Fotografo: Gary Cameron/Reuters
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Notas de dólar

 
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (15), seguindo o cenário externo e com investidores ainda avaliando os efeitos da aprovação do texto principal da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara e com definição de que o segundo turno ocorrerá apenas em agosto.
 
A moeda norte-americana subiu 0,48%, a R$ 3,7563. Veja mais cotações. Na máxima do dia, a cotação chegou a R$ 3,7576 e, na mínima, a R$ 3,7286.
 
Variação do dólar em 2019
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
 
Reforma da Previdência
 
"O câmbio reage ao adiamento da votação do segundo turno da reforma ainda que, de qualquer forma, a gente já consiga ter alguma ideia da economia final do projeto, algo entre R$ 850 bilhões e R$ 900 bilhões", disse Alessandro Faganello, operador da Advanced Corretora, ao Valor Online.
 
 
Na madrugada de sábado, a comissão especial da reforma da Previdência aprovou o texto final por 35 votos a favor e 12 contra. A etapa na comissão ocorreu após a Câmara concluir na noite de sexta-feira, depois de três dias de votações em meio a negociações de última hora e momentos de desarticulação, o primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência.
 
O segundo turno, entretanto, ficou para a volta do recesso parlamentar, em agosto. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogerio Marinho, estima que a PEC será analisada em segundo turno pela Câmara no dia 6 de agosto e que a matéria será aprovada pelo Senado até setembro.
 
Para o gerente de câmbio da Tullett Prebon Italo Abucater, o mercado não deve ter fortes oscilações durante o recesso parlamentar, acompanhando noticiário externo que possa impactar em fluxos e seguindo pares. Mas segundo ele, agentes financeiros adotam cautela durante o recesso, em antecipação para a votação em segundo turno.
 
"Apesar de tudo estar meio alinhado para o segundo turno, a gente sabe que agosto é uma nova história", afirmou Abucater à agência Reuters, notando que na sexta-feira já houve uma redução de posições entre agentes por precaução.