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A agência de classificação de risco Fitch rebaixou na última semana a nota de crédito da Rede Globo

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou na última semana a nota de crédito da Rede Globo, citando a migração de receitas com publicidade para o meio digital e o desempenho operacional do veículo no mercado externo. As informações são do site Money Times.
 
A empresa possui uma dívida de R$ 3,3 bilhões em títulos no mercado, sendo que alguns em moeda estrangeira. Ainda assim, a Fitch e outras agências de risco destacam que a Globo está longe de ter seu caixa comprometido e que a empresa aposta na produção de conteúdo próprio para compensar a queda na receita.
 
Por outro lado, a Fitch considera incerto que a Globo consiga usar sua posição no mercado para se beneficiar a perspectiva de recuperação da economia brasileira. Para a agência, a empresa terá dificuldades para enfrentar a contração do mercado publicitário e a diminuição na participação no mercado de TV por assinatura.
 
EMBATES
 
As dificuldades da Rede Globo não ficam apenas no contexto financeiro. A emissora está em pé de guerra com o Palácio do Planalto, e é alvo frequente de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro e governistas.
 
Bolsonaro tem priorizado a sua exposição à empresas concorrentes, notadamente o SBT e a Record. Levantamento do Poder360 mostra que essas duas emissoras receberam mais entrevistas do presidente ao longo de 8 meses de governo. As duas entrevistaram o presidente 5 vezes cada, enquanto a rede Globo apenas 2. Ele também recebe mais executivos da empresa do bispo Edir Macedo na comparação com outros veículos.
 
A apresentadora e filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel, disse que o SBT “é muito pró-governo” durante participação em 1 programa em agosto. O pai e proprietário da emissora participou junto a Edir Macedo (Record) e Marcelo de Carvalho (RedeTV!) do desfile de 7 de Setembro ao lado de Bolsonaro.