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Várzea Grande(DF), Segunda-Feira, 18 de Janeiro de 2021 - 12:35
29/11/2020 as 11:57:18 | Por CPB | 390
Educação em artes e ciências
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos”
Fotografo: CPB
Educação em artes e ciências

Lição 10
28 de novembro a 04 de dezembro
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Co 8-10
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (Sl 19:1).
 
LEITURAS DA SEMANA: Rm 1:18-21; Sl 19:1-6; 96:9; Gn 3:6; 1Tm 6; Pv 1; Jó 38
 
A educação inclui o que tem sido chamado de “artes e ciências”. Mas o que implica aprender ou ensinar artes e ciências de uma perspectiva bíblica? Estamos, por exemplo, simplesmente apresentando versos bíblicos selecionados que se relacionam com um aspecto especial da medicina moderna ou da história da arte? Ao fazermos isso, podemos relacionar nossas lições práticas ao incrível poder de Deus na criação do nosso complexo mundo. Mas a simples inclusão das Escrituras em uma lição de livro didático é apenas uma pequena parte da verdadeira educação, que é salvífica e redentiva.
 
Para que essa educação realmente funcione, precisamos da Palavra de Deus para orientar o ensino de todas as disciplinas, desde as ciências humanas à biologia molecular. Sem ela, podemos perder de vista a grandiosidade de Deus, Sua soberania como Criador e Mantenedor do mundo. Ao aprender a ver como o Senhor considera Sua criação orgânica e repleta de propósito, chegamos mais perto de entender como certas disciplinas podem e devem ser ensinadas.
 
Nesta semana, examinaremos alguns princípios envolvidos em nossa maneira de ensinar artes e ciências a partir da perspectiva e cosmovisão cristãs.

Domingo, 29 de novembro
Ano Bíblico: 2Co 11-13
Somente o Senhor
 
Há evidências da presença do Deus vivo na Sua criação. Essa afirmação tem sido repetida com tanta frequência que já se tornou um clichê. Quando consideramos, por exemplo, a intenção de Deus na criação deste mundo, que o ser humano deteriorou e arruinou, podemos nos aproximar da melhor maneira de ensinar artes e ciências.
 
Considere o período de gestação humana, por exemplo. A biologia revela que a nova vida humana inteligente surge a partir de um óvulo fertilizado e se desenvolve até a gestação completa após nove meses. As marcas de um Criador amoroso estão presentes nesse ciclo. A bondade de Deus pode ser vista no local em que o feto se desenvolve: logo abaixo do batimento constante do coração da mãe. À medida que o feto cresce, o mesmo ocorre com o abdômen da mãe. A mulher grávida está sempre consciente de seu filho, assim como nosso Pai celestial está sempre consciente de Seus filhos.
 
1. O que Romanos 1:18-21, Salmo 19:1-6 e Neemias 9:6 revelam sobre a obra de Deus como nosso Criador? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) A glória de Deus também é revelada nas obras de Suas mãos.
B.( ) A criação revela toda a glória e toda a verdade do Senhor.
 
Mesmo após 6.000 anos de pecado e milhares de anos após a devastação mundial do Dilúvio, há evidências poderosas não apenas de Deus como Criador, mas também do poder, amor e benevolência do Senhor. Essa evidência é tão forte que Paulo, em Romanos 1:18-21, declarou que aqueles que rejeitam a Deus serão “indesculpáveis” no Dia do Juízo, pois podemos descobrir o suficiente sobre Ele a partir do que Ele criou. Em outras palavras, eles não poderão alegar ignorância!
 
Especialmente em uma época em que muitas pessoas passaram a adorar a criação em vez do Criador, é crucial que a educação cristã nas artes e nas ciências sempre trabalhe partindo da premissa de que Deus é o Criador e Mantenedor de tudo que existe. No fim, quaisquer ideologias e pressupostos que neguem ou excluam Deus levam apenas ao erro. A educação secular praticamente trabalha com a premissa de que não há Deus; a educação cristã não deve cair nessa armadilha, nem deve trabalhar ainda mais sutilmente a partir de princípios baseados na suposição de que Deus não existe. De qualquer uma dessas maneiras, o ser humano inevitavelmente acabará no erro.

Segunda-feira, 30 de novembro
Ano Bíblico: Gl 1-3
A beleza da santidade
 
2. O Salmo 96:9 declara: “Adorai o Senhor na beleza da Sua santidade; tremei diante Dele, todas as terras”. Como entendemos o conceito de “beleza da santidade”? O que isso significa para um cristão e como deve impactar o que ensinamos sobre arte e a beleza muitas vezes associada a ela?
 
Embora as pessoas digam que “a beleza está nos olhos de quem a vê”, não devemos nos esquecer de quem criou os olhos (Pv 20:12). Embora devamos tomar cuidado para não adorarmos a própria criação, a partir da beleza da criação, aprendemos sobre Deus e sobre Seu amor pela beleza. Se nosso mundo caído ainda é tão belo, imagine como deve ter sido antes da queda! Isso nos ensina que Deus realmente é o Criador do belo.
 
