Fotografo: CPB
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Da batalha à vitória

Lição 11
07 a 13 de março
 
 
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Dt 32-34
 
VERSO PARA MEMORIZAR: “Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte” (Dn 10:19).
 
LEITURAS DA SEMANA: Ef 6:12; Dn 10; Ed 4:1-5; Js 5:13-15; Ap 1:12-18, Cl 2:15; Rm 8:37-39
 
Daniel 10 introduz a visão final do livro, que continua nos capítulos 11 e 12. Somos informados desde o início de que essa visão diz respeito a um “grande conflito” (Dn 10:1). Enquanto Daniel 11 esclarece alguns detalhes desse conflito, Daniel 10 mostra suas dimensões espirituais e revela que, nos bastidores das batalhas terrestres, há um conflito espiritual de proporções cósmicas.
 
Ao estudarmos esse capítulo, veremos que, quando oramos, envolvemo-nos nesse conflito cósmico de tal maneira que as repercussões são profundas. Mas não estamos sozinhos em nossas lutas; Jesus Se envolve na ­batalha contra Satanás em nosso favor. Descobriremos que a luta principal em que estamos envolvidos não é contra as forças humanas terrestres, mas contra os poderes das trevas.
 
Como o apóstolo Paulo declarou séculos depois de Daniel: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6:12). Em última análise, nosso sucesso no conflito está em Jesus Cristo. Somente Ele derrotou Satanás na cruz.

Domingo, 08 de março
Ano Bíblico: Js 1-4
Novamente, jejum e oração
 
1. Leia Daniel 10:1-3. O que o profeta estava fazendo novamente?
 
Daniel não explicou as razões de seu prolongado período de luto. Mas uma intercessão tão fervorosa provavelmente tenha sido motivada pela situação dos judeus, que tinham acabado de retornar de Babilônia à Palestina.
 
2. Leia Esdras 4:1-5. Quais desafios os judeus estavam enfrentando em seu retorno? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
 
A.(  ) Oposição na reconstrução do templo, da parte dos povos ao redor.
B.(  ) Estavam sem condições financeiras para concluir a reconstrução.
 
Em Esdras 4:1-5, vemos que, naquele momento, os judeus estavam enfrentando forte oposição ao tentarem reconstruir o templo. Os samaritanos tinham enviado relatórios falsos à corte persa, incitando o rei a interromper a obra. Diante dessa crise, Daniel implorou a Deus por três semanas para que Ele influenciasse Ciro a permitir que a obra continuasse.
 
Naquele momento, Daniel estava provavelmente perto de noventa anos de idade. Ele não estava pensando em si, mas em seu povo e nos desafios que enfrentava. Ele persistiu em oração por três semanas inteiras antes de receber uma resposta de Deus. Durante esse tempo, o profeta seguiu uma dieta muito modesta, abstendo-se de comida de sua escolha e até mesmo de unguento. Ele estava completamente indiferente ao seu conforto e aparência, mas estava profundamente preocupado com o bem-estar de seus companheiros judeus em Jerusalém a milhares de quilômetros de distância.
 
Ao observarmos a vida de oração de Daniel, aprendemos algumas lições valiosas. Primeiramente, devemos persistir em oração, mesmo quando nossas petições não são respondidas imediatamente. Em segundo lugar, devemos dedicar tempo para orar por outras pessoas. Há algo especial na oração intercessória. Lembre-se de que “mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos” (Jó 42:10). Em terceiro lugar, a oração leva Deus a fazer algo concreto e real. Portanto, oremos sempre, todos os tipos de prece. Diante de provações insuportáveis, grandes problemas e desafios esmagadores, levemos nossos fardos a Deus em oração (Ef 6:18).

Segunda-feira, 09 de março
Ano Bíblico: Js 5-8
Uma visão do Príncipe
 
3. Leia Daniel 10:4-9. O que aconteceu com o profeta?
 
 
Ao descrever sua experiência, dificilmente podemos imaginar o esplendor irresistível do que Daniel viu. Aquela figura humana (Dn 10:5, 6)
remete ao “Filho do Homem” retratado na visão do juízo celestial (Dn 7:13). Sua roupa de linho lembra as vestes sacerdotais (Lv 16:4), um aspecto que torna esse personagem semelhante ao “Príncipe do exército” representado em conexão com o santuário celestial (Dn 8). O ouro também é associado aos enfeites sacerdotais como sinal de dignidade real. Por último, a semelhança dessa figura com relâmpago, fogo, bronze e uma voz poderosa a retrata como um ser sobrenatural. Esse ser é alguém investido de atributos sacerdotais, reais e militares. Essa figura também apresenta semelhanças interessantes com o ser celestial que apareceu a Josué pouco antes da batalha contra Jericó (Js 5:13, 14). Na visão, Josué viu o “comandante do exército do SENHOR” (NVI). Curiosamente, a palavra hebraica traduzida como “comandante” (sar) aqui é a mesma palavra traduzida como “príncipe”, em referência a Miguel em Daniel 10:21. Porém, um paralelo mais próximo ocorre entre as visões de Daniel e João.
 
