Fotografo: CPB
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“Faço novas todas as coisas”

Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1Sm 1–3
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “E Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap 21:5).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ap 19:6-9; 19:11-16; 20:1-3; 20:4-16; 21:2-8; Jo 14:1-3; Jr 4:23-26
 
A destruição da Babilônia do tempo do fim é má notícia para os que colaboraram com esse sistema religioso apóstata. No entanto, é uma boa notícia para o povo de Deus (Ap 19:1-7). Babilônia é a responsável por induzir os poderes políticos seculares a perseguir e a prejudicar os cristãos fiéis (Ap 18:24). A destruição dessa grande adversária significa libertação e salvação para o povo remanescente.
 
Com a destruição de Babilônia, a oração do povo de Deus, na cena do quinto selo, é finalmente respondida. O clamor deles: “Até quando, ó Soberano Senhor?” (Ap 6:10) representa a súplica dos fiéis oprimidos e sofredores desde Abel até o momento em que Cristo finalmente os vindicará (Sl 79:5; Hc 1:2; Dn 12:6, 7). O livro de Apocalipse assegura ao povo de Deus que o mal, a opressão e o sofrimento chegarão ao fim.
 
Chegou então o tempo de Cristo inaugurar Seu reino eterno. Os capítulos restantes do Apocalipse descrevem não apenas a destruição da Babilônia do fim dos tempos, mas também a destruição de Satanás e de todo o mal. Também vislumbramos o estabelecimento do reino eterno de Deus.
 

 

Domingo, 24 de março
Ano Bíblico: 1Sm 4–6
A ceia das bodas do Cordeiro
 
 
1. Leia Apocalipse 19:6-9 e João 14:1-3. Por que a ceia das bodas ilustram adequadamente a tão aguardada união entre Cristo e Seu povo?
 
Há dois mil anos, Cristo deixou Sua casa celestial para convidar Seus seguidores às bodas (Mt 22:1-14), que ocorreriam após Seu casamento com Sua noiva. “O casamento representa a recepção do reino por parte de Cristo. A santa cidade, a Nova Jerusalém […], é chamada ‘a esposa, a mulher do Cordeiro’ […]. No Apocalipse é dito que o povo de Deus são os convidados à ceia das bodas (Ap 19:9). Se são convidados, não podem ser também representados pela esposa […].
 
“A mesma figura do casamento é apresentada na parábola do capítulo 22 de Mateus, em que claramente se representa o juízo de investigação como ocorrendo antes das bodas. Antes das bodas o rei vem para ver os convidados (Mt 22:11), a fim de verificar se todos têm trajes nupciais, vestes imaculadas do caráter lavadas e embranquecidas no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 426-428). Depois de Sua morte e ressurreição, o Noivo voltou à casa de Seu Pai para preparar um lugar para Seu povo, Seus convidados (veja Jo 14:2, 3). Eles permanecem na Terra se preparando para o retorno Dele. No fim deste mundo de pecado, Ele retornará para levá-los à casa de Seu Pai.
 
Em Apocalipse 19:8, está escrito que Cristo entregou o linho finíssimo e puro à noiva. Isso mostra que os convidados para as bodas que entram na cidade não reivindicam nenhum mérito por suas obras. Portanto, o “linho finíssimo, resplandecente e puro” representa “os atos de justiça dos santos”, provenientes de sua união com Cristo, que vive neles. Consequentemente, essas vestes simbolizam Sua justiça, e o fato de que Seu povo guarda “os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Enquanto esteve na Terra, Jesus contou uma parábola sobre um casamento. No entanto, um dos convidados preferiu usar suas próprias vestes em lugar das vestes nupciais oferecidas pelo rei, e foi, assim, expulso da festa (Mt 22:1-14).
 
Em Apocalipse 3:18, vemos que as vestes da justiça de Cristo, o ouro da fé e amor, e o colírio do Espírito Santo são a maior necessidade do povo de Deus que vive no tempo do fim. A oferta de Jesus aos laodiceanos para que eles comprem Dele essas dádivas nos mostram que Ele pede algo em troca daquilo que é oferecido. Devemos abandonar a autossuficiência e a confiança em nós mesmos por uma vida de obediência fiel a Cristo e confiança Nele como nossa única esperança de salvação.
 

