Fotografo: Divulgação
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"O voto é sigiloso, na URNA o eleitor resolve dar o rumo desejado para aqueles que tantas vezes prometeram e não cumpriram"

Eraldo de Freitas

Hoje em dia, votar em políticos "mergulhados"  até o "pescoço" na podridão da corrupção, denunciados na Polícia Federal, na Justiça, no Ministério Público por suspeitas de atos ílicitos é o maior risco para a população. Em Várzea Grande (no Mato Grosso), já tem até pessoas que se dizem cristãos, e que se dizem defensores da verdade e do coisa correta, votando e defendo a "unhas" & "dentes" e a "ferro" e "fogo" políticos corruptos. “Digas com quem tu andas: que direi quem tu és”.

A população eleitora várzea-grandense aprendeu dar o troco em políticos que mentiram para ela vários anos consecutivo e nunca cumpriram suas promessas de campanha. Ela ficou mais expert, mais inteligente, sábia, mais secreta, mais misteriosa, quando ele (eleitor) interrogado em pesquisas, sempre diz, “eu voto em Campos Neto: mas na urna o meu voto seria contra - ainda bem que ele desistiu em agosto de 2004; Em 2008 eu sempre dizia: “o meu voto é para o doutor Júlio, na urna votei para o Murilo”, conta M. P. H de 45 anos;

Em 2012: “o meu voto é da dona Lucimar: na urna dei o troco mesmo, e votei no Tião”, declarou a M. G. D de 51 anos, que é professora aposentada da rede estadual e moradora em Várzea Grande; “este ano se me perguntar eu digo que meu voto é da Lucimar: mas dentro da urna vou votar para o seu Alan da Top Gás, menos para candidato deste tal Jayme Campos”, disse a eleitora M. T. S de 62 anos e moradora no bairro São Mateus em Várzea Grande, justificando que, no seu bairro ela já ficou 15 dias sem água em sua residência, tendo problemas até para tomarmos banho, e que, há 30 anos são obrigados a conviverem com a poeira, o lixo, muitos buracos, a lama com a fedentina insuportável em épocas da chuvas, enquanto a atual prefeita faz recapeamento na Couto Magalhães para se aparecer na imprensa, e passa lama asfáltica em frente as residências dos ricos nos bairros nobres de Várzea Grande que não tem se quer um buraquinho para incomodar.

“O meu filho mais velho, o Zé Pedro, que tem 32 anos, é pedreiro, em 2012 foi entrevistado numa pesquisa, quando o Wallace disputou e disse que, votaria em dona Lucimar. Eu disse: meu filho este povo só tá ficando cada vez mais rico com a politica e nunca faz nada para a nossa cidade, você é doido? Vixe maria!!! Ele me respondeu... pai, agente tem é que fazer este povo de besta, eles ganham o voto da gente, e faz nós todos nós de idiota, sou doido não pai, meu voto, lá na urna é do doutor Wallace ninguém vai ver eu votando, pai”, narrou o aposentado M. P de 77 anos, se referindo como o seu filho agiu na hora de votar em 2012, e disse que, este ano, um vereador já esteve na sua casa e pediu o voto da família para ele e para a dona Lucimar. E disse ainda que, confirmou o apoio para ela, mas na hora de votar... “vamos dar o troco para estes Campos que estão ai há mais de 25 anos só enriquecendo com o dinheiro nosso, e não fazem nada para a nossa cidade, aqui em casa vamos votar em alguém novo na política”, ensinou como agir.

Mais de 50 mil eleitores de Várzea Grande há anos vêm usando desta táctica. A população aprendeu a ficar mais inteligente, expert para fazer “curvas” na classe política. Nas pesquisas dizem votarem nos Campos, mas dentro da cabine de votação, eles dão o troco (principalmente em quem os Campos apresentar como candidato, que só prometeram nestes 30 anos e nunca cumpriu com o povo, e vem acabando com a cidade), votam naqueles que nunca governaram Várzea Grande, e em quem tem propostas mais convincentes e confiáveis, que aspiram mudanças.

"Onde tem fumaça: tem Fogo", não acha?

Questionando, o Luiz P. M.O de 69 anos, que também é pequeno agricultor no município, disse que, “eu sou um dos pioneiros em usar esta táctica, dizer que ‘voto’ mais não voto no candidato dos Campos, mas na urna agente dá o troco, e votamos em outro candidato. Só quem é antigo em Várzea Grande conhece o quanto estes campos não prestam.”, ensina.

Continuou... “Meus filhos se formaram, a exemplo do Marquinhos que fez odontologia e teve que ir embora, hoje mora em Rondonópolis, para arrumar emprego, já o Marcelo que fez agronomia foi embora para Primavera do Leste, a nossa cidade não tem emprego, outros dois filhos também fizeram faculdades, o Paulo mora aqui com a gente, mas há 13 anos trabalha em Cuiabá, o José foi para São Paulo. Estes campos estão aniquilando a economia de Várzea Grande ano a ano, e eles só ficando bilionários. A minha pergunta é, Jayme onde foram parar as empresas - pelo menos, para empregar nossos filhos? Vocês tiveram sobras de oportunidades para trabalhar pelo município e nada fizeram e sempre envolvidos em enxurradas de denúncias de ‘corrupção’, de crimes, falcatruas contra o município, ‘aonde tem fumaça tem fogo’, o senhor não acha seu Jayme Campos?” descreve e questiona o pequeno agricultor.

“Se alguém lhe perguntar, diga que vota em Lucimar, mas na cabine, faça como eu e muitos outros: dê o troco e vote em gente nova comprometida com a geração de emprego para seu filho, não seja egoísta e fique pensando somente em você, mas pense nos seus filhos, em 1980 várias pessoas mais sábias nos alertaram e eu não dei atenção, hoje me arrependo amargamente de um dia ter votado neste povo várias vezes, a nossa cidade hoje está um lixo em relação a Rondonópolis, Primavera, Sinop, Sorriso”, ensina o professor Luciano A. S de 62 anos, que disse que, a atual prefeita já coleciona mais de 16 denúncias, todas de natureza grave no Ministério Público só deste ano, impetrada por um vereador da cidade.