Fotografo: Mida News
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Eduardo Botelho (PSB-MT) é o presidente da Assembléia Legislativa do MT

 
 
 
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou não ver indícios suficientes que liguem o governador Pedro Taques (PSDB) a um suposto esquema de escutas clandestinas de agentes políticos.
 
Para ele, por ora, não há que se falar no "impeachment" do tucano.
 
Os “grampos” ilegais seriam feitos pela Polícia Militar de Mato Grosso, que se utilizaria do esquema para monitorar adversários políticos do Governo, jornalistas, advogados e empresários.
 
“Eu vou aguardar todas as discussões que tivermos com os deputados. Até o momento, não há motivo nenhum para se falar em impeachment. Não existe nada. O próprio Mauro Zaque não acusou o governador, não disse que ele é o mandante. Disse, sim, ter pessoas ligadas ao Executivo, mas não falou que foi o governador”, disse.
 
Eu vou aguardar todas as discussões que tivermos com os deputados. Até o momento, não há motivo nenhum para se falar em impeachment. Botelho revelou que convidará o promotor de Justiça Mauro Zaque e o ex-secretário de Segurança, Fabio Galindo, para uma reunião com os parlamentares para apresentarem suas versões dos fatos.
 
O alegado esquema foi denunciado por Zaque quando ocupou a secretaria de Estado de Segurança Pública. O crime teria sido cometido por meio da tática de “barriga de aluguel”, quando números de telefones de cidadãos, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.
 
“Evidentemente que é um episódio grave. Vamos aguardar o desenrolar, esperar mais investigações. Acredito no governador, acredito que ele tenha mandado investigar quando ele soube. Vou fazer um convite para o promotor Mauro Zaque ir até a Assembleia conversar com os deputados, no Colégio de Líderes”, afirmou.
 
“Depois os deputados vão tomar a decisão. Eu vou me pautar pela maioria dos deputados. O que a maioria decidir, vou seguir”, disse.
 
CPI
 
Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que será proposta pela deputada Janaina Riva (PMDB), que foi uma das vítimas dos grampos, Botelho desconversou.
 
Ele disse que não irá emitir opinião até a peemedebista juntar as nove assinaturas necessárias para a instalação da CPI.
 
“Eu não vou emitir opinião, vou deixá-la trabalhar para conseguir as assinaturas, porque se eu emitir uma opinião, vai parecer que estou atuando contra. Então, vou aguardar que ela articule com os deputados. Se ela apresentar o requerimento com as assinaturas suficientes, vou instalar a CPI. Essa é minha função”, completou.
 
O caso
 
Coronéis da Polícia Militar, mais assessores do primeiro escalão do Palácio Paiaguás, se utilizariam do esquema para monitorar adversários políticos, jornalistas, advogados e empresários.
 
O esquema funcionaria por meio da chamada "barriga de aluguel", quando números de telefones de cidadãos comuns, sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça.
 
No caso da denúncia, teria sido usado um inquérito que investigava uma quadrilha de traficantes de cocaína.
 
Ao pedir a quebra dos telefones dos supostos membros da quadrilha, teriam sido inseridos, ilegalmente, na lista encaminhada à Justiça, os telefones que interessariam ao Executivo monitorar.
 
A decisão que autorizou as escutas contra a quadrilha seria da Comarca de Cáceres, na fronteira do Brasil com a Bolívia.
 
O inquérito sobre o caso está na Procuradoria Geral da República, sob comando do procurador Rodrigo Janot.
 
O governador Pedro Taques seria um dos suspeitos de participar do esquema, juntamente com mais três coronéis da Polícia Militar.  (Fonte: Douglas Trielli é do Midia News)