O estudo das artes e das ciências deve, portanto, nos aproximar do caráter e do coração de Deus. Visto que somos parte da obra artística e dos fenômenos científicos de Deus, também podemos aprender mais sobre nossa identidade em Cristo.
 
“Deus queria que Seus filhos reconhecessem Suas obras e que se deleitassem na beleza simples e tranquila com a qual Ele enfeitou nosso lar terrestre. Ele é um amante do que é belo e, acima daquilo que é exteriormente atrativo, Ele ama a beleza do caráter; e deseja que cultivemos a pureza e a simplicidade, como a beleza singela das flores” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 85).
 
3. O que Gênesis 3:6 ensina sobre como a beleza por si só não é necessariamente boa nem santa? (Veja também Pv 6:25; 31:30).
 
Como ocorre com tudo o que Deus fez, temos um inimigo que distorce e explora essa beleza. Então, não deveria nos surpreender o fato de que a beleza e seus conceitos também possam ser usados contra nós. Portanto, especialmente nas artes, a educação cristã, guiada pelas Escrituras, deve nos ajudar a ter cautela ao compreendermos que nem tudo o que é belo é necessariamente bom ou santo.

Terça-feira, 01 de dezembro
Ano Bíblico: Gl 4-6
Especialistas no erro
 
Sabemos que o nosso mundo já tem quantidade excessiva de arte e filosofia que não honram a Deus. Muitos defendem que os cristãos nem deveriam entrar em lugares que promovem esses erros notórios. Os cristãos adventistas do sétimo dia devem considerar cuidadosamente sua profissão ao servir em certos ramos de atividades, patrocinar certos estabelecimentos e consumir conteúdos de certos meios de comunicação.
 
4. Em 1 Timóteo 6, recebemos instruções claras sobre as atividades que devemos evitar, mas também recebemos amplas explicações. Nos versos 9 e 10, quais são as atividades contra as quais Paulo advertiu?
 
5. Leia o restante de 1 Timóteo 6. Quais são as principais atividades apoiadas por Paulo? Assinale a alternativa correta:
 
A. (  ) Todas as atividades que envolvem lucro, poder e fama.
B. (  ) A prática da justiça, piedade, fé e amor, com constância e mansidão.
 
Observe em 1 Timóteo 6:20 como Paulo advertiu contra a “falsamente chamada ciência” (ARC). Embora ele estivesse trabalhando em um contexto diferente, o princípio ainda é aplicável. Ou seja, pense em todas as informações, ensinamentos e crenças, não apenas de hoje, mas ao longo de toda a História da humanidade, que estavam completamente equivocados. As pessoas podem, de fato, ser especialistas em erros.
 
Por quase 2 mil anos, as pessoas mais inteligentes do mundo, os especialistas, acreditaram que a Terra permanecia imóvel no centro do Universo, enquanto todas as estrelas e planetas orbitavam em círculos perfeitos. Foram usadas algumas contas matemáticas e raciocínios científicos muito complicados para sustentar essa crença, mesmo que ela estivesse errada em quase todos os aspectos. Por isso, podemos dizer que essas pessoas eram especialistas em erros e que esse ensino com certeza era “falsamente chamado ciência”.

 

Quarta-feira, 02 de dezembro
Ano Bíblico: Ef 1-3
Tolice e sabedoria
 
6. De acordo com Provérbios 1, qual é a essência da verdadeira educação cristã?
 
A Bíblia faz uma constante comparação entre tolice e sabedoria. O livro de Provérbios faz bem em nos lembrar dos perigos do comportamento imprudente e de mantermos a companhia de pessoas tolas. A distinção é clara: Deus deseja que Seu povo busque a sabedoria, a acumule e a tenha em abundância.
 
Os estudantes de artes e ciências utilizam seus talentos para adquirir conhecimento e buscar a excelência em seus estudos. Os professores dessas disciplinas fazem o mesmo. Somos capazes de uma genialidade artística e de empreender avanços científicos por causa do conhecimento e da habilidade.
 
No entanto, de uma perspectiva cristã, o que realmente significa ter um conhecimento de artes e ciências, se esse conhecimento não envolve saber a diferença entre o certo e o errado, o bem e o mal, a verdade e o erro? Tudo que precisamos fazer, por exemplo, é ler um pouco sobre a vida de alguns dos maiores artistas do mundo para perceber que ter habilidades e talentos maravilhosos não equivale a uma vida virtuosa e justa. Pode-se argumentar, também, que grandes cientistas envolvidos na criação de armas biológicas ou químicas de destruição em massa podem ser altamente instruídos e talentosos, mas quais são os frutos de sua obra? Como afirmamos anteriormente, o conhecimento, por si só, não é necessariamente uma coisa boa.
 
7. De acordo com Provérbios 1:7, qual é o segredo da verdadeira educação cristã? Assinale a alternativa correta:
 
A.( ) O temor do Senhor.
B.( ) O estímulo à sabedoria e ao conhecimento que produzam riqueza e fama.

