Fotografo: Ednilson Aguiar
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O candidato a prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (PMDB)

 
O candidato a prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (PMDB), negou que esteja “fugindo” dos debates neste segundo turno das eleições.
 
De acordo com o peemedebista, a decisão de cancelar a participação em parte dos encontros com seu adversário, Wilson Santos (PSDB), se deve ao fato de ter priorizado as caminhadas e reuniões com os eleitores.
 
Um dos debates cancelados foi o da TV Record, que pretendia realizar dois encontros. Entretanto, haverá apenas um. Outros já confirmados é o das rádios Jovem Pan e Centro América FM. Além da TV Centro América.
 
“Resolvi me dedicar ao corpo a corpo, pois a campanha é muito rápida. Não deixaria o contato com a população para ouvir os ataques pessoais do meu adversário”, afirmou no fim da manhã desta terça-feira (18), após participar do debate da Rádio CBN.
 
“Vou intensificar o corpo a corpo com a população. É assim que me sinto bem. Jamais abrirei mão do meu contato popular. Sempre disse que participaria dos debates da Rádio CBN, da TV Gazeta, e da rádio e TV Centro América”, completou.
 
Emanuel ainda esclareceu que já havia avisado de sua decisão de participar de apenas quatro debates no segundo turno, já que, segundo ele, o período de campanha é curto.
 
“Desde o primeiro turno falei que participaria de apenas quatro debates. Entendo que meu adversário não pode sair nas ruas. Não tem condições de fazer o corpo a corpo com a população, devido ao seu alto índice de rejeição. Minha agenda está lotada. Estou sendo convidado a visitar vários bairros de Cuiabá”, disse.
 
Fugindo do debate
 
Após o debate desta terça-feira, Emanuel foi criticado por Wilson por ter aberto mão de usar o seu direito a réplicas em alguns momentos.
 
De acordo com o tucano, seu adversário fugiu do confronto.
 
“Emanuel está evitando o debate. Nós tínhamos confirmado cerca de doze debates. Ele tem evitado. Ontem [17] fui à Rádio Mega FM para um debate, e ele não estava. Hoje fui avisado que o debate do Crea [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso] foi cancelado porque ele não vai”, declarou.
 
“Ele está fugindo e, nos poucos em que comparece, procura encurtar ao máximo o debate. Acho que o grande prejudicado nisso é o eleitor, que tem o direito de conhecer com profundidade o candidato. Fugiu hoje do debate aqui e tem desmarcado os demais”, afirmou.
 
Emanuel, no entanto, disse que abriu mão de suas réplicas por não ver necessidade em responder aos ataques do tucano.
 
“Porque o candidato demonstrou que não dominava o assunto e eu quero possibilitar, em debate como esses, que a população saiba bem a verdade. Separe o joio do trigo. Então, não havia a necessidade nem de responder. Há coisas que são tão obvias que não é necessária resposta. Deixo para o julgamento popular”, disse.
 
Debate na CBN
 
Wilson ainda reclamou do tom do debate realizado pela Rádio CBN, que foi marcado pelo bate-boca e troca de acusações entre os candidatos. O tucano declarou que Emanuel estava “agressivo” e “nervoso”.
 
“Falei de PSF [Programa de Saúde da Família], Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], mas meu concorrente não conseguiu responder. Dei uma segunda oportunidade para ele falar, mas ficou claro que ele não entende de temas técnicos e tem dificuldades”, afirmou.
 
“Senti que veio muito para a briga e enfrentamento político. Muito agressivo e nervoso, talvez porque tenha caído nas pesquisas. É claro que qualquer candidato que se aproxima do dia da eleição caindo entra em um desespero”, completou.
 
Emanuel discordou de seu adversário. Para ele, o debate manteve o bom nível.
 
“O debate não baixou o nível. Houve um pouco de excesso aqui e acolá. Mas o equilíbrio foi mantido. Isso é o que importa. Não é que faltou propostas, mas a maioria das perguntas teve cunho político, algo que é natural. Até porque, para se apresentar como candidato da mais importante do Estado, tem que responder sobre seu passado político e vida pública. É natural que se questione”, declarou.