Fotografo: Germano Lüders/EXAME
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Pré-sal: a União garante no futuro os recursos do chamado óleo lucro ofertado pelas petroleiras nas licitações

 
 
 
O governo federal garantiu nesta sexta-feira a arrecadação de mais 6,8 bilhões de reais em bônus de assinatura com o leilão de quatro blocos no pré-sal, que preveem ainda investimentos mínimos de 1 bilhão de reais, de acordo com dados da reguladora ANP, que realizou o certame nesta sexta-feira.
 
Com esse montante, o governo contabiliza arrecadação de 28 bilhões de reais com bônus de leilões de áreas de petróleo, desde setembro do ano passado, com base em informação do secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Félix.
 
Além do bônus, no caso dos leilões do pré-sal, a União garante no futuro os recursos do chamado óleo lucro ofertado pelas petroleiras nas licitações.
 
Foram oferecidos quatro blocos nas bacias de Santos e Campos, e 12 empresas estavam inscritas para fazer lances.
 
A Petrobras exerceu seu direito de preferência pelo bloco de Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, mas acabou sendo a única empresa a apresentar proposta. A estatal ofereceu à União o percentual mínimo de 10,01% sobre a produção de óleo e terá que pagar ainda um bônus de assinatura de R$ 70 milhões.
 
A primeira área ofertada foi o bloco de Saturno, arrematado por um consórcio formado pelas empresas estrangeiras Shell e Chevron com ágio 300,23% sobre o percentual mínimo de partilha com a União. A ANP pedia para a União uma participação na produção de óleo de 17,54%, e o consórcio ofereceu 70,2%. Além desse percentual, a União receberá um bônus de assinatura de 3,125 bilhões.
 
O consórcio formado pela ExxonMobil e a QPI também apresentou oferta, mas como o percentual da produção era de 40,49%, o grupo foi derrotado.
 
No segundo bloco, saiu vitorioso o consórcio Titã, formado pela ExxonMobil e a QPI. As empresas ofereceram à União participação de 23,49% sobre a produção, enquanto o lance mínimo era de 9,53%. Nesse caso, o ágio foi de 146,48%. O bônus de assinatura garantido para a União foi de mais 3,125 bilhões.
 
O bloco Pau-Brasil foi arrematado pelo percentual de participação de 63,79%, gerando ágio de 157% sobre o percentual mínimo que era exigido. O consórcio vencedor foi formado pela BP Energy (50%), CNOOC (30%) e Ecopetrol (20%). O bônus de assinatura somou mais $ 500 milhões ao total a ser recebido pelo governo.