106 focos de calor, superando em 35% o recorde histórico de 5.993 registrado em agosto de 2005. O número representa o maior número desde que o Inpe começou o monitoramento, em 1998.
 
Na Amazônia, por sua vez, foram cerca 30 mil queimadas somente em agosto deste ano. Setembro ficou no mesmo patamar (32 mil), valor 60% acima do registrado do mesmo período de 2019.
 
 
 
(Tácio Lorran, Victor Fuzeira, Metropóles)




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