Fotografo: Fernando Zuba/TV Globo
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Número de gatos em lares brasileiros deve superar o de cães em cinco anos, diz veterinária

 
Um levantamento feito pelo Instituto Pet Brasil (IPB) aponta o crescimento do número de gatos como pets no Brasil. A criação dos felinos em casa teve alta de 8,1% entre 2013 e 2018. Enquanto isso, os cães, mais numerosos nos lares brasileiros, registraram alta de menos da metade, com 3,8%.
 
O estudo indica que, em 2018, a população pet brasileira era de aproximadamente 139,3 milhões de animais. Em 2013, a mesma população era de 132,4 milhões de animais, segundo últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento leva em conta animais como cães, gatos, peixes, répteis, pequenos mamíferos e aves.
 
A médica veterinária com especialização em felinos Stephanie Caroline Botelho, da Clínica Veterinária Petzoo, em Belo Horizonte, se apoia em pesquisas e estudos para defender a tese de que, em até cinco anos, o número de gatos domésticos vai ultrapassar o de cães de estimação.
 
“O número de gatos está próximo de ultrapassar o de cães no Brasil. Até 2022, de acordo com levantamentos de órgãos responsáveis, haverá um gato para cada cachorro”, destaca a especialista.
 
Alguns fatores específicos explicam o crescimento do número de gatos no país. Para Stephanie, entre eles estão a facilidade em criar os bichanos e o custo-benefício.
 
“A vida moderna e corrida às vezes inviabiliza os cuidados especiais que um animal de estimação requer. Os gatos, no entanto, são mais independentes e se viram melhor sozinhos. Além disso, por serem mais asseados, não necessitam de banhos mensalmente como os cães”, exemplifica.
Ainda segundo a médica veterinária, os tutores de gatos são mais atentos e observadores. Além disso, estudam e pesquisam mais sobre o assunto, o que auxilia na criação e no tratamento de algum tipo de doença que venha a ocorrer.
 
Ela alerta que a escolha de clínicas para o tratamento de gatos deve obedecer a critérios que visam a saúde e a qualidade de vida desse tipo de animal de estimação.
 
“Tudo deve ser separado dos cães, desde a sala de espera, passando pelos consultórios, e até o espaço de internação. O gatil, por exemplo, deve ter dimensões adequadas, ser climatizado e com janelas que permitam ao gato alojado perceber a movimentação externa. Esses fatores contribuem significativamente para o tratamento, recuperação e redução do período de internação do animal”, observa.