Fotografo: Ednilson Aguiar
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O candidato a prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (PMDB)

 
O candidato a prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (PMDB), rebateu as acusações de que já teria “loteado” as secretarias e todos os principais serviços de Cuiabá, como coleta de lixo, iluminação pública e distribuição de água.
 
De acordo com o peemedebista, tal prática, na verdade, é mais adotada pelo seu adversário, Wilson Santos (PSDB). Emanuel citou os anos em que o tucano esteve na Prefeitura.
 
“Quem tem o histórico de lotear cargos é exatamente meu adversário. Teve dez secretários de Saúde, cada um de um partido, no tempo em que foi prefeito”, afirmou.
 
“Quem entende de lotear cargos e compadrios políticos, colocando em jogo o interesse público, é o meu adversário. Ele loteou a Prefeitura para oito partidos e vendeu a Sanecap. Colocou o ex-vereador João Emanuel como secretário de Habitação. São situações que serão lembradas”, completou.
 
Capital loteado
 
A acusação de que Emanuel teria “loteado” a empresae e os principais serviços públicos do município foi feita pelo marqueteiro da campanha de Wilson, o jornalista Kleber Lima.
 
Segundo ele, as movimentações teriam o “dedo” do ex-prefeito Chico Galindo (PTB), que buscaria manter a CAB Cuiabá nos serviços de saneamento.
 
Em entrevista exclusiva, o marqueteiro disse que Galindo teve apoio da concessionária para atrair partidos para coligação de Emanuel - sugerindo que pode ter havido compra de apoio.
 
De acordo com Emanuel, tais declarações fazem parte de um "jogo rasteiro" de seus adversários.
 
“Mais uma molecagem de gente baixa e rasteira, que não merece estar discutindo o futuro da população cuiabana. Só falam mentiras e atentam contra inteligência da população. Quem promoveu a baderna na administração pública cuiabana e depois abandou a Prefeitura foi meu adversário. Ele entende de loteamento”, declarou o peemedebista.
 
CAB Cuiabá
 
Além de Kleber, na quinta-feira (13), o vereador releito, Toninho de Souza (PSD), declarou que o ex-prefeito Chico Galindo (PTB) é o “padrinho” e “maior patrocinador” de Emanuel, pois quer manter o contrato da CAB Cuiabá.
 
Emanuel, no entanto, negou que as doações feitas a sua campanha pelo PTB tenham relação com a continuidade da concessionária.
 
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla lhe doou, até o momento, R$ 507 mil, o que representa 25,95% de todas as doações recebidas pelo peemedebista.
 
“Quem está publicamente contribuindo para nossa campanha é o PTB. Que é o partido de primeira hora que nos apoia. Não tenho nenhum compromisso com a CAB”, declarou.
 
Sobre a continuidade da CAB Cuiabá na Capital, o candidato explicou que, caso eleito, pretende prorrogar o período de intervenção na concessionária para a realização de uma auditoria.
 
“Já falei inúmeras vezes que a CAB não fica na minha gestão. A diferença é que eu quero prorrogar o período de intervenção, caso o prefeito não tome alguma atitude. Pretendemos fazer uma auditoria junto com a Câmara, sociedade civil organizada e sociedade em geral”, explicou.
 
“Conhecedores do sistema, nós vamos tomar a decisão de qual caminho seguir. Mas a CAB não tem condições de ficar. Sou advogado e professor de Direito Constitucional. A concessionária descumpriu uma cláusula contratual. Graças à CAB e à Operação Pacenas, nós estamos no retrocesso, com 35% da rede de tratamento do esgoto na Capital. É um crime e não pode haver perdão”, afirmou.