4. Quais semelhanças encontramos entre a visão que Daniel teve de Deus no capítulo 10 e as visões de Josué 5:13-15 e Apocalipse 1:12-18?
 
 
O texto relata que aqueles que estavam com Daniel ficaram atemorizados; o próprio Daniel caiu enfraquecido no chão. A manifestação da presença de Deus simplesmente o deixou arrasado. No entanto, quaisquer que fossem seus medos imediatos, a visão do profeta mostra que Deus está no controle da História. De fato, à medida que a visão se desenrola, vemos que o Senhor apresentou a Daniel um esboço da História humana desde os tempos do profeta até o estabelecimento do reino de Deus (Dn 11 e 12).

Terça-feira, 10 de março
Ano Bíblico: Js 9-13
Tocado por um anjo
 
5. Leia Daniel 10:10-19. O que aconteceu cada vez que o anjo tocou Daniel?
 
 
Profundamente afetado pelo esplendor da luz divina, o profeta caiu. Então um anjo apareceu para tocá-lo e consolá-lo. Ao lermos a narrativa, observamos que o anjo tocou Daniel três vezes.
 
O primeiro toque habilitou o profeta a ficar de pé e ouvir as palavras de conforto vindas do Céu: “Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim” (Dn 10:12). A oração do servo de Deus moveu o Céu. Para nós, isso é uma garantia de que o Senhor ouve nossas orações, o que é um grande conforto em tempos difíceis.
 
O segundo toque habilitou Daniel a falar. O profeta derramou suas palavras diante do Senhor, expressando seus sentimentos de temor e emoção: “Meu Senhor, por causa da visão me sobrevieram dores, e não me ficou força alguma. Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? Porque, quanto a mim, não me resta já força alguma, nem fôlego ficou em mim” (Dn 10:16, 17). Portanto, Deus não apenas fala a nós; Ele deseja que abramos nossa boca para contar a Ele nossos sentimentos, necessidades e aspirações.
 
O terceiro toque lhe trouxe força. Ao reconhecer sua inadequação, o anjo o tocou e o consolou com a paz de Deus: “Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte” (Dn 10:19). Lembre-se de que o anjo foi enviado a Daniel em resposta às suas orações, a fim de dar-lhe discernimento e compreensão. Em outras palavras, a visão que se segue no
capítulo 11 tem a intenção de encorajar Daniel em resposta ao seu luto e meditação acerca da situação em Jerusalém. Com Deus ao nosso lado, podemos ter paz mesmo quando enfrentamos aflições. Seu toque amoroso nos habilita a olhar para o futuro com esperança.

Quarta-feira, 11 de março
Ano Bíblico: Js 14-17
Um grande conflito
 
6. O que foi revelado em Daniel 10:20, 21?
 
 
O mensageiro celestial revelou a Daniel a guerra cósmica que ocorre nos bastidores da História humana. Assim que Daniel começou a orar, teve início uma batalha espiritual entre o Céu e a Terra. Seres celestiais começaram uma luta contra o rei da Pérsia para deixar que os judeus continuassem a reconstrução do templo. Sabemos desde o início de Daniel 10 que o rei da Pérsia era Ciro. No entanto, um rei humano sozinho não pode oferecer oposição significativa a um ser celestial. Isso indica que, por trás do rei humano, existia um agente espiritual maligno que instigava Ciro a impedir que os judeus reconstruíssem o templo.
 
Uma situação semelhante ocorre em Ezequiel 28, em que o rei de Tiro representa Satanás, o poder espiritual por trás do rei humano daquela cidade. Assim, não é de admirar que os reis da Pérsia contra quem Miguel lutou incluíssem Satanás e seus anjos. Isso mostra que a oposição humana à reconstrução do templo tinha um equivalente no reino espiritual.
 
7. Que tipo de batalha foi descrita em Daniel 10:13? Assinale a alternativa correta:
 
A.(  ) Uma batalha espiritual.
B.(  ) Uma batalha literal.
 
“Enquanto Satanás estava procurando influenciar as mais altas autoridades no reino da Média-Pérsia para que não mostrassem favor ao povo de Deus, anjos trabalhavam no interesse dos exilados. Era uma controvérsia na qual todo o Céu estava interessado. Por intermédio do profeta Daniel, temos um vislumbre dessa poderosa luta entre as forças do bem e os poderes do mal. Durante três semanas, Gabriel se empenhou em luta com os poderes das trevas, procurando conter as influências em ação na mente de Ciro; e antes que a contenda terminasse, o próprio Cristo veio em auxílio de Gabriel. ‘O príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias’, Gabriel declara; ‘e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia’ (Dn 10:13, ARC). Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro, e todos os dias de seu filho Cambises II, que reinou cerca de sete anos e meio” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 571, 572).

