Fotografo: Reprodução / TV Globo
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Ajudante de pedreiro Fábio Pereira de Souza caiu em bueiro de três metros de profundidade na Região Portuária do Rio

 
Um homem caiu dentro de um bueiro sem tampa com cerca de três metros de profundidade na Avenida Rodrigues Alves, na Região Portuária do Rio, nesta segunda-feira (22). Segundo frequentadores, o local, que após muitas obras foi anunciado como um grande e moderno Boulevard, está abandonado.
 
O ajudante de pedreiro Fábio Pereira de Souza, de 36 anos, gritou por socorro, mas teve que esperar a chegada dos bombeiros, pois o buraco era muito fundo e ninguém conseguiu retirá-lo. O ciclista Thiago Roza, que passa pelo local todos os dias, ouviu gritos na altura do Armazém 10 e parou para tentar ajudar, mas não teve sucesso.
 
“Eu estava andando, não estava no celular. De repente, caí de uma vez só. Lá dentro tinha cheiro de esgoto, muitas larvas. Eu não conseguia voltar pra superfície”, disse o ajudante de pedreiro.
 
Thiago pediu que Fábio tentasse ficar calmo e foi pedir ajuda a guardas que estavam no local, mas não teve sucesso e resolveu acionar o Corpo de Bombeiros.
 
Até a corporação chegar, algumas pessoas se juntaram em torno do bueiro e continuaram tentando resgatar o homem, mas o buraco tem cerca de três metros.
 
Segundo o ciclista, é comum encontrar bueiros destampados na região e que o risco é muito grande. Além disso, a ciclovia do local também está mal sinalizada, cheia de lixo e não tem segurança.
 
Vítima quer se 'reconciliar com a cidade'
 
Fábio é natural de Salvador e chegou ao Rio há 7 meses em busca de emprego. Na segunda-feira, depois de cair no bueiro, chegou a ficar 20 minutos dentro do buraco.
 
O ajudante de pedreiro acredita ter nascido de novo. Ele machucou o braço, as pernas e a costela, mas está bem. Agora, ele quer se reconciliar com a cidade. “Pra tirar essas impurezas eu quero ir lá em Copacabana hoje dar um mergulho no mar,” disse.
 
Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), empresa da Prefeitura do Rio responsável pela área do Porto Maravilha, lamentou o acidente e esclareceu que a área é alvo de sucessivos furtos de tampão para comercialização no mercado ilegal de peças de ferro fundido.
 
"A contratada da prefeitura para atuar na área do Porto Maravilha, a Porto Novo, e a Seconserva - que substitui a concessionária na prestação de serviços desde junho de 2018 - já efetuaram a reposição por diversas vezes. O trecho não é a aberto à passagem de veículos, o que reforça a possibilidade de estar descoberto por motivo de furto", diz a nota.