 

Segunda-feira, 25 de março
Ano Bíblico: 1Sm 7–10
O Armagedom chega ao fim
 
 
2. Leia Apocalipse 19:11-16. Qual é o nome do cavaleiro montado no cavalo branco, e o que significa o fato de que uma espada afiada sai de Sua boca? Como podemos estar do lado vencedor no fim?
 
O que vemos aqui é uma descrição da segunda vinda de Cristo, o cumprimento da promessa tão almejada pelos cristãos de todos os séculos. Como Jesus, Seu povo tem fundamentado sua fé na Palavra de Deus. Em Apocalipse 19:11 a 16, está registrado o ponto culminante das muitas vitórias de Jesus: Ele derrotou Satanás no Céu; Ele o derrotou no deserto; também o derrotou na cruz; e Ele o derrotará em Seu retorno.
 
“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar uma grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e coroada pelo arco-íris da aliança. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. Agora, não como ‘Homem de dores’, para sorver o amargo cálice da ignomínia e miséria, Ele vem vitorioso no Céu e na Terra para julgar os vivos e os mortos. ‘Fiel e verdadeiro’, Ele ‘julga e peleja em justiça.’ E ‘seguiram-No os exércitos no Céu’ (Ap 19:11, 14). Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-No em Seu avanço. O firmamento parece repleto de formas radiantes – ‘milhares de milhares, milhões de milhões.’ Nenhum ser humano pode descrever a cena, nenhuma mente mortal é apta para conceber seu esplendor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 640, 641).
 
Em 2 Tessalonicenses 1:8 a 10, Paulo apresentou outra descrição da vitória final de Cristo na Sua segunda vinda, quando todos os poderes seculares e religiosos que conspiraram contra Ele serão destruídos, e Seu povo será libertado por toda a eternidade.
 

 

Terça-feira, 26 de março
Ano Bíblico: 1Sm 11–13
O milênio
 
 
3. Leia Apocalipse 20:1-3 e Jeremias 4:23-26. Durante o milênio, qual será o estado da Terra? Em que sentido Satanás estará acorrentado? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A. (  ) A Terra estará vazia e desabitada. Portanto, Satanás se sentirá em uma “prisão”, pois não haverá ninguém para ele tentar.
 
B. (  ) Satanás estará literalmente acorrentado no inferno na Terra.
 
Os mil anos (ou milênio) começarão com a segunda vinda de Cristo. Nesse momento, Satanás e seus anjos caídos estarão acorrentados. A corrente que prende Satanás é simbólica, pois os seres espirituais não podem ser presos fisicamente. Satanás estará preso pelas circunstâncias. As pragas terão desolado e exterminado os ímpios habitantes da Terra, provocando uma condição caótica semelhante à da Terra antes da Criação (Gn 1:2). Nessa condição, a Terra será a prisão de Satanás durante o milênio. Visto que não haverá nenhum ser humano para tentar nem ferir, Satanás e seus demônios só poderão contemplar as consequências de sua rebelião contra Deus. Não poderão fazer mais nada.
 
4. Leia Apocalipse 20:4-16. Onde estarão os redimidos durante o milênio?
O Apocalipse diz que o povo de Deus passará mil anos no lugar que Cristo preparou para eles no Céu (Jo 14:1-3). João os viu assentados em tronos como reis e sacerdotes, julgando o mundo. Jesus prometeu que os discípulos se assentariam “em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19:28). Paulo afirmou que os santos julgarão o mundo (1Co 6:2, 3).
 
Esse juízo diz respeito à justiça das ações de Deus. Ao longo da história, Satanás levantou dúvidas a respeito do caráter de Deus e de Sua relação com os seres que Ele criou. Durante o milênio, o Senhor permitirá que os remidos acessem os registros da história a fim de encontrar respostas para todas as questões acerca da justiça e imparcialidade das decisões divinas. No juízo, também serão apresentadas respostas para as questões relacionadas à direção do Criador na vida dos salvos. Na conclusão do milênio, todas as perguntas acerca da justiça de Deus serão para sempre respondidas. O povo de Deus será capaz de ver, sem sombra de dúvida, que as acusações de Satanás eram infundadas. Então eles estarão prontos para testemunhar a execução da justiça de Deus no juízo final dos perdidos.
 

