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Várzea Grande(DF), Terça-Feira, 20 de Abril de 2021 - 20:56
26/02/2021 as 10:19:54 | Por R7 | 477
Desemprego cresce no Brasil e atinge 13,9 milhões, diz IBGE
Número de desocupados no mercado de trabalho aumentou 19,7% na comparação com o fim de 2019
Fotografo: MARCOS SANTOS/USP IMAGENS
Brasil ganhou 2,3 milhões de desempregados em 2020

A taxa de desemprego avançou no Brasil em 2020 e encerrou o último trimestre do ano em 13,9%, percentual que corresponde a 13,9 milhões de desocupados no período.
 
A análise da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta para o aumento 13,5% na taxa média anual de brasileiros desocupados em 2020. Trata-se do maior percentual da série iniciada em 2012.
 
Os dados mostram ainda que o número de desempregados aumentou 19,7% (+ 2,3 milhões de pessoas) na comparação com o fim de 2019, quando 11,6 milhões estavam fora do mercado de trabalho.
 
Os números registrados no período de três meses finalizados em dezembro correspondem a uma estabilidade no mercado de trabalho em relação ao trimestre anterior, quando 14,1 milhões de brasileiros estavam desempregados, com queda de apenas 1,4% (200 mil profissionais) no volume de desocupados.
 
Ao fim de 2020, 86,2 milhões de trabalhadores faziam parte da população ocupada no Brasil. O número é 8,9% (8,4 milhões) inferior ao registrado no mesmo período de 2019 e 4,5% (3,7 milhões) superior ao registado no trimestre finalizado em setembro.
 
Os empregados com carteira assinada no setor privado eram 29,9 milhões ao fim de 2019, o que corresponde a uma queda de 11,2% (-3,8 milhões) na comparação com dezembro de 2019. Já a média anual ficou 30,6 milhões de profissionais formais, o que também representa o menor valor da história da série anual.
 
Salário
 
O salário médio recebido pelos brasileiros encerrou 2020 em R$ 2.507, valor 4,2% menor do que o registrado no trimestre finalizado em setembro (R$ 2.543), mas ainda assim 2,8% maior em relação aos R$ 2.440 pagos nos últimos meses de 2019.
 
Já a massa de rendimento real habitual (R$ 210,7 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e caiu 6,5% (menos R$ 14,8 bilhões) na comparação com o mesmo trimestre de 2019. A média anual (R$ 213,4 bilhões) caiu 3,6% em relação a 2019.
 
Houve redução salarial nos seguintes grupamentos: Indústria geral (6,4%, ou menos R$ 173), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (5,5%, ou menos R$ 113) e Serviços domésticos (4,3%, ou menos R$ 40).
 
Também não houve crescimento na comparação com o trimestre de outubro a dezembro de 2019, havendo redução nos seguintes grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (7,5%, ou menos R$ 175) e Serviços domésticos (4,9%, ou menos R$ 46).




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