Quinta-feira, 12 de março
Ano Bíblico: Js 18-21
Um príncipe vitorioso
 
O personagem mais ilustre no livro de Daniel é a figura inicialmente chamada de “Filho do Homem” (Dn 7:13) ou “Príncipe do exército” (Dn 8:11). Por fim, descobrimos que Seu nome é Miguel (Dn 10:13), que significa “Quem é semelhante a Deus?”. Ele veio para ajudar Gabriel no conflito com o rei da Pérsia (Dn 10:13). O anjo se referiu a esse Ser celestial como “Miguel, vosso Príncipe” (Dn 10:21), a saber, o Príncipe do povo de Deus.  Miguel aparece posteriormente no livro de Daniel como Aquele que defende o povo de Deus (Dn 12:1). Em Judas 9, descobrimos que Miguel, também chamado de Arcanjo, luta contra Satanás e ressuscita Moisés. Apocalipse 12:7 revela que Miguel permanece como Líder do exército celestial, que derrota Satanás e seus anjos caídos. Portanto, Miguel não é outro senão Jesus Cristo. Assim como o Império Persa possuía um comandante supremo, uma força espiritual por trás de seu líder humano, o povo de Deus tem em Miguel seu Comandante-chefe, que intervém para lutar e vencer a guerra cósmica em seu favor.
 
8. Leia Colossenses 2:15. Como Jesus conseguiu a vitória no conflito cósmico?
 
Ao enfrentarmos as forças do mal, podemos ter fé em Jesus, nosso Campeão. No começo de Seu ministério público, Ele triunfou sobre Satanás. Durante Sua vida terrestre, Cristo o derrotou no deserto quando foi atacado com tentações; lutou contra hostes demoníacas e libertou as pessoas do poder das trevas. Jesus venceu o mal mesmo quando este estava disfarçado por trás da tentativa de Pedro de dissuadi-Lo do sacrifício no Calvário. Em Suas últimas palavras aos discípulos, Jesus falou de Sua morte iminente como uma batalha, que culminaria em uma vitória decisiva sobre Satanás: “Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim mesmo” (Jo 12:31, 32).
 
Às vezes olhamos ao redor e só vemos coisas muito ruins. Violência, imoralidade, corrupção e doenças surgem em todos os lugares. Um inimigo, não feito de carne e sangue, ataca-nos brutalmente de todos as formas. Mas não importa a dificuldade das batalhas que temos que travar, Jesus luta por nós e permanece como nosso Príncipe e Sumo Sacerdote no santuário celestial.

Sexta-feira, 13 de março
Ano Bíblico: Js 22-24
Estudo adicional
 
“Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta com os poderes das trevas, procurando conter as influências em ação na mente de Ciro [...]. Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas em todos os dias de Ciro, e em todos os dias de seu filho Cambises II” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 572).
 
“Que grande honra é outorgada a Daniel pela Majestade do Céu! Ele conforta Seu servo tremente e lhe assegura que sua oração foi ouvida no Céu. Em resposta àquela fervorosa petição, o anjo Gabriel foi enviado para influenciar o coração do rei persa. O monarca havia resistido às impressões do Espírito de Deus durante as três semanas em que Daniel estivera jejuando e orando, mas o Príncipe dos Céus, o Arcanjo Miguel, foi enviado para convencer o coração do obstinado rei, a fim de que tomasse alguma decisão para atender à prece de Daniel” (Ellen G. White, Santifica..o, p. 51).
 
Perguntas para discussão
 
1. Embora não sejamos os primeiros na história cristã a enxergar essa verdade, como adventistas do sétimo dia, somos fortes defensores do tema do grande conflito, ou a ideia de que o Universo inteiro é parte de uma luta épica entre Cristo e Satanás. E cremos que todo ser humano está, de fato, envolvido nesse conflito. Outros, até mesmo pessoas seculares, falam sobre a realidade de algum tipo de batalha na qual estamos todos imersos. Qual tem sido sua experiência no grande conflito? Como você o vê manifestado em sua vida? Como sua experiência pode ajudar os outros a lutar também?
 
2. Leia Efésios 6:10-18. Observe as imagens militares que Paulo utilizou. Quais “instruções para a batalha” nos foram dadas nesse texto a respeito do grande conflito?
 
3. Em Daniel 10:11, pela segunda vez (veja Dn 9:23) Daniel foi chamado de hamudot, ou “amado”. O que isso revela sobre a ligação íntima, até mesmo um elo emocional, entre o Céu e a Terra? Pense na diferença radical dessa realidade quando comparada à visão ateísta comum de grande parte do mundo moderno. Que esperança essa visão bíblica nos oferece, como pode ser visto nessa referência a Daniel?
 
 
 
Respostas e atividades da semana: 1. Comente com a classe. 2. V; F. 3. Daniel teve uma visão à beira do rio Tigre. Nela, ele viu um ser maravilhoso, cheio de esplendor, com os olhos de fogo. Ao contemplá-lo, perdeu suas forças e sentidos. 4. Há muitas semelhanças entre os seres descritos nas visões: os olhos são de fogo; os pés são de bronze; o cabelo e as vestes são brancos como a neve. 5. No primeiro toque do anjo, Daniel pôde se colocar em pé e ouvi-lo; no segundo toque, ele conseguiu abrir a boca e falar; no terceiro, ele se fortaleceu. 6. Um panorama da guerra cósmica entre o príncipe da Pérsia (Satanás estava por trás dele) e Miguel (Jesus). 7. A. 8. Ele venceu na cruz, expondo ao desprezo os principados e as potestades.