 

Quarta-feira, 27 de março
Ano Bíblico: 1Sm 14–16
“Um novo Céu e uma nova Terra”
 
 
 
Após a erradicação do pecado, a Terra será transformada no lar dos remidos. Como ela será?
 
Em Apocalipse 21:1, João relata a visão de “um novo Céu e uma nova Terra” (NVI). A Bíblia faz referência a três céus: o firmamento, o espaço sideral e o lugar em que Deus habita (veja 2Co 12:2). Em Apocalipse 21:1, há uma referência à atmosfera da Terra. O planeta contaminado e o Céu não poderão suportar a presença de Deus (Ap 20:11). Em grego, a palavra “novo” (kainós) se refere a algo novo em qualidade, não em origem nem em tempo. Este planeta será purificado pelo fogo e restaurado ao seu estado original (2Pe 3:10-13).
 
A primeira coisa observada por João na nova Terra foi que não havia mar, o que é especialmente interessante. O fato de João ter se referido “[ao] mar” (com o artigo definido) mostra que ele provavelmente tivesse em mente o mar que o cercava em Patmos, que havia se tornado um símbolo de separação e sofrimento. Para João, a ausência desse mar na nova Terra significava a ausência da dor causada por sua separação daqueles a quem ele amava.
 
5. Leia Apocalipse 21:2-8 e 7:15-17. Quais paralelos existem na descrição da nova Terra e do Jardim do Éden, em Gênesis 2?
 
A presença de Deus entre Seu povo garantirá uma vida sem sofrimento e sem morte na Terra renovada. Essa presença se manifestará na Nova Jerusalém, e o “tabernáculo de Deus” (Ap 21:3), onde Ele habitará entre Seu povo. A presença do Senhor tornará a vida na Terra renovada verdadeiramente um paraíso.
 
A presença de Deus garantirá a libertação do sofrimento. Não haverá mais lágrimas, morte, tristeza, choro nem dor, que são consequências do pecado. Com a erradicação do pecado, “as primeiras coisas” terão passado (Ap 21:4).
 
Essa ideia foi bem articulada por Maria e Marta na morte de seu irmão Lázaro: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido” (Jo 11:21, NVI). As irmãs= sabiam que a morte não podia existir na presença de Cristo. Da mesma forma, a presença permanente de Deus na nova Terra assegurará a libertação da dor e do sofrimento que experimentamos nesta vida. Essa é a grande esperança que nos foi prometida em Cristo, uma esperança selada com Seu sangue.
 

 

Quinta-feira, 28 de março
Ano Bíblico: 1Sm 17–19
A nova Jerusalém
 
 
Então João descreveu a capital da nova Terra, a nova Jerusalém. Embora seja um lugar real habitado por pessoas reais, a nova Jerusalém e a vida ali estão além de qualquer descrição terrestre (veja 1Co 2:9).
 
6. Leia Apocalipse 21:9-21. Quais são as características exteriores da nova Jerusalém?
A nova Jerusalém é referida como a noiva, a esposa do Cordeiro. Essa cidade é o lugar que Cristo está preparando para Seu povo (Jo 14:1-3).
 
A cidade é cercada por uma alta muralha com 12 portas: três portas em cada lado, possibilitando a entrada a partir de todas as direções. Essa característica indica o escopo universal da cidade. Na nova Jerusalém, todos terão acesso ilimitado à presença de Deus.
 
A cidade é ainda representada como um cubo perfeito; são 12 mil estádios de comprimento, largura e altura. O cubo é composto por seis faces e 12 arestas. Portanto, a cidade totaliza 144 mil estádios, que refletem os 144 mil que são trasladados sem passar pela morte na segunda vinda de Jesus. No templo do Antigo Testamento, o lugar santíssimo era um cubo perfeito (1Rs 6:20). Portanto, a nova Jerusalém funciona como o centro de adoração a Deus.
 