Quinta-feira, 03 de dezembro
Ano Bíblico: Ef 4-6
O Senhor respondeu a Jó
 
8. O que Jó 38 ensina sobre Deus, não apenas como Criador, mas como Mantenedor de toda a vida? Como essa verdade importante deve influenciar nossa maneira de entender as artes e as ciências?
 
“Muitos ensinam que a matéria possui força vital: que certas propriedades são comunicadas à matéria que, então, passa a agir por sua própria energia inerente, e que os fenômenos da natureza são dirigidos de acordo com leis fixas, nas quais o próprio Deus não pode interferir. Isso é ciência falsa e não é apoiado pela Palavra de Deus. A natureza é serva de seu Criador. [...] A natureza testifica de uma inteligência, uma presença, uma energia ativa que opera em suas leis e por meio delas. O Pai e o Filho atuam de forma constante na natureza. Cristo diz: ‘Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também’” (Jo 5:17; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 114).
 
Infelizmente, como afirmado anteriormente, grande parte da ciência trabalha com base em pressupostos ateístas e materialistas. Portanto, isso significa que um cientista pode olhar para algo de extrema beleza e complexidade e ainda assim afirmar que isso surgiu por acaso, sem premeditação nem intenção.
 
A ciência faz essa alegação o tempo todo. A vida na Terra, em toda a sua beleza e complexidade, desde as borboletas aos seres humanos, é explicada como sendo somente o resultado de substâncias químicas que, há bilhões de anos, formaram por acaso uma vida simples que, mediante mutações aleatórias e seleção natural, evoluiu para tudo o que vive, respira e se move hoje.
 
A ciência, conforme hoje constituída, defende que a própria ideia de um Criador sobrenatural não é científica, uma vez que não pode ser testada cientificamente e, portanto, é uma noção com a qual a ciência não pode lidar. Esse pressuposto não é algo que a própria ciência ensina, mas é, em vez disso, uma posição filosófica imposta à disciplina pelos próprios cientistas. Entretanto, a verdadeira ciência parece ensinar o oposto: toda a beleza e complexidade do mundo realmente apontam para um Criador.
 
As Escrituras ensinam que Deus não apenas criou todas as coisas, mas também as sustenta. Isso significa que toda a verdadeira educação cristã em ciência teria que trabalhar com pressupostos radicalmente diferentes dos que a ciência em geral afirma. Inevitavelmente, ocorrerão confrontos, principalmente no que diz respeito à questão das origens.

Sexta-feira, 04 de dezembro
Ano Bíblico: Filipenses
Estudo adicional
 
Existem duas razões pelas quais a ciência, que acerta em tantas coisas, entende a questão das origens de maneira equivocada: (1) a ciência acredita que deve buscar respostas apenas no mundo natural; (2) a ciência supõe que as leis da natureza devam permanecer constantes. No entanto, ambas as razões estão erradas no tocante às origens.
 
A primeira razão, que requer causas naturais para eventos naturais, funciona bem para o monitoramento de furacões, mas é completamente inútil no que diz respeito às origens, que começam assim: “No princípio, criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1:1). O que a ciência, que nega o aspecto sobrenatural nas origens, nos ensina sobre origens que foram totalmente sobrenaturais?
 
E a constância da natureza? Isso parece fazer sentido, porém Romanos 5:12 pressupõe um ambiente natural descontínuo e qualitativamente diferente de tudo o que a ciência hoje confronta. Um mundo em que a morte não existia é radicalmente diferente de tudo o que podemos estudar hoje, e a suposição de que as condições anteriores e posteriores ao pecado eram muito semelhantes quando não eram, também levará a erros.
 
Portanto, a ciência erra em relação às origens, pois nega dois aspectos cruciais da criação: a força sobrenatural por trás dela e a radical descontinuidade física entre a criação original e o que está diante de nós hoje.
 
Perguntas para consideração
 
1. Um cristão define e entende a beleza de maneira diferente de um não cristão?
 
2. Cristo poderia ter vindo à Terra como um cientista brilhante ou um músico famoso. Em vez disso, Ele Se tornou um humilde carpinteiro. Esteve presente na criação, mas foi educado como leigo e cumpriu Seus deveres tendo sido obediente. Que incentivo isso nos oferece, onde quer que estejamos em nossa jornada educacional ou profissional?
 
3. Embora nem todos sejamos professores, ensinamos com palavras e ações, de modo intencional ou inconsciente. Quais hábitos devemos cultivar como alunos de Cristo e professores do mundo?
 
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Deus é santo e belo. Suas obras são belas e revelam Sua santidade. 3. A árvore do conhecimento do bem e do mal era agradável aos olhos, porém era errado comer de seu fruto. Assim também, existem muitas coisas aparentemente belas, porém erradas. 4. Atividades em que o único e supremo propósito seja ganhar dinheiro, visto que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. 5. B. 6. Levar os alunos a conhecer a Deus, já que o conhecimento do Senhor é o princípio da sabedoria. 7. A. 8. Deus faz uma série de perguntas difíceis a Jó, revelando que ele era pequeno em comparação com o Senhor. Nosso filtro do que é artístico, belo e científico deve ser a sabedoria do Senhor, não a opinião de seres humanos.




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