7. Leia Apocalipse 21:21-22:5. Quais características interiores da cidade o fazem lembrar do Jardim do Éden? Qual é a importância da promessa de que não haverá mais maldição na cidade (Ap 22:3)?
 
A característica mais notável da nova Jerusalém é o rio da água da vida que flui do trono de Deus (veja Gn 2:10). Em contraste com o rio em Babilônia, em que o povo de Deus se assentava como cativos, com saudades de Jerusalém (Sl 137), nas margens do rio da vida na nova Jerusalém o peregrino povo de Deus de todos séculos encontra seu lar.
 
Em ambas as margens do rio, está a árvore da vida, com suas folhas para “a cura das nações” (Ap 22:2). Essa cura não se refere à doença, visto que na nova Terra não haverá enfermidades. Ela se refere à cura de todas as feridas causadas pelas barreiras que separaram as pessoas ao longo da história. Os remidos de todas as eras e de todas as nações pertencerão a um só povo: a família de Deus.
 

 

Sexta-feira, 29 de março
Ano Bíblico: 1Sm 20–23
Estudo adicional
 
 
Leia o capítulo “Diante do Supremo Tribunal”, do livro Parábolas de Jesus, p. 307-319, e o capítulo “O Final e Glorioso Triunfo”, do livro O Grande Conflito, p. 662-678, de Ellen G. White.
 
O livro do Apocalipse conclui com o que foi apresentado no início: a segunda vinda de Cristo em poder e glória e o estabelecimento do reino eterno de Deus. O retorno de Jesus, quando Ele finalmente Se unirá à Sua noiva, é o ponto culminante do livro.
 
No entanto, o livro não deseja colocar esses eventos em um contexto fora da realidade. A breve volta de Jesus é a primeira realidade. A segunda é que ainda estamos aqui aguardando Seu retorno. Enquanto esperamos, devemos ter uma compreensão clara das mensagens do Apocalipse, e podemos obter isso lendo e estudando o livro repetidamente até que venha o fim de todas as coisas. Nessa espera, as mensagens do Apocalipse constantemente nos lembram de não olhar para as coisas do mundo e nos motivam a fixar nossos olhos no Céu e Naquele que é nossa única esperança. O Cristo do Apocalipse é a resposta para os anseios humanos. Nosso futuro e o futuro deste mundo estão nas mãos de Deus.
 
O livro também nos lembra de que, antes que venha o fim, somos encarregados de proclamar a todo o mundo a mensagem do breve retorno de Cristo. Nossa espera não é passiva, mas ativa. Tanto o Espírito quanto a noiva dizem: “Vem!” (Ap 22:17). Devemos nos unir a esse movimento e fazer esse chamado. São boas-novas e, como tais, devem ser anunciadas ao mundo.
 
Perguntas para discussão
 
1. Os salvos terão mil anos para que as suas perguntas sejam respondidas. Então Deus trará o castigo final aos perdidos. O que essa verdade nos revela sobre Deus?
 
2. Em Apocalipse 1:3, estão registradas bênçãos a quem lê, ouve e guarda as palavras da profecia. Quais coisas você precisa guardar?
 
Respostas e atividades da semana:
 
1. Comente com a classe.
 
2. O cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro. Os ímpios se perderão porque não deram ouvidos à Sua Palavra, que é uma espada afiada. Ele não retornará com uma espada literal em Sua boca. Essa imagem mostra que a batalha do Armagedom será espiritual, não física. Estaremos do lado vencedor se atendermos à Palavra de Deus e permanecermos fiéis a ela.
 
3. V; F.
 
4. Comente com a classe.
 
5. Assim como no Éden as coisas eram lindas e perfeitas, também será na nova Terra.
 
6. “Tinha uma grande e alta muralha com doze portas e doze anjos junto às portas. Nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel […]. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro […]. A cidade era quadrangular […]. A muralha era feita de jaspe e a cidade de ouro puro, semelhante ao vidro puro. Os fundamentos dos muros da cidade eram ornamentados com toda sorte de pedras preciosas” (Ap 21:12, 14, 16, 18, 19, NVI).
 
7. O rio da água da vida e a árvore da vida. O pecado jamais entrará na cidade. Portanto, não haverá mais maldição.